25 de Abril de 2015
por esmael
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Cerco policial a educadores abre crise na segurança pública de Beto Richa

A movimentação de tropa de milicianos para reprimir violentamente professores em greve, em Curitiba, conforme determinação do governador Beto Richa (PSDB), já abriu a maior crise da história da segurança pública do Paraná.

Deputados outrora da mesma base governista se digladiam nas redes sociais em torno do tema.

“Tentar resolver questões políticas usando a polícia tornou- se uma lamentável característica deste segundo governo do Beto”, criticou esta tarde o deputado Ney Leprevost, do PSD, partido do chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra.

Segundo Leprevost, Curitiba vai ficar a semana inteira entregue aos bandidos e os policiais serão sacrificados mais uma vez para fazer a vontade do governador tucano.

O agora deputado federal Valdir Rossoni (PSDB), ex-presidente da Assembleia Legislativa, sentiu as dores pelo governador Beto Richa e devolveu o pelotaço no parlamentar do PSD.

“Será que o Beto Richa ficou ruim depois que [Luiz Antônio Leprevost] perdeu o cargo na diretoria da Copel”, provocou Rossoni.

Ney Leprevost replicou no ato: “Talvez o Bibinho saiba nos dizer, né?”, referindo a Abi Miguel, ex-diretor-geral da Assembleia preso por desvios — personagem central dos “Diários Secretos” da RPC/Gazeta do Povo.

A pergunta que não quer calar é: o que sabe o deputado do PSD, Ney Leprevost, que o resto da humanidade ainda não sabe?

Neste sábado (25), dia em que professores aprovaram greve a partir de segunda-feira (27), veio à tona informação de que a Justiça deu aval para o governador Beto Richa utilizar a força policial para reprimir, violentamente, manifestações contra o confisco da previdência. O projeto será votado na semana que vem pela Assembleia.

25 de Abril de 2015
por esmael
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Justiça dá aval para Richa descer a borracha nos professores do Paraná

tjpr_alep_profsO juiz de plantão Eduardo Lourenço Bana, de Curitiba, concedeu ontem (24) à noite um “interdito proibitório” contra a greve dos professores que se iniciará nesta segunda-feira (27). O magistrado estipulou multa diária de R$ 100 mil contra a APP-Sindicato e, descumprida a decisão, autorizou a repressão com violência policial à manifestação, caso haja ocupação do prédio da Assembleia Legislativa do Paraná.

Na prática, o judiciário dá aval para que o governador Beto Richa (PSDB) coloque a cavalaria e o choque da PM para massacrar os professores que protestarem pelos seus direitos.

Na última quinta-feira (23), o Blog do Esmael revelou com exclusividade que o secretário da Segurança, Fernando Francischini, e os comandantes da PM se reuniram secretamente com o presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano (PSDB), para tramar a votação em regime de urgência do confisco da previdência dos servidores públicos.

O diabo é que a mesma Justiça foi fiadora do acordo rompido por Richa com a APP-Sindicato, que em março suspendeu a greve.

Portanto, fica a pergunta: de que lado está a dona Justiça do Paraná?

Leia a íntegra da decisão judicial: