3 de junho de 2016
por Esmael Morais
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Marcelo Belinati: Não ao fracking, SIM ao desenvolvimento sustentável!

Belinati_fracking

O deputado Marcelo Belinati (PP-PR), em sua coluna desta sexta-feira (3), revela que apresentou projeto na Câmara proibindo a outorga de concessão de lavra para exploração de gás através do perigoso processo de “fracking”. Segundo ele, um método de extração de gás através da fraturação hidráulica do subsolo, que é “esfacelado” para que libere o gás que contido nas rochas. No Paraná, 123 municípios tiveram, recentemente, autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Leia, ouça, comente e compartilhe a íntegra do texto abaixo: Leia mais

7 de setembro de 2014
por Esmael Morais
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Neca Setúbal, do Itaú, bancou 83% do Instituto de Marina Silva

do Brasil 247
Uma reportagem deste domingo da Folha de S. Paulo confirma o que já parecia evidente. à‰ Maria Alice Setúbal, a Neca, herdeira do banco Itaú, a principal financiadora da candidata do PSB à  presidência da República, Marina Silva.

De acordo com o texto de Aguirre Talento e Fernanda Odilla (leia aqui a íntegra), Neca doou R$ 1 milhão em 2013 para o instituto criado por Marina Silva para promover a sustentabilidade. Isso representa nada menos que 83% dos custos da entidade, o que significa que Marina é quase que integralmente bancada por Neca.

Nesta condição, de principal financiadora da candidata, Neca passou a coordenar seu programa de governo e a falar em nome da candidata. Ela foi a primeira a anunciar a independência formal do Banco Central, uma medida defendida pela família Setubal.

O programa de Marina tem ainda outros ingredientes que interessam ao banco dos Setúbal, como a redução do papel de instituições públicas, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES, no mercado de crédito.

As despesas do instituto de Marina, na prática, atendem a projetos de interesse da própria candidata, como a digitalização de seu próprio acervo pessoal, além de gastos administrativos.

Além desse R$ 1 milhão recebido da amiga Neca Setúbal, Marina também faturou R$ 1,6 milhão com palestras. No entanto, ele se negou a revelar a identidade de seus clientes, alegando cláusulas de confidencialidade.

A empresa de Marina teve lucro de R$ 1 milhão no ano passado, mas ela declarou ao Tribunal Superior Eleitoral um patrimônio pouco superior a R$ 100 mil.

O Itaú, que financia por meio de uma de suas herdeiras a candidatura de Marina, encontra-se em litígio com a União, por ter sido multado pela Receita Federal em R$ 18,7 bilhões, sob a alegação de sonegação fiscal na compra do Unibanco.

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27 de julho de 2014
por Esmael Morais
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Coluna do Rocha Loures: Os 4 pilares do desenvolvimento das cidades

Rocha Loures, em sua coluna deste domingo, recapitula a criação do Colégio SESI e a Universidade da Indústria, durante sua gestão na Fiep, como um dos quatro pilares necessários para valorização das pessoas e o desenvolvimento das cidades:  Sustentabilidade, Educação, Tecnologia, e Cidadania Plena.  à‰ hora de dar substância aos debates eleitorais e promover o voto consciente nessa direção!, recomenda o líder empresarial; leia o texto e compartilhe.

Rocha Loures, em sua coluna deste domingo, recapitula a criação do Colégio SESI e a Universidade da Indústria, durante sua gestão na Fiep, como um dos quatro pilares necessários para valorização das pessoas e o desenvolvimento das cidades: Sustentabilidade, Educação, Tecnologia, e Cidadania Plena. à‰ hora de dar substância aos debates eleitorais e promover o voto consciente nessa direção!, recomenda o líder empresarial; leia o texto e compartilhe.

Rodrigo da Rocha Loures* ... 

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22 de março de 2014
por Esmael Morais
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Em tempos de escassez e risco de apagão, país opta pela privatização da água e da energia

àgua e Energia: opção triunfante do Brasil pela poluição

Jose Roberto Borghetti e Antonio Ostrensky*

Em um tempo em que o fantasma do apagão assombra o já pouco eficiente e bamboleante setor industrial brasileiro e, ainda que em menor grau, assusta os incautos cidadãos comuns, estamos prestes a “comemorar” mais um Dia Mundial da àgua.

Justiça seja feita, o Estado Brasileiro faz sua parte para espantar esse fantasma. E faz isso como pode: rezando todos os dias – e com muita fé – para que São Pedro mande o único antídoto que pode,de fato, impedir que esse espectro da falta de planejamento provoque um colapso energético no país, a chuva.

O Brasil possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo. Entre 80% e 90% da geração elétrica vem de fontes renováveis. Segundo o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2012, da Agência Nacional de àguas (ANA) – o País possui cerca de 1.000 empreendimentos hidrelétricos, sendo que mais de 400 deles são pequenas centrais hidrelétricas (PCH). Até 2011, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aproximadamente 70% dos 117 mil megawatts (MW) da capacidade instalada da matriz energética brasileira eram gerados por PCH!´s, usinas hidrelétricas e centrais de geração hidrelétrica. Entretanto, não adianta muito se produzir energia de forma relativamente limpa (pois há, sim, uma série de impactos advindos da geração de energia hidrelétrica), se a energia produzida é insuficiente para fazer o país crescer.

Contudo, se olharmos por um outro lado e considerarmos toda a matriz energética do Brasil (e não apenas a energia elétrica), veremos que nossa matriz energética está muito longe de ser limpa. Mais de 52% da energia que move o país vem do petróleo e seus derivados (óleo, gasolina, gás…), empurrando a energia elétrica para um modesto terceiro lugar, com apenas 13% do total, ficando atrás da energia gerada através do uso de álcool/biomassa (com 19,3%).

Se você vivia no Brasil antes de 2007, deve ter lido ou ouvido que o governo brasileiro estava investindo pesadamente em biocombustíveis e em fontes energéticas renováveis e limpas. Pelo discurso oficial, o Brasil se tornaria em uma potência energética limpa do terceiro milênio.

Mas, em 2007, Deus, por ser brasileiro, resolveu dar uma mãozinha para o país e então nos deu de presente o pré-sal, rapidamente vendido (sem trocadilhos) como a redenção de todos os problemas do país. O que se viu a partir daí foi uma verdadeira batalha política entre os estados “com pré-sal” e os estados “sem pré-sal” pelos royalties do tesouro recém descoberto.

A face menos perceptível desse fenômeno foi que, como mágica, sumiram os projetos de desenvolvimento tecnológico e de inovação para aprimoramento e popularização de fontes energéticas limpas.

Hoje, apenas em meia dúzia de estados (se tanto) ainda compensa abastecer o carro com álcool. A capacidade instalada para a geração de energia eólica no país mal chega a 1% da geração hidroelétrica e a capacidade de geração de energia solar é virtualmente zero.

Mas, voltando a São Pedro, ele deve ter recebido alguma orientação superior para fechar as torneiras, pois se agora somos um país riquíssimo em petróleo, precisamos usar essa nossa nova riqueza. Com isso, as caras e poluidoras termoelétricas (movidas principalmente a gás, mas também a carvão) precisaram ser acionadas. O resultado, um rombo bilionário nas contas das empresas distribuidoras de energia e uma conta que, mais cedo ou mais tarde, vai ser cobrada do agora riquíssimo consumidor brasileiro !“ sem falar, é claro, na conta ambiental, mas essa será paga pelos condôminos deste planeta chamado Terra.

O fato é que parece que todo o discurso de sustentabilidade, de geração de energia limpa, de produção de biocombustíveis, era apenas e tão somente discurso, desses com aquela robustez e credibilidade que acompanham todo e qualquer discurso eleitoral.

A realidade, porém, mostra um país sem planejamento estratégico na área de energia; reservatórios super explorados e minguando, mesmo em um cenário Leia mais