1 de novembro de 2017
por Esmael Morais
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“Patos” do Sistema S precisam explicar por que despenca faturamento das indústrias

Os chefetes do Sistema S, também conhecidos como “patos”, terão de explicar aos industriais por que apoiaram o golpe, se o faturamento do setor só encolhe. Leia mais

22 de julho de 2017
por Esmael Morais
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Hora de fazer uma limpa no Sistema S

A hipocrisia da volta do “pato” em frente aos prédios do Sistema S causou revolta até mesmo entre o desprotegido empresariado. Leia mais

2 de maio de 2016
por Esmael Morais
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Temer cogita CPMF. Cadê os patos?

O vice Michel Temer, consumando o golpe, vai enfiar goela-baixo dos patos da Fiesp a CPMF — o imposto do cheque.

O diabo é que os patos do sistema S são valentes com uma mulher, como a presidente Dilma, mas se comportam como umas tchutchuquinhas com um homem.

O presidente da Fiesp, Pato Skaf, disse ser contra a recriação da CPMF. No entanto, ele defende o corte de programas sociais como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Fies, Plano Safra, etc.

Temer sabe que, se liquidar com uma penada os direitos sociais, ele abriria as portas do inferno.

A confusão e a incerteza são tantas que, pelo sim pelo não, a Fiep (Paraná) reforçou a segurança do pato gigante em Curitiba.

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1 de abril de 2016
por Esmael Morais
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Contra os patos do sistema S, PT lança site para garimpar votos contra o golpe

O Partido dos Trabalhadores lançou nesta sexta-feira (1) o site “#Não Vai Ter Golpe” destinado ao garimpo de votos de parlamentares contrários ao golpe na jovem democracia brasileira.

O objetivo é reverter deputados indecisos em relação à votação que visa destituir a presidente Dilma Rousseff em votação de impeachment e — por que não? — convencer os que hoje são favoráveis ao golpe.

“Eles têm a mídia e o empresariado ao lado deles, mas nós temos a mais poderosa e aguerrida militância que este País já viu!”, exalta o novo portal antigolpe.

Por outro lado, o sistema S, do qual faz parte a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), continua fazendo farra com dinheiro público para constranger parlamentares que estão indecisos em relação ao golpe em curso.

Nesta sexta-feira, dia 1º de abril, anúncio dos “patos” em página inteira no blog Gazeta do Povo — grupo da Globo no Paraná — expõe os deputados paranaenses Aliel Machado (REDE) e Fernando Francischini (SD).

A militância do sistema S é pelo golpe, contra a democracia no país.

Na Câmara, parlamentares pensam reforçar a proposta do deputado João Arruda (PMDB-PR) de instalar uma CPI para investigar denúncias de corrupção no sistema S. No mês passada, o peemedebista apontou sonegação fiscal e especulação financeira com dinheiro público como fatos passíveis de uma comissão.

Em tempo: segundo a agência de notícias BBC Brasil, até o pato gigante foi “roubado” pela Fiep, pois um artista plástico holandês Florentijn Hofman reivindica acusa os empresários de “plágio” de sua obra original que já fora exposta no ano de 2008 em São Paulo, Amsterdã e Hong Kong.

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30 de março de 2016
por Esmael Morais
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“Ministério da Justiça deveria investigar a farra golpista do sistema S com dinheiro público”

J. Carlos de Assis*

Marx supunha que o capitalismo explodiria por conta de suas próprias contradições internas. Parte do capitalismo brasileiro não quer esperar por isso. Corre o risco de explodir por conta de sua imbecilidade. As matérias pagas pedindo o impeachment da Presidenta Dilma em edições de quatro jornais de ontem denotam a suprema estupidez do empresariado, sobretudo paulista, capitaneado por essa figura caricata de Paulo Skaf, por perderam completamente a perspectiva dos interesses reais em favor de ideologia política.

É bem verdade que, para seus propósitos imbecis, Skaf é um sujeito de sorte. Encontrou entre dirigentes das classes trabalhadoras um trânsfuga do movimento sindical, Paulinho da Força, que se coloca na vanguarda do atraso em matéria de política econômica e tornou-se seu sócio. Skaf teve sorte também por trocar a fatigante vida industrial pela comodidade do corporativismo sindical, apossando-se de uma das maiores caixas da República, o dinheiro público arrecadado em nome do Sesi e do Senai.

A exposição pública de dinheiro esbanjado na propaganda do impeachment, com a cobertura de assinaturas provavelmente financiadas pela própria Fiesp, é um acinte à decência e um desafio à ética. Algum procurador da República, desses que preservam a honra de não agir segundo preferências partidárias, deveria investigar a fonte dos recursos usados nessa propaganda, ou seja, se há ali dinheiro do Sesi e do Senai – dinheiro público que deve estar sob fiscalização do TCU e demais órgãos de controle da administração federal, mas que não está.

Não só pelo descaramento do uso político-partidário de verbas oriundas de recursos parafiscais essa atuação de Skaf deveria ser investigada. Ele e o presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Eduardo Eugênio, introduziram no sistema S a inacreditável cobrança por cursos de profissionalização. Um sistema inventado por Getúlio e empresários idealistas, no tempo em que os havia, foi degenerado numa arapuca para ganhar dinheiro de pobres e de desempregados, numa verdadeira aberração das finalidades do Senai.

Por que a imprensa brasileira nunca denunciou isso? A resposta está nas páginas do pedido de impeachment. Na verdade, a Fiesp não quer apenas fazer propaganda do golpe. Quer também encher de dinheiro as burras dos jornais cujo partidarismo ext Leia mais

15 de dezembro de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do João Arruda: “O pato engoliu o leão: barrar a sonegação no ‘Sistema S’ para financiar a saúde”

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João Arruda*

É dinheiro que não acaba mais. Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), o ‘Sistema S’ teve receita de R$ 31,09 bilhões em 2014. Para 2016, a estimativa é atingir R$ 36 bilhões.

Esses valores vêm da contribuição sobre a folha de salário. São, portanto, considerados recursos públicos e entram no cálculo da carga tributária. A Constituição determina que esse dinheiro financie as entidades, que são de direito privado. Ou seja: o poder público não interfere na destinação dessas receitas.

Pois é. Aí, é que a coisa complica. O ‘Sistema S’ recebe contribuições compulsórias das empresas a pretexto de promover a qualificação de trabalhadores da indústria e do comércio. Metade dos recursos, no entanto, não passam pela fiscalização da Receita Federal. O patinho amarelo devora o leão.

Hoje, o Congresso Nacional estuda a possibilidade de reter até 30% do valor repassado ao ‘Sistema S’ para cobrir o rombo no orçamento federal de 2016, estimado em R$ 30 bilhões. A medida depende de mudança na Constituição. Não é a única alternativa.

Para acabar com a discussão sobre a CPMF e a criação de novos impostos, defendo que os recursos retidos sejam redirecionados para a saúde, uma área extremamente sensível e que precisa de novas fontes de financiamento, como provou a dura negociação para evitar o caos no SUS ano que vem. Atualmente, o valor arrecadado pelo ‘Sistema S’ não passa pelo orçamento.

Entre os parlamentares favoráveis à retenção, um dos argumentos é o de que grande parte dos valores destinados ao ‘Sistema S’ não estaria sendo usada. Nesse caso, não haveria oneração ao Sistema S se o governo tomasse 50% dessa contribuição porque a estimativa é de que R$ 18 bilhões estejam aplicados no mercado financeiro.

Ora, se existem recursos do ‘Sistema S’ que não estão sendo aplicados na formação dos trabalhadores, mas nos bancos, o que impede a destinação para saúde? Já é hora de reavaliar o repasse a essas entidades. Elas podem até fugir do Fisco, mas não podem mais se esquivar da realidade.

*João Arruda é deputado federal pelo PMDB, coordenador da bancada do Paraná no Congresso Nacional, escreve nas terças-feiras sobre “Os bastidores do poder em Brasília”.

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