7 de abril de 2016
por Esmael Morais
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Agências de propaganda vão à Justiça contra fraude em licitação do Sistema S

O Sindicato das Agências de Propaganda do Paraná (Sinapro) ingressou na Justiça ontem (6), com pedido de suspensão de licitação supostamente fraudulenta, no valor de R$ 4,9 milhões, destinada à contratação de publicidade pelo sistema S — constituído pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Sesi (Serviço Social da Indústria) e Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).

O sistema S licita agência de propaganda para veicular, principalmente, peças contra deputados e senadores que se posicionam contra o golpe ao estado democrático de direto e contra o impeachment da presidente Dilma.

O sistema S é um conjunto de entidades jurídicas de caráter associativo de direito privado, mas, como elas gerem recursos públicos, são “contaminados” pelos princípios do direito público. Ou seja, a Fiep também está sujeita à Lei das Licitações (8.666/93).

Dito isto, o presidente do Sinapro, Elon César Isfer Garcia, na representação judicial contra o sistema S, viu indícios de fraudes que ferem a lei de licitações e que podem causar lesões “irreparáveis” ao interesse público.

Não é comum o Sinapro intervir em processos licitatórios. A entidade das agências de propaganda só entra em campo quando os vícios são escandalosamente flagrantes.

“Requer-se a suspensão imediata do certame para evitar a continuidade de um processo fadado de ilegalidade e inconstitucionalidade causando prejuízo ao erário público e lesivo aos interesses constitucionais dos licitantes”, pediu o Sinapro ao à Justiça, haja vista a previsão de abertura dos envelopes da concorrência para amanhã (8).

O diabo é que o sistema S no geral, e a Fiep, no particular, estão entre aquelas instituições que se dizem lutar contra a corrupção “dos outros”; elas fazem de um pato amarelo, que aliás é roubado, seu símbolo de honestidade.

sistema S é apontado como um dos maiores sonegadores de impostos do país, e, segundo o deputado federal João Arruda (PMDB-PR), o prejuízo ao erário pode ultrapassar R$ 18 bilhões ao ano. O parlamentar propõe a criação de uma CPI para investigar desvios desses recursos que seriam utilizados na especulação do mercado financeiro.

Leia a íntegra da ação do Sinapro:

http://esmaelmorais.com.br/sinapro_vs_fiep.pdf

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30 de março de 2016
por Esmael Morais
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“Ministério da Justiça deveria investigar a farra golpista do sistema S com dinheiro público”

J. Carlos de Assis*

Marx supunha que o capitalismo explodiria por conta de suas próprias contradições internas. Parte do capitalismo brasileiro não quer esperar por isso. Corre o risco de explodir por conta de sua imbecilidade. As matérias pagas pedindo o impeachment da Presidenta Dilma em edições de quatro jornais de ontem denotam a suprema estupidez do empresariado, sobretudo paulista, capitaneado por essa figura caricata de Paulo Skaf, por perderam completamente a perspectiva dos interesses reais em favor de ideologia política.

É bem verdade que, para seus propósitos imbecis, Skaf é um sujeito de sorte. Encontrou entre dirigentes das classes trabalhadoras um trânsfuga do movimento sindical, Paulinho da Força, que se coloca na vanguarda do atraso em matéria de política econômica e tornou-se seu sócio. Skaf teve sorte também por trocar a fatigante vida industrial pela comodidade do corporativismo sindical, apossando-se de uma das maiores caixas da República, o dinheiro público arrecadado em nome do Sesi e do Senai.

A exposição pública de dinheiro esbanjado na propaganda do impeachment, com a cobertura de assinaturas provavelmente financiadas pela própria Fiesp, é um acinte à decência e um desafio à ética. Algum procurador da República, desses que preservam a honra de não agir segundo preferências partidárias, deveria investigar a fonte dos recursos usados nessa propaganda, ou seja, se há ali dinheiro do Sesi e do Senai – dinheiro público que deve estar sob fiscalização do TCU e demais órgãos de controle da administração federal, mas que não está.

Não só pelo descaramento do uso político-partidário de verbas oriundas de recursos parafiscais essa atuação de Skaf deveria ser investigada. Ele e o presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Eduardo Eugênio, introduziram no sistema S a inacreditável cobrança por cursos de profissionalização. Um sistema inventado por Getúlio e empresários idealistas, no tempo em que os havia, foi degenerado numa arapuca para ganhar dinheiro de pobres e de desempregados, numa verdadeira aberração das finalidades do Senai.

Por que a imprensa brasileira nunca denunciou isso? A resposta está nas páginas do pedido de impeachment. Na verdade, a Fiesp não quer apenas fazer propaganda do golpe. Quer também encher de dinheiro as burras dos jornais cujo partidarismo ext Leia mais

16 de setembro de 2013
por Esmael Morais
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Campagnolo vai para a tevê; assista

Campagnolo lança ofensiva midiática, mas nega interesse na disputa eleitoral de 2014; o empresário jura que "meu partido é a indústria, meu programa de governo é contribuir para a geração de empregos e renda no Paraná"; no entanto, até as capivaras do Parque Barigui sabem que o presidente da Fiep tem relações muito próximas com Fruet e Gleisi; assista ao vídeo exibido ontem em horário nobre das principais tevês.

Campagnolo lança ofensiva midiática, mas nega interesse na disputa eleitoral de 2014; o empresário jura que “meu partido é a indústria, meu programa de governo é contribuir para a geração de empregos e renda no Paraná”; no entanto, até as capivaras do Parque Barigui sabem que o presidente da Fiep tem relações muito próximas com Fruet e Gleisi; assista ao vídeo exibido ontem em horário nobre das principais tevês.

O empresário Edson Campagnolo foi o garoto propaganda do sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) em filme exibido no horário nobre, ontem à  noite, nas tevês Globo, SBT, Record e Band. ... 

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