3 de dezembro de 2016
por esmael
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Fidel e o ranço da mídia no Brasil

fidel_castro_milton_alvesO ativista político Milton Alves, que morou em Cuba no início dos anos 90, em artigo especial, analisa o editorial do ex-jornal Gazeta do Povo do último dia 28 de novembro. Segundo o articulista, o blog de direita comenta a morte de Fidel Castro através de um olhar visceralmente anticomunista, como nos tempos da chamada ‘guerra fria’, uma narrativa rançosa, muito clichê e pouca informação sobre a vida e a trajetória da multifacetada personalidade do líder histórico da revolução cubana.

21 de outubro de 2016
por esmael
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Greca intensifica ataques contra Ney de olho no Ibope, que hoje divulga pesquisa em Curitiba

greca_ney-600x300Uma nova pesquisa do Ibope motivou o candidato do PMN à Prefeitura de Curitiba, Rafael Greca, intensificar os ataques contra o adversário Ney Leprevost, do PSD, em todas as frentes possíveis e imagináveis.

25 de novembro de 2014
por esmael
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Anticomunismo e saudade da ditadura põem em risco a democracia no Brasil

por Marcos Coimbra*, via CartaCapital

O ano de 2014 caminha para terminar de forma preocupante na política. Não era para ser assim. Há menos de um mês, realizamos uma eleição geral na qual a população escolheu o presidente da República, os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal, um terço do Senado, a totalidade da Câmara dos Deputados e das Assembleias estaduais.

Mesmo em democracias consolidadas, momentos como aquele, em que todos são convocados a participar diretamente das grandes escolhas de um país, são esporádicos e precisam ser respeitados e valorizados. As eleições não são situações triviais, cujos resultados podem ser ignorados ou questionados por qualquer um, no dia seguinte. São solenes.

Por isso, é comum que o clima político se desanuvie depois de uma disputa eleitoral. Que cesse o embate entre os partidos e correntes de opinião e a sociedade tenha ambiente para meditar a respeito do pronunciamento dos cidadãos, para avaliá-lo e com ele aprender.

No Brasil, a normalidade democrática sempre foi exceção. O período atual, iniciado há não mais de 25 anos, já é o mais longo sem rupturas ditatoriais ou colapsos institucionais. A eleição geral de 2014 foi apenas a sétima em sequência, mas é feito inédito em nossa história.

E foi uma bela eleição. Quase 120 milhões de eleitores compareceram à s urnas e depositaram seu voto em paz. Ninguém se queixou de haver sido coagido. Não houve irregularidades. Foi rápida e segura. E contemporânea em relação ao que de melhor existe em termos de transparência, lisura e correção nos processos eleitorais.

Em quase tudo, o Brasil mostrou-se capaz de igualar ou superar as mais sólidas democracias na capacidade de fazer eleições legítimas. Menos no comportamento de parte das oposições à  direita. Ao contrário do eleitorado e das instituições, reagiram de forma arcaica e atrasada aos resultados.

Desde a hora em que ficou clara a derrota, insurgiram-se. Seu inconformismo em aceitar o simples fato de não contarem com o apoio da maioria da sociedade o levou a posições descabidas.

O primeiro sinal de sua inaptidão para o convívio democrático partiu do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em declaração que deveria envergonhar alguém com sua biografia, colocou em dúvida a reeleição da presidenta Dilma Rousseff pela desqualificação daqueles que nela teriam votado. Valeu-se dos mais antiquados e reacionários preconceitos contra pobres e nordestinos (como se ele próprio não tivesse ficado muito feliz em receber o voto desses eleitores nas eleições nas quais disputou).

A seguir, o lastimável episódio da solicitação feita pela campanha tucana à  Justiça Eleitoral de uma auditoria! dos resultados da eleição (algo que a legislação nem sequer admite). No fundo, apenas outra forma de expressar a rezinga de FHC.

O terceiro passo do esforço de desqualificar a