13 de fevereiro de 2016
por admin
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Coluna do Jorge Bernardi: Governo Richa e o cartel do pedágio

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Jorge Bernardi*

Pior que os capitalistas que nos compram são os governantes que nos vendem. Em várias setores da administração pública, onde serviços, deveriam ter caráter público, são explorados por grupos financeiros empresariais, que formam cartel, com só um objetivo: o lucro fácil.

O pedágio é um destes exemplos. Com pode os valores serem tão inconsistentes? De Curitiba a Paranaguá, R$ 18 reais, percurso 90 km; Curitiba a Balneário Camboriú, R$ 1,90 x 3, ou R$ 5,80, percurso 200 km (Rodovias 376 e 101). Há algo de estranhos e incompreensível nesta equação.

O transporte coletivo, a coleta do lixo, iluminação pública são outros exemplos desta exploração a que estão submetidos os brasileiros. O objetivo destes grupos não é oferecer aos usuários serviços de qualidade, mas usufruir lucros e mais lucros.

Em todo o Brasil, o pedágio mais caro e o mais predatório a economia popular, é do Paraná, que foi implantado em 1997, pelo Governo Jaime Lerner. O chamado “Anel de Integração” foi um verdadeiro engodo à população paranaense, com 2.500 km de rodovias federais e estaduais concedidas a um grupo de seis empresas que, por 24 anos, estão a explorar milhares de usuários.

Os governos que sucederam a Lerner, começando com Requião, nada fizeram para mudar esta realidade a não ser discursos. Os órgãos que deveriam fiscalizar, pouco fazem para defender os interesses dos usuários: DENIT e DER-PR, não possuem a menor credibilidade junto a opinião pública. Frequentemente estes entes são envolvidos em denúncias de corrupção.

As obras de manutenção executadas pelas pedageiras não terminam nunca. São executadas numa velocidade de fazer inveja as tartarugas, principalmente às vésperas de feriados, quando aumenta o tráfego. As concessionárias fazem questão que interromper a rodovia, causando transtornos a milhares de pessoas, para demonstrar que estão trabalhando. Me engana que eu gosto.

Faltando 5 anos para o fim da concessão no Paraná, as empresas e o Governo Beto Richa, querem prorrogar o pe Leia mais

24 de julho de 2015
por Esmael Morais
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Artigo de Zeca Dirceu: O jeito malandro de Beto Richa se livrar das obrigações

Zeca Dirceu*

Na campanha ao governo do Estado, Beto Richa (PSDB) se defendia das falhas cometidas por ele na gestão do Paraná dizendo que “estava surpreso”. A desculpa rendeu-lhe o apelido de “Kinder Ovo”, uma definição muito adequada dada pela senadora Gleisi Hoffmann (PT) na época. As surpresas, no entanto, ainda estão por aí.

Agora o governador culpa o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) pelo atraso no início das obras de duplicação das rodovias do Estado. Conversei com alguns amigos comerciantes e empresários do Noroeste recentemente e eles são unânimes: as condições de tráfego nas estradas do Paraná são péssimas.

Mas devemos lembrar o passado: Em 2010, Beto Richa se comprometeu em duplicar a rodovia PR-323, entre Maringá e Guaíra e disse que enquanto a duplicação não fosse implantada, o trecho teria, ao menos, terceiras faixas. E não acaba por aí: em entrevista à rádio CBN Maringá, Richa afirmou que tudo isso seria feito o mais breve possível.

O tempo passou e, em 2014, Richa fez uma nova promessa: que a duplicação viria em breve, por meio de parceria público-privada, com pedágio. Mais uma surpresa do Kinder Ovo. O que era para ser rápido e sem mais custos para os paranaenses, demorou e veio com o adendo do pedágio.

Agora, um ano depois, a rodovia segue sem duplicação, sem terceira pista e sem pedágio. Mas o governo do Estado se supera a cada dia. O pedágio que nos foi enfiado por goela abaixo é o mais caro do Brasil. As taxas são 20% maiores do que o pedágio implantado por Jaime Lerner. Esta é a “turma do pedágio”. Privatizam, vendem o que é do Estado e sacrificam os paranaenses.

A situação está tão triste que em Umuarama, perto da minha Cruzeiro do Oeste, uma cratera está se formando próximo ao lar dos idosos. Isso num trecho que, de acordo com anúncio de Beto Richa, seria duplicado.

Recentemente Richa anunciou a duplicação da rodovia PR-280, entre os municípios de Marmeleiro e Palmas. O valor total da obra (se acontecer, claro) é de R$ 1,8 bilhão. Richa só não disse quem pagará por isso. De acordo com o governador, o modelo adotado no Sudoeste será o mesmo da rodovia PR-323, que até agora não saiu do papel. Preocupou-me o anúncio desta duplicação porque nem com pista simples o Governo do Estado consegue lidar. O trecho de Palmas, por exemplo, a situação está tão desesperadora que a vereadora Célia Oliveira cobrou providências na sessão da Câmara. Segundo ela, ocorrem acidentes diários na rodovia.

Outra coisa que me preocupa é a transferência de estradas federais para o Estado. Os contratos vencem em 31 de dezembro e como o Paraná vive a pior crise financeira de sua história, estou trabalhando para reverter, junto com a bancada paranaense, esta situação em Brasília.

Sou totalmente contra a transferência das rodovias para o Estado porque o governo já mostrou sua incompetência. O Paraná não consegue sequer limpar a vegetação que invade as estradas estaduais, não tapa buracos e não sinaliza. Nesse cenário, cuidar das rodovias federais seria o caos.

Outro fato controverso, para não dizer desonesto, é a renovação dos contratos já vigentes de pedágio nas rodovias do Estado. As concessões só vencem em 2021, mas Beto Richa já quer estender o prazo até 2050. A troco de quê o governo do Estado deseja isso?

A habilidade de Beto Richa em culpar os outros por irresponsabilidades próprias extrapola o imaginável. O Paraná fechou 2014 com uma dívida de R$ 1,2 bilhão. Ele tentou usurpar R$ 8 bilhões do fundo previdenciário dos servidores, agrediu professores em praça pública, aumentou a tarifa da Copel, prometeu melhorar estradas e não cumpriu…

A gente não cansa de se surpreender com o jeito malandro de Beto Richa se livrar das obrigações.

*Zeca Dirceu é deputado federal pe Leia mais

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