7 de maio de 2016
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A mulher no nepotismo político

mulheres

“A família estando bem, o estado vai bem, pelo menos é o que pensam os que nos governam”, diz o vereador Jorge Bernardi (REDE) em sua coluna semanal. Ele analisa o papel da mulher na prática de empregar parentes em cargos públicos, citando exemplos bem recentes, como a esposa do governador; a esposa e a irmã do prefeito da Capital. Leia e ouça a seguir.

30 de abril de 2016
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Richa será lembrado pelo massacre

lembrado

A marca de Beto Richa (PSDB) após seus dois mandatos como governador do Paraná foi escrita há um ano, no dia 29 de abril de 2015. É assim que ele será lembrado. Ele foi o governante que ordenou o maior ataque a professores já registrado na história do país. Leia e ouça na coluna do vereador Jorge Bernardi (REDE). 

23 de abril de 2016
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Richa, Ducci e Fruet endividaram a cidade de Curitiba

prefeitos

As dívidas da prefeitura de Curitiba que não param de crescer vistas por quem acompanha e fiscaliza a administração da capital de perto, da Câmara de Vereadores. São mais de 300 cargos comissionados pendurados na secretaria de governo da atual gestão municipal. Leia e ouça essa história em detalhes na coluna de Jorge Bernardi (REDE), abaixo

16 de abril de 2016
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Coletes falsificados e assassinato de agricultores no governo Richa

coletesmstEnquanto todos estão atentos ao golpe em Brasília, o governo Beto Richa (PSDB) segue com os absurdos dos coletes vencidos, pondo em risco a vida dos policiais, e os assassinatos de trabalhadores rurais sem terra. Leia e ouça abaixo na coluna de Jorge Bernardi (REDE).

9 de abril de 2016
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Coluna do Jorge Bernardi: Para ex-governador, Brasil caminha para uma guerra civil

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Jorge Bernardi*

Há 15 dias, escrevi nesta coluna, que a radicalização política estava assumindo proporções perigosas que poderia levar o país a uma guerra civil. Nesta semana, o ex-governador gaúcho Tarso Genro, admitiu em entrevista ao jornalista Roberto D’ Avila, da Globo News, também que o Brasil caminha para guerra civil, se ocorrer o impeachment da presidente Dilma Rousseff sem que se comprove crime de responsabilidade.

A imprensa fez recentemente reportagens sobre intolerância política e divisão da sociedade que separa amigos, sócios, famílias gerando brigas nos mundos virtual e real. A preocupação é que a disputa possa extrapolar para a violência com consequências imprevisíveis. Basta um cadáver numa destas manifestações para que os ânimos, que estão a flor da pele, passe para a disputa armada pelo poder.

O Data Folha divulgou recentemente pesquisa em que mostra os participant

2 de abril de 2016
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Coluna do Jorge Bernardi: Do que o governador do Paraná tem medo?

Jorge Bernardi*

A gravidade do cenário político nacional, a divulgação de quase 300 políticos que receberam dinheiro, nos últimos anos, da Odebrecht, e a lista antiga da mesma construtora, da década de 80, do século passado, com outros 500 políticos envolvidos em corrupção, tem dado pouco espaço na mídia para corrupção no Paraná.

Fatos recentes mereceram toda a atenção. a Operação Publicano que apura corrupção R$ 1 bilhão de reais na Receita Estadual, com as ameaças de morte sofridas pelo principal delator, o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza. Ele fez acordo e vai devolver ao tesouro do estado R$ 20 milhões de reais, que a Procuradoria do Estado tenta anular.

Também o repentino interesse da defesa do governador Beto Richa em defender acusados na Operação Publicano requerendo ao Superior Tribunal de Justiça, STJ, a dispensa de três testemunhas, que são réus naquele processo: o primo do governador Luiz Abi Antoun, e os auditores fiscais Márcio Albuquerque e Luiz Antônio de Souza. Para quem não tem nada a temer e quer todos os fatos investigados, como tem repetido o governador, o fato chamou a atenção.

Causou também estranheza o interesse da Procuradoria Geral do Estado (PGE), órgão de defesa do Estado do Paraná, ao pedir a anulação da delaç

26 de março de 2016
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Coluna do Jorge Bernardi: País dividido e riscos de guerra civil

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Jorge Bernardi*

A divulgação de conversas grampeadas do ex-presidente Lula, pelo juiz Sérgio Moro, que atua no processo do Lava Jato, foi como jogar gasolina numa fogueira. Houve uma comoção social, de norte a sul do país, milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra a posse do ex-presidente como Chefe da Casa Civil, do Governo Dilma Rousseff.

Independente da discussão jurídica se o magistrado poderia ou não divulgar conversas de caráter pessoal e, principalmente aquela envolvendo a Presidenta Dilma, que possui prerrogativa de foro, o fato está consumado e pode ter ainda consequências mais graves do que as manifestações de rua.

O Brasil está dividido entre azuis e vermelhos, entre aqueles que são a favor e os que são contra o impeachment. O ódio que estava sendo destilado em opiniões no mundo virtual, nas redes sociais, agora está presente nas discussões das pessoas. Há amigos rompendo amizades, casais discutindo e brigando dentro de casa, por opiniões divergentes em relação aos acontecimentos políticos. O Brasil está marchando para um caminho perigoso que pode causar muitas mortes.

O exemplo vem do oriente médio, com a guerra civil da Síria, que completou recentemente 5 anos e que fez mais de 400 mil mortos, e se transformou no maior deslocamento humano desde a 2ª. Guerra mundial, com mais de 6 milhões de pessoas refugiadas. Aquela guerra começou com as manifestações de rua durante a Primavera Árabe.

A última guerra civil brasileira, a Guer

19 de março de 2016
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Coluna do Jorge Bernardi: Beto Richa, corrupção e o foro privilegiado

Jorge Bernardi*

Diante do furacão dos últimos dias, com pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula, manifestações de 13 de março, delação do senador Delcídio do Amaral, a revelação da conversa de Dilma e Lula e a convulsão social que se seguiu, uma notícia também importante teve pouco destaque na imprensa local e nacional: trata-se da autorização do Superior Tribunal de Justiça, STJ, para investigar o governador do Paraná, Beto Richa, acusado de financiar a campanha à reeleição de 2014 com dinheiro de corrupção.

Beto Richa foi acusado, pelo auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, um dos delatores da Operação Publicano, de ter sido beneficiário de um esquema de corrupção, comandado por Luiz Abi, primo do governador, recebendo R$ 4,3 milhões desviado dos cofres públicos. O esquema foi montado nas delegacias da Receita Estadual de Curitiba, Londrina, Maringá, Umuarama, Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa.

A Operação Publicano já é, a maior investigação de corrupção de todos os tempos envolvendo Governo do Paraná. Em cinco fases da Publicano já são 318 réus, entre os quais 45 de Londrina, o epicentro de toda a operação. As empresas envolvidas mais de 800 milhões de reais, nos últimos anos, em troca de propina aos fiscais e fina

12 de março de 2016
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Coluna do Jorge Bernardi: Os excessos no sequestro de Lula

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Jorge Bernardi*

Todos são iguais perante a lei e ninguém está acima dela. Este é um princípio fundamental do Estado de Direito. Porém há normas que devem ser observadas, respeitadas, seguidas, principalmente por aqueles que são pagos pela sociedade para defendê-la. Qualquer excesso torna-se arbítrio. O Brasil tem uma longa experiência de 21 anos de exceção em o estado foi dominado por uma instituição, e deu no que deu.

Até aqui os Procuradores da República, que atuam na Lava Jato, têm agido no exercício de suas funções constitucionais, mas já há sinais de excessos, de arrogância e prepotência. A condução coercitiva do ex-presidente Lula é um destes exageros. Por mais que a turba tenha comemorado a “detenção” do ex-magistrado número 1 da nação, não se justificou a medida. Não porque se trata de Lula, mas porque todos têm o direito de defesa, de recorrer ao habeas corpus, como fez o ex-presidente.

E aos adversários de Lula, a detenção serviu apenas para fortalecer o ex-presidente, que tem domicílio fixo, e é uma figura pública da maior relevância na nação. A pergunta que se faz é se situação semelhante tivesse ocorrido com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que também tem feito “palestras” altamente remuneradas pelas empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez, os Procuradores da República solicitariam, e o juiz concederia, a condução coercitiva?

O senso comum nos diz que isto jamais ocorreria. Lula é um metalúrgico do interior do Nordeste que se tornou presidente, algo que as elites deste país jamais aceitarão.

27 de fevereiro de 2016
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Coluna do Jorge Bernardi: Prefeito do PSDB usa Beto Richa para perseguir adversários políticos

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Jorge Bernardi*

O Paraná profundo está se tornando uma terra sem leis. O prefeito de Reserva do Iguaçu, Emerson Ribeiro (PSDB), cidade há 350 km de Curitiba, na região sudoeste, persegue, implacavelmente, os adversários políticos. Ele confia na impunidade, tendo a proteção e as costas quentes pelo correligionário Beto Richa, governador do Estado.

O empresário, Geovane Fortes de Lara que deveria depor contra o prefeito Emerson Ribeiro, na Comarca de Pinhão, por compra de votos, foi misteriosamente assassinado com 16 tiros, em agosto de 2013, em sua loja em Rio Bonito do Iguaçu. Passados mais de 2 anos, a polícia ainda não descobriu a autoria do crime.

O empresário havia poucos meses deixado Reserva do Iguaçu após receber ameaças. A esposa e o filho de Geovane Fortes Lara, desesperados, e com medo que lhes acontecesse algo, foram embora para o estado do Pará.

A família do ex-prefeito da cidade, Sebastião Campos, também foi embora depois de receber ameaças de morte. O clima na pequena Reserva do Iguaçu de cerca 7,5 mil habitantes, e que vive basicamente da agricultura familiar, e tem no seu território a Usina de Segredo, é de terror. Funcionários da Prefeitura estão sendo perseguidos, colocados em desvio de função, sofrendo assédio moral de toda ordem.

Este é o caso da oficial administrativa Juliana Barboza Sydor, concursada, com 19 anos de atuação na Prefeitura, que ocupa uma sala e não tem atribuiç

20 de fevereiro de 2016
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Coluna do Jorge Bernardi: Cidadão comemora as Forças Armadas nas ruas

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Jorge Bernardi*

Num tempo em a extrema direita pede a volta dos militares ao poder, as Forças Armadas deram um exemplo de civismo ao sair as ruas, na última semana, para combater o inimigo público nº 1, o mosquito Aedes Aegypti.

Mais de 220 mil homens e mulheres, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, estão percorrendo casa por casa de mais de 400 cidades brasileiras orientando as pessoas sobre os perigos e as doenças causadas por este mosquito, que transmite doenças como a dengue, chikungunya e o vírus Zika.

Já falaram até em suspender as Olimpíadas no Rio de Janeiro deste ano, caso a epidemia se agrave. O vírus Zika está infectando milhares de pessoas no Brasil e no mundo, causando morte e microcefalia em bebês. E pensar que o Brasil, há cerca de 60 anos, em 1955, extinguiu o Aedes Aegypti. Saliente-se que os cientistas ainda não tem certeza absoluta de que o vírus Zika é transmitido por este mosquito.

Acompanhei o trabalho dos militares no bairro onde moro em Curitiba, no sábado 13/02, e pude ver e ouvir, vários moradores agradecendo a eles por levar orientações sobre como combater e evitar os focos do mosquito. Pude perceber que as pessoas se sentiam seguras, protegidas, cuidadas.

Os militares estavam cumprindo o que diz a Constituição (art. 147): “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

As Forças Armadas são essenciais no estado democrático de direito na defesa da nação, garantia dos direitos fundamentais e na manutenção da lei e da ordem. Aos militares não é permitido se sindicalizarem, fazerem greve e se filiarem a partidos políticos.

Os brasileiros querem as Forças Armadas auxiliando no combate ao crime organizado, construindo estradas, ferrovias, protegendo fronteiras, espaço aéreo, e os nossos mares. A nação não aceita e nem mesmo os militares querem outras atribuições a não ser aquelas que a Constituição lhes assegura.

Pregar a volta do regime militar é uma violência contra a Pátria, o povo, o estado democrático de direito. Um retrocesso inaceitável. Por pior que seja a democracia, ainda não se inventou uma forma melhor de governo.

Militares nas ruas só combatendo o mosquito que está matando

13 de fevereiro de 2016
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Coluna do Jorge Bernardi: Governo Richa e o cartel do pedágio

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Jorge Bernardi*

Pior que os capitalistas que nos compram são os governantes que nos vendem. Em várias setores da administração pública, onde serviços, deveriam ter caráter público, são explorados por grupos financeiros empresariais, que formam cartel, com só um objetivo: o lucro fácil.

O pedágio é um destes exemplos. Com pode os valores serem tão inconsistentes? De Curitiba a Paranaguá, R$ 18 reais, percurso 90 km; Curitiba a Balneário Camboriú, R$ 1,90 x 3, ou R$ 5,80, percurso 200 km (Rodovias 376 e 101). Há algo de estranhos e incompreensível nesta equação.

O transporte coletivo, a coleta do lixo, iluminação pública são outros exemplos desta exploração a que estão submetidos os brasileiros. O objetivo destes grupos não é oferecer aos usuários serviços de qualidade, mas usufruir lucros e mais lucros.

Em todo o Brasil, o pedágio mais caro e o mais predatório a economia popular, é do Paraná, que foi implantado em 1997, pelo Governo Jaime Lerner. O chamado “Anel de Integração” foi um verdadeiro engodo à população paranaense, com 2.500 km de rodovias federais e estaduais concedidas a um grupo de seis empresas que, por 24 anos, estão a explorar milhares de usuários.

Os governos que sucederam a Lerner, começando com Requião, nada fizeram para mudar esta realidade a não ser discursos. Os órgãos que deveriam fiscalizar, pouco fazem para defender os interesses dos usuários: DENIT e DER-PR, não possuem a menor credibilidade junto a opinião pública. Frequentemente estes entes são envolvidos em denúncias de corrupção.

As obras de manutenção executadas pelas pedageiras não terminam nunca. São executadas numa velocidade de fazer inveja as tartarugas, principalmente às vésperas de feriados, quando aumenta o tráfego. As concessionárias fazem questão que interromper a rodovia, causando transtornos a milhares de pessoas, para demonstrar que estão trabalhando. Me engana que eu gosto.

Faltando 5 anos para o fim da concessão no Paraná, as empresas e o Governo Beto Richa, querem prorrogar o pedágio por mais 24 anos, sob a alegação de que agora vão duplicar as rodovias, coisas que deveriam ter feito há uma década.

Estudos da Federação das Indústrias

2 de janeiro de 2016
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Coluna do Jorge Bernardi: Existe terrorismo no Brasil?

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Jorge Bernardi*

O mundo tem assistido estarrecido atos de terrorismo em diversas partes do planeta. O ataque do Estado Islâmico, em 13 de novembro passado, na boate Bataclan e em bares de Paris, com 130 mortes e dezenas de feridos, foi mais um destes atos insanos.

Além deste ataque, a capital francesa presenciou os atentados ao jornal Charlie Hebdo e a uma loja de produtos judaicos, com mais de uma dezena de mortos. Atos terroristas derrubaram um avião russo no Egito, e atacaram hotéis na África. O terrorismo deve ser condenado por todos. Não se justifica em nenhuma situação.

O Congresso Nacional está votando uma lei antiterror, que já foi aprovada pelas duas Casas mas, como sofreu alterações no Senado, deverá retornar para votação a Câmara dos Deputados. A lei define os crimes de terrorismo e estabelece competência para julgá-los a Justiça Federal.

É crime de terrorismo “provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa ou tentativo de ofensa, à vida, à integridade física ou à saúde ou a privação da liberdade de pessoa. Pena – reclusão, de 15 a 30 anos”.

A pergunta que se faz: existe terrorismo no Brasil? Antes de responder, lembro de dois fatos ocorridos recentemente em nosso país. Em 13 de agosto passado, em Osasco e Barueri, São Paulo, grupos armados, entraram em bares, mercearias e em ruas da periferia daquelas cidades, “infundido terror e espalhando pânico”, atiraram e mataram 18 pessoas. Até hoje a autoria dos crimes é incerta, embora policiais tenham sido presos.

Outro fato: em 11 e 12 de abril de 2015, uma milícia em Itaguaí, saiu às ruas também “infundido terror e espalhando pânico”. Foram mortas sete pessoas em apenas 12 horas. Esta notícia nem foi destaque nos noticiários de televisão, ficou restrita ao Rio de Janeiro.

A lei antiterror vai pegar estes criminosos que atuam soltos na periferia das grandes metrópoles, ou será utilizada para combater movimentos sociais que reivindicarem melhorias nas condições de vida, combate a corrupção ou educação de qualidade?

O que vai acontecer se esta lei for aprovada ainda não se sabe. A certeza que se tem é que nas periferias pobres e abandonadas, o terrorismo impera há muito tempo. Poucos se arriscam a sair de casa à noite, desobedecer a um toque de recolher destes marginais. O Brasil quer combater o terrorismo que pode vir de fora, mas não defende do terror qu

26 de dezembro de 2015
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Coluna do Jorge Bernardi: “Ano da cabra”, violência e corrupção no governo Richa

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Jorge Bernardi*

Pelo horóscopo chinês, o ano de 2015, deveria ser um período tranquilo já que é o “Ano da Cabra”. A cabra está associada a paz, aos relacionamentos afetivos, a harmonia, estética, beleza e as artes plásticas. Pelo calendário lunar chinês, este ano começou em 19 de fevereiro de 2015 e vai até 7 de fevereiro de 2016, quando inicia o “Ano do Macaco”.

Mas não foi um ano fácil para a humanidade. No panorama internacional, o Estado Islâmico disseminou o terrorismo na Europa e no mundo com atentados na França, como o massacre no jornal Charlie Hebdo, e da sexta-feira, 13 de novembro, com 130 mortos, além dos atos terroristas no oriente médio, na África, e derrubada do avião russo no Egito.

Nada tranquilo foi para o Brasil. O agravamento das investigações do Lava Jato, com prisões de empresários e políticos, a ascensão e o caos gerado pelo deputado Eduardo Cunha, e seus asseclas, na Câmara Federal. Uma crise sem precedentes assola a economia brasileira, pedido de impeachment da presidenta Dilma e a crise política que parece não ter fim.

Em Mariana, MG, ocorreu um dos mais graves desastres ambientais, com dezenas de vítimas, ao romper barragens de rejeitos de mineração da empresa Samarco. A consequência desta tragédia vai durar décadas, tudo indica por negligência da mineradora e de suas controladoras, a  e a BHP.

No Paraná, o que se viu foi a falência do governo que implantou a maior derrama de impostos de todos os tempos, com aumento de ICMS em 95 mil produtos, incluindo energia, cesta básica, além de 40 % do IPVA, elevando a inflação acima da média nacional. Professores e funcionários públicos, foram massacrados em 29 de abril, no Centro Cívico, e ainda tiveram o seu fundo de aposentadoria confiscado pelo governo do estado.

Foi também revelado o maior escândalo de corrupção da história paranaenses, envolvendo fiscais da receita estadual, empresários, e o primo do governador Luiz Abi, com prejuízo de mais de R$ 850 milhões de reais ao erário. E, segundo delatores, parte dos recursos desviados, serviram para abastecer a campanha de reeleição do governador Beto Richa.

Só em Curitiba realizaram-se as previsões do “Ano da Cabra”. Apesar das finanças municipais estarem na UTI, o prefeito fez apenas uma obra: a Via Calma, no centro da cidade, veículos a 40 km por hora ou multa. Nada mais.

*Jorge

19 de dezembro de 2015
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Coluna do Jorge Bernardi: A Boca Maldita, Fachin, Moro e o ‘Japonês’ da Polícia Federal

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Jorge Bernardi*

O que há em comum entre a Boca Maldita, o ministro do STF Edson Fachin, o juiz Sérgio Moro e o Japonês da Federal? Em tempos de operações Lava Jato, Publicano, Voldemort, Zelotes, Impeachment, processo de cassação do Presidente da Câmara, estes temas fervilham na Boca Maldita de Curitiba, e Fachin, Moro, o Japonês da Polícia Federal, são personagens constantes nas rodas de conversa que lá se formam diariamente.

“Nada vejo, nada ouço e nada falo”, este é o lema dos Cavalheiros da Boca Maldita, uma confraria masculina irreverente que existe em Curitiba há 59 anos, e que se reúne, apenas uma vez ao ano, num jantar, no dia 13 de dezembro, onde mulher não entra.

A “Boca Maldita” física é um espaço público que fica na avenida Luiz Xavier, no centro de Curitiba, entre cafés e bancas de jornal, onde se reúnem jornalistas, políticos, empresários, artistas, profissionais liberais, aposentados e cidadãos comuns, para conversar, jogar palito, tomar cafezinho, engraxar sapato e, comentar fatos políticos e sociais.

No jantar da Boca Maldita, deste ano, boa parte do PIB do Paraná estava reunida, e junto com o presidente, Paulo Skaf, da FIESP, o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, o Conselheiro do TCU, Augusto Nardes, foram homenageados Fachin e Sérgio Moro.

Quando falou, Fachin foi efusivamente aplaudido. Mas a única unanimidade dos 500 comensais foi a outorga da Comenda de Cavalheiro da Boca Maldita ao juiz Sérgio Moro. Aplaudido de pé por vários minutos, numa demonstração de respeito e apoio ao seu trabalho que tem levado empresários e políticos corruptos a prisão.

E quanto ao Japonês da Policia Federal, que virou celebridade ao ser fotografado na escolta de presos famosos da Lava Jato. Outro dia causou alvoroço, num bar do Água Verde. Durante pouco mais de 1 hora o agente Newton Ishii, não conseguiu sentar. A todo instante os frequentadores do bar queriam tirar fotografias, conversar, perguntar sobre os próximos passos da Lava Jato. A todos, o Japonês “bonzinho” atendia educadamente, explicava seu trabalho e que tratava os presos com respeito que o ser humano merece.

A histórica autofagia paranaense, tão observada em outros momentos, parece que deu uma trégua ante os novos heróis, que defendem o povo e combatem os poderosos que exploram a naç

12 de dezembro de 2015
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Coluna do Jorge Bernardi: Até quando Cunha violentará impunemente a República?

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Jorge Bernardi*

A que ponto chegou a decadência ética e moral das instituições políticas brasileiras! A Câmara dos deputados está sendo presidida por Eduardo Cunha, um político imoral, que tem dinheiro sujo da corrupção, em contas secretas na Suíça, e que ameaça impunemente a República. E o que é pior, os poderes públicos acompanham estarrecidos e inertes as arbitrariedades deste homem, o terceiro na linha da sucessão presidencial.

De onde vem tanto poder de Eduardo Cunha? Certamente de um grupo de deputados de vários partidos, seus aliados, a maioria envolvidos em fraudes e atos de corrupção. Depois de aceitar o impeachment da presidenta Dilma, para tirar o foco dos crimes que responde na Justiça, Cunha deitou e rolou com manobras e medidas arbitrarias atentando contra o as instituições democráticas.

Já ter aceito o pedido de impeachment baseados nas supostas pedaladas fiscais praticadas pelo governo Dilma neste ano, foi um ato de vingança Cunha ao PT retirou o apoio julgamento no Conselho de Ética. Com a nova meta fiscal aprovada no Congresso, desapareceu o argumento das pedaladas fiscais. O impeachment baseado nestes argumentos soa como golpe.

Aliás o pedido de impeachment assinado por Hélio Bicudo, fundador do PT, e Miguel Reale Junior, ex-ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso, mancharam irremediavelmente os currículos destes juristas. O pedido de impeachment deu a Cunha a arma para que ele precisava para chantagear situação e oposição, que ele usou com maestria como num jogo de baralho, ora trucando de um lado, ora de outro.

E se prosperar o impeachment quem vai governar é o temível Temer. Fala-se que, com ele, haverá um grande acordão, quem foi pego até agora na Lava Jato, vai para a cadeia, os demais estarão salvos. Será o fim deste processo de assepsia da política brasileira, e a profecia do procurador Delton Dallagnol, se concretizará. Tudo não terá passado de um sonho numa noite de verão.

Investigar se o dinheiro da corrupção da Petrobras, Caixa Econômica, usina nuclear, obras públicas e etc, foram usadas na campanha de Dilma e Temer, desequilibrando e fraudando a vontade popular, ali está o verdadeiro caminho. O papel cabe a Justiça Eleitoral apurar os fatos e punir os cu

5 de dezembro de 2015
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Coluna do Jorge Bernardi: “Quando o fraco governa, o povo sofre”

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Jorge Bernardi*

“Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme” (Provérbios 29:2). O ensinamento de Salomão nunca foi tão verdadeiro, para o Brasil, como nos dias atuais,

O está acontecendo, em todos níveis da administração pública brasileira (municipal, estadual e federal), é uma constatação da atualidade do ensinamento do rei israelense. A realidade é que os justos não estão governando e que, infelizmente, nosso país é dominado pelos maus.

A nível federal, a presidenta está sob a ameaça de impeachment. Os presidentes da Câmara, do Senado, e dezenas de senadores e deputados respondem a crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. O Congresso Nacional está se tornando uma verdadeira casa dos horrores.

A podridão da política brasileira transformou Brasília numa Babilônia, a cidade da grande confusão, em que para se dar bem, tem de ser mau. Lá vende-se até leis (medidas provisórias). O número de envolvidos e de crimes investigados na Operação Lava Jato assusta, até os mais experientes magistrados.

O Paraná, que já foi exemplo, hoje é motivo de escarnio. A polícia, que deveria defender o povo dos criminosos, foi utilizada pelo governo para bater em professores. Auditores da receita estadual, ao invés de fiscalizar empresas, envolveram-se em atos de corrupção sem precedentes. Mais de R$ 700 milhões de prejuízo ao estado, e parte dinheiro destinado reeleição do governador.

Em Curitiba, o povo sofre nas ruas porque a administração municipal não tem coragem de enfrentar o cartel do transporte coletivo. Os empresários jogam os trabalhadores contra a Prefeitura, ameaçando com demissões, não pagando salários e estimulando as greves, com prejuízos enormes a todos, inclusive as atividades empresariais. Agora, a tarifa do ônibus, que já está superfaturada, vai aumentar ainda mais.

E a última, o Instituto Curitiba de Informática, ICI, que sem concorrência presta serviço de informática ao município, atrasa deliberadamente a elaboração de programas de c

21 de novembro de 2015
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Coluna do Jorge Bernardi: Tragédias de Mariana (MG) e Paraty (RJ), e os ônibus sucateados de Curitiba

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Jorge Bernardi*

O que há de comum entre a tragédia de Mariana, MG, que fez mais de 30 vítimas fatais e se constitui no maior desastre ecológico no Brasil de todos os tempos, e os mais de 200 ônibus sucateados, com prazo de validade vencidos, que circulam nas ruas de Curitiba?

A tragédia de Mariana, com o rompimento de duas barragens que acumulavam resíduos altamente tóxicos de minérios demonstram o descaso e a falência dos órgãos de fiscalização e de controle, diante de uma situação previsível. Passada a comoção inicial, vê-se o desrespeito com as normas e a segurança, causando a destruição da biodiversidade do vale do rio Doce.

A empresa Samarco, pertencente a duas das maiores mineradoras do mundo, Vale e BHP, pouco ou nenhum respeito demonstraram com os seres humanos e com a natureza. O lucro para a empresa está acima da vida, do meio ambiente. E o que é pior onde estavam os órgãos de fiscalização que asseguraram a segurança das represas poucos meses antes da tragédia?

O que está acontecendo em Curitiba é que mais de 10 % da frota de ônibus roda com vida útil vencida colocando em risco, diariamente, a vida de milhares de pessoas. Se nada for feito, até o final de 2016, cerca de 500 ônibus sucateados estarão circulando pelas ruas da cidade.

Como a situação chegou a este ponto? Em 2013, o sindicato das empresas de ônibus, Setransp, conseguiu liminar da justiça cancelando a obrigatoriedade de renovação da frota. A infeliz decisão judicial compara-se a autorização para que remédios, com prazo de validade vencidos, continuem sendo vendidos e consumidos pela população. Isto é o que está ocorrendo, e o pior, um juiz anônimo, que ninguém conhece ou ouviu falar, concedeu a liminar que está colocando em risco a vida dos curitibanos.

Em 7 de setembro deste ano, um acidente com 15 mortos e mais de 60 feridos ocorreu em Paraty, RJ, envolvendo um ônibus urbano daquele município que rodava com a vida útil vencida. Prevalece a ganância dos que querem ganhar cada vez mais sem oferecer em contrapartida segurança, conforto e qualidade de serviço aos usuários.

Tanto Mariana quanto Paraty, são exemplos de tragédias anunciadas, que poderiam ser evitadas se o poder público cumprisse com o seu dever. Quanto aos ônibus, com validade vencida de Curitiba, só nos resta invocar a proteção Divina. Das autoridades, nada podemos esperar.

*Jorge Bernardi, vereador de Curitiba (Rede), é advogado e jornalista. Mestre e doutorando em gestão urbana, ele escreve aos sábados no Blog do Esmael.

14 de novembro de 2015
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Coluna do Jorge Bernardi: Com prefeitos apagados, Curitiba deixou de ser cidade modelo

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Jorge Bernardi*

É triste admitir mas Curitiba, que já foi uma cidade modelo, não apenas para as cidades brasileiras mas para o mundo, atualmente caminha sem rumo, sem perspectivas, deixou de ser inovadora faz muito tempo. Tornou-se uma cidade que copia: copiou o viaduto estaiado e agora copia as vias lentas, que ainda nem foram implantadas em São Paulo, onde foram inventadas. Curitiba é uma cidade endividada, com mais de R$ 600 milhões contas atrasadas, fruto da irresponsabilidade fiscal.

E de quem é a responsabilidade?

As últimas administrações municipais têm sido um fracasso, com Prefeitos apagados que permitiram o aumento dos gastos públicos acima da capacidade do tesouro municipal. E ainda deixaram de ousar, inovar, passaram a copiar.

Grupos empresariais, que prestam serviços públicos e fornecem bens, tornaram-se donos da cidade, explorando o transporte coletivo, a limpeza pública, os serviços de informática, merenda escolar, aluguel de veículos, entre outros, de forma predatória.

Mas Curitiba tem futuro, pode voltar a ser uma cidade modelo, inovadora e justa. Para isto deve fazer com que a sustentabilidade permeie todas as áreas da vida cívica. Urge fazer uma auditoria nos contratos de prestação de serviços (informática, lixo, merenda escolar, aluguel de veículos e etc). Curitiba tem de reduzir as 32 secretarias e órgãos de primeiro escalão, cortar cargos comissionados, economizar e pagar os credores.

Curitiba precisa mudar para que os curitibanos voltem a sentir orgulho de sua cidade. Precisa tornar-se uma cidade saudável, onde a saúde pública seja prioridade; uma cidade protegida, com ênfase na segurança solidária, com a participação da comunidade; uma cidade inteligente, radicalizando na educação para produzir uma economia voltada ao saber, a novos bens, voltada para criatividade; uma cidade cultural, valorizando as manifestações artísticas, a economia criativa e solidária, em áreas como artesanato, gastronomia, moda, literatura, fotografia, música, design, publicidade, artes cênicas e outras; uma cidade policêntrica e compacta, com cada bairro com seu centro de serviços públicos, de comércio, educação e lazer para evitar os grandes deslocamentos. Trabalho, educação, equipamentos comunitários como de saúde que devem estar próximos dos locais de moradia.

Curitiba pode voltar a ser uma das melhores cidades do mundo para ser viver, desde que se torne uma cidade para todos. A cidade democrática e sustentável não pode privilegiar apenas minorias que se apropriam de forma ilícita do

7 de novembro de 2015
por admin
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Coluna do Jorge Bernardi: Sem projetos, o Paraná patina com Richa

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Jorge Bernardi*

No início do segundo mandato à frente da Prefeitura de Curitiba, em 2009, Beto Richa (PSDB) introduziu, na administração municipal, um programa de gestão por metas, através do Contrato de Gestão, com os secretários municipais. O programa, lançado com grande alarde pelo hoje governador do Paraná, contou com a consultoria, a preço de ouro, da empresa Publix, a mesma que havia atendido Aécio Neves, em Minas Gerais.

Os primeiros resultados foram surpreendentes. Na primeira avaliação quatro meses depois, 82 % das 543 haviam sido cumpridas para o período. Mas as mais importantes, nas áreas de saúde e educação, deixaram a desejar.

O choque de gestão propalado pelo então prefeito, foi definhando e abandonado na gestão de seu sucessor Luciano Ducci. Passados mais de 8 anos, vê-se que tudo não passou de uma grande jogada de marketing, que fez Beto Richa, dois anos depois, tornar-se governador do Paraná.

Como governador do estado, Beto Richa demonstrou que não está preparado para exercer cargo de tamanha responsabilidade e complexidade. No primeiro mandato, arruinou as finanças do estado, mesmo com o aumento de mais de 50 % da arrecadação.

Gastou, como pródigo, onde não devia, principalmente em publicidade e outras ações supérfluas, fazendo com que, para cobrir o rombo orçamentário, impusesse aos paranaenses a maior tributação de todos os tempos, com aumento de 40 % no IPVA e em mais de 95 mil itens do ICMS.

Neste segundo mandato Beto Richa patina mudando de opinião como muda o clima de Curitiba. Ora unificando os fundos previdenciário e financeiro, o que gerou a revolta de servidores no Centro Cívico, com mais de 200 feridos; ora querendo fechar escolas, depois de bater em professores.

Em outra medida de Richa, sob a alegação da criação de um Fundo de Combate à Pobreza, tirou mais de R$ 360 milhões do Fundo para a Infância e Adolescência. O que ele queria no projeto era privatizar as principais empresas do Estado: Copel e Sanepar, vendendo a maioria das ações destas empresas sem autorização legislativa. Agora Richa quer fechar escolas tradicionais sob a alegação de economia. Suspendeu o fechamento das escolas para 2016, mas a maldade poderá retornar em 2017 ou 2018, prejudicando milhares de estudantes.

Os paranaenses estão assistindo perplexos o governo Beto Richa, fraco e confuso, sem rumo, sem projetos, sem perspectivas, dominado pela corrupção na receita estadual e na construção de escolas pela Secretaria de Educação. Com isso, perde o Paraná e seu povo.

*Jorge Bernardi, vereador de Curitiba (Rede), é advogado e jornalista. Mestre e doutorando em