24 de julho de 2015
por esmael
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Artigo de Zeca Dirceu: O jeito malandro de Beto Richa se livrar das obrigações

Zeca Dirceu*

Na campanha ao governo do Estado, Beto Richa (PSDB) se defendia das falhas cometidas por ele na gestão do Paraná dizendo que “estava surpreso”. A desculpa rendeu-lhe o apelido de “Kinder Ovo”, uma definição muito adequada dada pela senadora Gleisi Hoffmann (PT) na época. As surpresas, no entanto, ainda estão por aí.

Agora o governador culpa o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) pelo atraso no início das obras de duplicação das rodovias do Estado. Conversei com alguns amigos comerciantes e empresários do Noroeste recentemente e eles são unânimes: as condições de tráfego nas estradas do Paraná são péssimas.

Mas devemos lembrar o passado: Em 2010, Beto Richa se comprometeu em duplicar a rodovia PR-323, entre Maringá e Guaíra e disse que enquanto a duplicação não fosse implantada, o trecho teria, ao menos, terceiras faixas. E não acaba por aí: em entrevista à rádio CBN Maringá, Richa afirmou que tudo isso seria feito o mais breve possível.

O tempo passou e, em 2014, Richa fez uma nova promessa: que a duplicação viria em breve, por meio de parceria público-privada, com pedágio. Mais uma surpresa do Kinder Ovo. O que era para ser rápido e sem mais custos para os paranaenses, demorou e veio com o adendo do pedágio.

Agora, um ano depois, a rodovia segue sem duplicação, sem terceira pista e sem pedágio. Mas o governo do Estado se supera a cada dia. O pedágio que nos foi enfiado por goela abaixo é o mais caro do Brasil. As taxas são 20% maiores do que o pedágio implantado por Jaime Lerner. Esta é a “turma do pedágio”. Privatizam, vendem o que é do Estado e sacrificam os paranaenses.

A situação está tão triste que em Umuarama, perto da minha Cruzeiro do Oeste, uma cratera está se formando próximo ao lar dos idosos. Isso num trecho que, de acordo com anúncio de Beto Richa, seria duplicado.

Recentemente Richa anunciou a duplicação da rodovia PR-280, entre os municípios de Marmeleiro e Palmas. O valor total da obra (se acontecer, claro) é de R$ 1,8 bilhão. Richa só não disse quem pagará por isso. De acordo com o governador, o modelo adotado no Sudoeste será o mesmo da rodovia PR-323, que até agora não saiu do papel. Preocupou-me o anúncio desta duplicação porque nem com pista simples o Governo do Estado consegue lidar. O trecho de Palmas, por exemplo, a situação está tão desesperadora que a vereadora Célia Oliveira cobrou providências na sessão da Câmara. Segundo ela, ocorrem acidentes diários na rodovia.

Outra coisa que me preocupa é a transferência de estradas federais para o Estado. Os contratos vencem em 31 de dezembro e como o Paraná vive a pior crise financeira de sua história, estou trabalhando para reverter, junto com a bancada paranaense, esta situação em Brasília.

Sou totalmente contra a transferência das rodovias para o Estado porque o governo já mostrou sua incompetência. O Paraná não consegue sequer limpar a vegetação que invade as estradas estaduais, não tapa buracos e não sinaliza. Nesse cenário, cuidar das rodovias federais seria o caos.

Outro fato controverso, para não dizer desonesto, é a renovação dos contratos já vigentes de pedágio nas rodovias do Estado. As concessões só vencem em 2021, mas Beto Richa já quer estender o prazo até 2050. A troco de quê o governo do Estado deseja isso?

A habilidade de Beto Richa em culpar os outros por irresponsabilidades próprias extrapola o imaginável. O Paraná fechou 2014 com uma dívida de R$ 1,2 bilhão. Ele tentou usurpar R$ 8 bilhões do fundo previdenciário dos servidores, agrediu professores em praça pública, aumentou a tarifa da Copel, prometeu melhorar estradas e não cumpriu…

10 de setembro de 2014
por esmael
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Gleisi Hoffmann critica nova rebelião com reféns em Cruzeiro do Oeste

A população do Paraná passa por mais uma rebelião em menos de 20 dias. Desta vez foi na Penitenciária de Cruzeiro do Oeste, no Noroeste do estado. A rebelião começou por volta das 15 horas desta quarta-feira (10).

No fim de agosto, o presídio de Cruzeiro do Oeste recebeu 124 presos que foram transferidos, vindos da Penitenciária de Cascavel , após uma rebelião que durou 45 horas onde cinco detentos foram mortos – dois deles decapitados – e 25 feridos.

No último dia (7) ocorreu um motim na carceragem da 14!ª Subdivisão Policial (SDP) de Guarapuava, no Centro-Sul do Estado.

Problemas na Segurança Pública do atual governo ganham destaque no noticiário e demonstra fragilidade nas ações internas gerando insegurança para a população.

A candidata ao governo do Paraná pela coligação Paraná Olhando Pra Frente, lamenta que o estado tenha deixado a segurança pública chegar a este nível de insegurança nas cidades onde há penitenciárias e até mesmo nas delegacias superlotadas.

Assim como todos os paranaenses, estou preocupada com a situação caótica dos presídios e das delegacias do nosso Estado, que não garantem condições mínimas para a permanência e estada dos detentos! destaca Gleisi.

Nos três casos, os presos reivindicam melhores condições de higiene, alimentação e espaço. Desde o final do ano passado, cerca de 18 rebeliões aconteceram no estado do Paraná, segundo o Sindarspen, Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado do Paraná.

Descaso

O caos no sistema penitenciário do Paraná mostra o descaso do governo do Estado, que não consegue garantir condições dignas para detentos, muito menos a segurança para os trabalhadores do sistema e para a população.

Rebeliões, viaturas da PM sem combustível, cachorro sem comida, estão se tornando cenas comuns no cotidiano dos paranaenses, que não aguentam mais conviver com o medo e a insegurança. Isso acontece porque falta competência e planejamento.

Os paranaenses precisam de um governo que cuide, de fato, da sua população ao invés de só fazer propaganda.