29 de agosto de 2018
por Esmael Morais
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Chame o ladrão: juros no cheque especial de 303% ao ano

Socorro, chame o ladrão! A taxa de juros do cheque especial bateu a casa dos 303,2% ao ano, no mês de julho, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (29). ... 

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28 de agosto de 2018
por Redacao
Comentários desativados em Banco Central torra dólares das reservas do país para saciar especuladores

Banco Central torra dólares das reservas do país para saciar especuladores


Nesta terça-feira (28) a moeda norte-americana fechou no segundo maior nível de alta desde a criação do Real, a cotação bateu na margem de R$ 4,15 – com alta de 1, 48%, cotado a R$ 4,142 para venda. o Banco Central (BC) anunciou que venderá dólares das reservas internacionais com compromisso de recomprá-las mais adiante. Uma verdadeira farra para os especuladores e rentistas. ... 

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12 de julho de 2018
por Esmael Morais
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Moro recua de blindagem a delatores na lava jato

O juiz Sérgio Moro recuou da blindagem empresas e delatores da força-tarefa no âmbito da esfera cível (reparação de danos). ... 

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11 de junho de 2018
por Esmael Morais
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Pibinho de Temer encolherá ainda mais

Não é o frio que faz o pibinho de Michel Temer encolher ainda mais, mas o desastre da política econômica que ele e Henrique Meirelles adotaram desde que deram o golpe há dois anos. ... 

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8 de junho de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Só falta Temer recorrer ao FMI para controlar o dólar

Só falta Temer recorrer ao FMI para controlar o dólar

A Argentina recorreu ao Fundo Monetário Internacional (FMI), pedindo US$ 50 bilhões de dólares emprestados, para conter as especulações com a moeda norte-americana. Michel Temer, que perde o controle cambial, está muito próximo de colocar de volta o Brasil de joelhos diante dessa praga chamada FMI. Aliás, foi Lula quem se livrou da agiotassem internacional. ... 

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15 de fevereiro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Vampirão cancela redução de juro

Vampirão cancela redução de juro

Ainda magoado com o desfile da Tuiuti, que o pintou como vampiro neoliberalista, Michel Temer (MDB) decidiu cancelar o ciclo de redução da taxa de juro. Essa medida pune os carnavalescos pagãos e privilegia — mais uma vez — os banqueiros e o capital vadio. ... 

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29 de janeiro de 2018
por Esmael Morais
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Chame o ladrão: juro no crédito a 334,6%

O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (29) que a taxa de juro do crédito rotativo total, incluindo o regular e o não regular, fechou dezembro com uma taxa de 334,6% ao ano. Os brasileiros pagam as taxas mais caras do mundo para esse tipo de crédito. ... 

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11 de outubro de 2017
por Esmael Morais
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Gleisi Hoffmann: ‘Eles comem brioches enquanto o povo passa fome’

A senadora Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT, comparou o presidente do Banco Central, Ilan Golgfajn, a Maria Antonieta ao sugerir que ‘os tubarões do sistema financeiro comem brioches enquanto o povo brasileiro passa fome’. Leia mais

29 de novembro de 2016
por Esmael Morais
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Gleisi aprova na CAE limite de 28% aos juros no cartão de crédito; hoje, taxa é de quase 500%

gleisi_juros_cartaoA senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que preside a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), informa que o colegiado aprovou nesta terça (29) a redução do salário dos senadores; a limitação para juros do cartão de crédito e estipulou duplo mandato do Banco Central. Leia mais

24 de outubro de 2016
por Esmael Morais
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Cenário econômico do país piorou com saída de Dilma, diz Gleisi Hoffmann

gleisi_pec241A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) analisa nesta segunda (24), em sua coluna, a política de juros altos do governo Michel Temer (PMDB). A parlamentar, que é presidente da CAE, relata que, além do juro fazer a economia capotar, o cenário econômico piorou bastante no país após o golpe de Estado que tirou a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT). Gleisi vai liderar amanhã (25), na CAE, debate acerca de alternativas à PEC 241 – que congela investimentos por 20 anos. Abaixo, leia a íntegra: Leia mais

7 de junho de 2016
por Esmael Morais
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Requião sobre escolha para o BC: “posso votar no site do Itaú?”

O senador Roberto Requião (PMDB) criticou nesta terça-feira (7) a indicação do novo presidente do Banco Central, o banqueiro Ilan Goldfajn. Leia mais

8 de fevereiro de 2016
por admin
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Coluna da Gleisi Hoffmann: As boas notícias do início de 2016

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Gleisi Hoffmann*

O preço que pagamos pela energia vai reduzir! É isso mesmo, a partir de março teremos, em média, 3% a menos na conta da luz. Pode parecer pouco, mas a aposta de grande parte do mercado é de que iria subir!

A taxa de juros não subiu! É verdade que ainda está muito alta, mas a avaliação majoritária era de que aumentaria meio ponto percentual. Mesmo não tendo sido uma decisão unânime do Banco Central, o indicativo que temos é de que não subirá no futuro. Espera-se, sinceramente, que comece um processo de redução.

O governo anunciou R$ 85 bilhões em crédito, que vão ajudar a animar a economia. Esse é um dinheiro que já está no mercado, não causará mais inflação e o juro será menor mesmo sem subsídio. São os recursos das ditas pedaladas fiscais, que a presidenta devolveu aos bancos públicos de uma só vez. Com isso, terão mais crédito a agricultura, microempresas, pequenas e médias empresas exportadoras. E não venha o mercado afirmar que não há demanda por crédito. Os bancos privados deixam de emprestar e quando o fazem, é com juros estratosféricos.

O dólar está estabilizando na casa dos R$ 4,00. Isso melhora a competitividade brasileira e faz nossa balança comercial permanecer positiva. Exportamos mais do que importamos.

Nossas reservas internacionais continuam a ser a sexta maior do mundo. São U$ 370 bilhões que protegem o país da especulação. Isso é o diferencial que temos diante de outras crises já enfrentadas pelo Brasil.

Vamos controlar a inflação este ano. A maioria dos analistas avalia que ficaremos perto da meta superior, cerca de 7%, mesmo com a alta deste início de ano, ligada ao reajuste das tarifas de ônibus, mensalidades escolares e preço de alguns alimentos.

As medidas de ajuste foram tomadas em 2015. Houve economia de mais de R$ 100 bilhões no orçamento, despesas foram reduzidas sem afetar os programas sociais. Muitas medidas foram discutidas e aprovadas pelo Congresso, aumentando receita e diminuindo despesas. O novo ministro da Fazenda também informou que colocará em dia o pagamento aos fornecedores de serviços e produtos prestados em convênios com a União.

E uma noticia interessante publicada foi de que as companhias aéreas bateram o recorde de passageiros no final de 2015. Nunca haviam transportado tantas pessoas como nessa temporada.

Apesar disso, a análise majoritária do mercado é de que o Brasil está em recessão, por ter queda no PIB pelo terceiro ano consecutivo, podendo cair mais em 2016 do que o previsto. A queda do PIB vai acontecer, já estava precificado. A economia internacional também vai sofrer reveses, atingindo parceiros importantes do Brasil, como China e Estados Unidos.

O que não pode continuar acontecendo é a apologia ao pessimismo e a desconfiança. Muitas medidas e muitas coisas foram feitas. Temos de reagir enquanto país, enquanto Nação. Todos nós somos um pouco líderes nesse processo. Temos condição de enfrentar a situação, optando por ver o “copo mei Leia mais

3 de janeiro de 2016
por Esmael Morais
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Artigo de Flávio Lyra: “O Banco Central e as duas moedas”

por Flavio Lyra*

Aprendemos nos textos de economia que o Banco Central é o guardião do valor da moeda. Elemento primordial na vida econômica de um país, tanto a perda de valor da moeda (inflação), quanto sua valorização (deflação) acarretam grandes problemas ao bom funcionamento da economia, na medida em que desorientam as decisões dos agentes econômicos.

Depois que o Brasil adotou o chamado regime de metas de inflação, no final do governo de FHC, no qual a taxas de juros dos títulos da dívida pública, tem sido o instrumento primordial de combate à inflação, nosso Banco Central tem a seu cargo a administração do valor de duas moedas: a moeda que constitui o meio circulante comum e a moeda Títulos do Tesouro Nacional, aquela a que somente têm acesso os detentores de saldos positivos de moeda comum, o conhecido real, aplicáveis na segunda moeda, uma espécie de “moeda dos ricos”

Nas condições endêmicas de inflação em que temos vivido, poder dispor da moeda Títulos do Tesouro, é sem dúvida um grande privilégio, pois esta não se desvaloriza e ainda rende uma taxa de juros positiva, que permite valorizar o patrimônio de quem a detém, com riscos muito reduzidos.

Por certo, que a grande maioria da população não tem como fugir aos custos da desvalorização da moeda comum, pois seu poder de compra varia inversamente ao valor da moeda. Já os ricos, não precisam ter maiores preocupações com a perda de valor dos Títulos do Tesouro nos quais aplicam suas poupanças. Pelo contrário, a inflação para estes tem sido frequentemente um bom negócio, pois o guardião da moeda, o Banco Central, em sua atuação frenética para controlar o aumento dos preços, tende sempre a manter alta a taxa de juros que remunera os títulos públicos.

A dívida pública é conformada pelo estoque dos títulos da dívida pública e esse estoque tende a crescer por meio de dois mecanismos: o aumento da taxa de juros e a existência de déficit público primário (quando o governo gasta mais em investimento e em consumo do que arrecada).

Durante muitos anos o país não apresentou déficit público. Pelo contrário, apresentava superávit, o que permitiu a dívida pública diminuir como percentagem do PIB. Não diminuiu muito, porém, pois as taxas de juros consideradas adequadas para alcançar as metas de inflação, impediram grandes reduções.

É interessante e mesmo paradoxal que o Estado tenha uma atuação contraditória em relação ao tamanho da dívida pública. Quando ocorre um déficit primário, o Tesouro Nacional vende títulos da dívida pública para cobrir a diferença negativa entre a Receita e a Despesa. Quase que simultaneamente o Banco Central, compra o excesso de Títulos do Tesouro em poder do público, para evitar que a taxa de juros caia e prejudique alcançar a meta de inflação.

Mas quem paga o custo de manter essa moeda (Títulos do Tesouro), que se desvaloriza durante a inflação? Evidentemente, o povão! A dívida pública nada mais é do que uma obrigação que o Estado assume para com os ricos de pagar-lhes no futuro os valores que lhes toma por empréstimo em troca de títulos da dívida pública. De fato, o Estado cria uma moeda que serve para valorizar o patrimônio dos ricos.

Quando parte da dívida pública é contraída p Leia mais

14 de dezembro de 2015
por admin
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Coluna da Gleisi Hoffmann: Contra o corte do Bolsa Família

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Gleisi Hoffmann*

Com todo respeito ao ministro Joaquim Levy, não é razoável impor um superávit primário agora ao orçamento de 2016, ainda que seja de 0,7%. Assim como é uma sandice cortar 10% do Bolsa Família, principalmente porque entramos em um período de aumento do desemprego e piora da economia no país.

Diz-se que as contas públicas estão descontroladas, mas nada se fala do custo dos juros que as dilaceram!

Não é possível, razoável, justificável, impor uma economia no orçamento para pagar juros, cujos custos já acumulam mais de R$ 400 bilhões ao ano, e beneficiam cerca de 1% da população, em razão da alta da Selic, e reduzir o Bolsa Família, um programa que custa ao ano R$ 25 bilhões e beneficia 20% da população. Que inversão é essa?!

Atrás de discursos bonitos feitos pelos mercados sobre equilíbrio fiscal, lição de casa, gastar o quanto se ganha, enfeitados pelo argumento fácil de que basta vontade para vencer na vida, vem a velha receita de manter para os ricos e retirar dos pobres!

Não podemos aceitar passivamente esse tipo de argumentação, achando que faz parte da natureza das coisas!

Ora, o desequilíbrio financeiro que vivemos nada tem a ver com o Bolsa Família, com aumento de recursos para educação, sempre tão cobrados pela sociedade, com os investimentos no social. Tem a ver com juros, com a exorbitante Selic de 14,25%, arbitrada pelo Banco Central, que se transforma em quase 300% ao ano para quem usa cheque especial!

Será que precisamos de uma taxa de juros tão alta para equilibrar as operações de crédito subsidiadas pelo governo, como diz o mercado, ou temos subsídios para o crédito porque o sistema financeiro não gosta de correr riscos e por isso não empresta?!

A última pérola para o discurso vicioso seria o Banco Central, como ventila-se, aumentar mais os juros para conter a inflação. Com o PIB no chão, o consumo das famílias em baixa e o crédito minguando, qual seria o efeito de um aumento da Selic?!

Com certez Leia mais

14 de setembro de 2015
por admin
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Coluna da Gleisi Hoffmann: S&P e o rebaixamento; dois pesos, duas medidas

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Gleisi Hoffmann*

Vivemos uma semana de debates acalorados em razão do rebaixamento da nota do Brasil, pela Standard & Poor’s, para país especulativo. Quanto ao tema, a melhor avaliação, no meu entender, está na coluna deste domingo do jornalista Jânio de Freitas, publicada em vários jornais: “Se a retirada do “selo de bom pagador” do Brasil por uma das três empresas privadas que ganham fortunas dando ou negando esses selos justifica a tragédia escandalosa feita aqui, por que a concessão do selo em 2008 não mereceu escândalo positivo?”

Simples não?! Mas com certeza o mercado escandaloso não tem resposta digna para esta questão. No momento, o que interessa é deixar ainda mais conturbado o cenário político e econômico brasileiro. Assim, voltam ao cenário as falas duras para o corte de despesas do governo, em especial os benefícios sociais. Para a maioria dessa gente, é um absurdo o país “gastar tanto” com benefícios e programas aos mais pobres. Temos de reduzir despesas; esse é o sacrifício exigido de todos nós pra resgatar o selo de bom pagador, diz o mantra.

O engraçado é que esses que querem reduzir os programas sociais são os mesmos que se opõem ao aumento de impostos para quem tem alta renda, altos lucros. Se eles forem tributados, passarão o custo à sociedade, dizem. Então tá, deixamos esses setores ganhando horrores porque eles poderiam, se taxados, encarecer mais os serviços que prestam às pessoas. Quais serviços exatamente?

O mercado financeiro faz sérias acusações sobre o descontrole fiscal, a falta de superávit primário, mas em nenhum momento faz autocrítica pela prática de juros exorbitantes, nem pede ao Banco Central para abaixar a taxa Selic dos atuais 14,25%. Foi esse aumento da taxa por pressão do mercado que, num curto espaço de tempo, aumentou demasiadamente nossa despesa. Calcula-se que para cada um ponto percentual de aumento da Selic, o desembolso do Tesouro com juros chega a cerca de 15 bi. Imagina o impacto positivo de um ajuste na Selic para baixo!

Por outro lado, também acompanhamos discursos moralizadores de parlamentares da oposição, e até da situação, sobre o equilíbrio fiscal. Na mesma linha temos juízes, procuradores, carreiras de Estado, fazendo discursos semelhantes.

O interessante é que esses setores, bem remunerados pelo Estado (povo) brasileiro não se dispõem a cortar na própria carne: a alta remuneração e os benefícios que possuem. Não escutei nenhum parlamentar, juiz ou promotor propondo a redução do próprio salário, da verba de gabinete, do número de assessores,  para ajudar o país a sair da crise.

É sempre a política da responsabilidade do outro, principalmente se ele for a massa mais pobre da população, sem cargo, identidade específica, ou lobbies organizados.

*Gleisi Hoffmann é senadora da República pelo Paraná. Foi ministra-chefe da Casa Civil e diretora financeira da Itaipu Binacional. Escreve no Blog do Esmael às segundas-feiras.

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