O Ministério da Saúde debateu, nesta sexta-feira (17), na Feira SUS Inova Brasil, estratégias para acelerar a chegada de novas tecnologias ao Sistema Único de Saúde (SUS). O evento foi realizado no Rio de Janeiro em parceria com a Prefeitura do Rio.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, disse que a prioridade é encurtar o caminho entre o que é pesquisado no país e o que chega ao atendimento público. Ela defendeu a participação de gestores municipais e estaduais na construção dessas soluções.
Entre os pontos citados pela pasta está o apoio às pesquisas clínicas, etapa usada para testar novas tecnologias antes da adoção em larga escala. Segundo a secretária, quanto mais eficiente for esse processo, mais rápido o SUS pode incorporar tratamentos e equipamentos na ponta.
Fernanda De Negri também citou o Programa Nacional de Inovação Radical, desenvolvido com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). A iniciativa busca transformar conhecimento científico em medicamentos, tratamentos e dispositivos voltados às necessidades do SUS.
A feira reuniu painéis sobre saúde digital, uso de dados, inteligência artificial, medicina de precisão, avaliação de tecnologias e organização dos serviços. Os debates também trataram do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), que o governo vê como ferramenta para reduzir desigualdades regionais e fortalecer a produção local.
Outro painel discutiu mudanças no cuidado oncológico, com destaque para exames mais precisos e terapias avançadas, como a CAR-T, que usa células de defesa do próprio paciente no combate ao tumor. A discussão girou em torno do desafio de levar essas novidades ao SUS sem ampliar desigualdades no acesso.
A programação também abriu espaço para conexões entre pesquisadores, gestores e estudantes. A mestranda Ariane Volin, de 44 anos, disse que a feira ajuda a entender os estágios da inovação no Brasil e a relação entre pesquisa, governança e aplicação prática.
O evento expôs a pressão por um SUS mais rápido na adoção de tecnologia, mas também mostrou que a travessia depende de pesquisa clínica, regulação e coordenação entre União, estados e municípios. Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.

Caderno Geral, Blog do Esmael.




