A Presidência da COP30 levou a disputa pelo financiamento climático às reuniões de primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington. O embaixador André Corrêa do Lago defendeu o Mapa do Caminho de Baku a Belém, que mira US$ 1,3 trilhão por ano até 2035.
Segundo a organização da COP30, Corrêa do Lago participou de encontros com representantes da sociedade civil, bancos multilaterais de desenvolvimento e fundos climáticos. A agenda tentou aproximar instituições que, até aqui, costumam tratar o dinheiro para o clima em trilhas separadas.
Em fala divulgada pela Presidência da COP30, o diplomata disse que o mapa pode dar “uma grande contribuição” e abrir “portas ainda inexploradas”. A aposta do governo brasileiro é transformar a meta de Belém em um roteiro prático para ampliar recursos públicos e privados.
O encontro conjunto entre bancos multilaterais de desenvolvimento e fundos climáticos tratou da adaptação, área que continua com pouco dinheiro. A meta aprovada em Belém é triplicar o financiamento para adaptação até 2035, ponto central para países pobres que já lidam com enchentes, secas e calor extremo.
Corrêa do Lago também dividiu painel com representantes da Presidência da COP31, da Turquia e da Austrália, para discutir prioridades da próxima conferência e resultados econômicos da transição climática. Em outras reuniões, entraram na pauta as plataformas de país e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa brasileira para remunerar a conservação de florestas tropicais.
O Mapa do Caminho foi apresentado em Belém pelas Presidências da COP29 e da COP30, em cumprimento à decisão aprovada em Baku. Na Decisão Mutirão da COP30, os países aceitaram avançar com urgência para ampliar o financiamento climático aos países em desenvolvimento até pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano em 2035.
O texto trabalha com cinco frentes, chamadas de 5Rs: recompor, reequilibrar, redirecionar, reestruturar e reformular. A próxima etapa, em 2026, prevê monitoramento do progresso, análise das fontes de dinheiro, ligação com prioridades nacionais e mobilização política para tentar sair do papel.
Sem dinheiro novo e previsível, a promessa climática vira discurso vazio, e a conta segue com os países que menos poluíram e mais sofrem com os impactos. Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.

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