Lula cobra reforma da ONU e critica silêncio global em Barcelona

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado, 18 de abril, em Barcelona, que a Organização das Nações Unidas (ONU) precisa mudar para responder às guerras, à desinformação e à disputa digital que atravessa a política mundial.

Na 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, Lula disse que o Conselho de Segurança perdeu capacidade de agir e cobrou mais representatividade nas decisões globais.

“A ONU não pode ficar silenciosa”, afirmou o presidente, ao defender reuniões extraordinárias e uma reforma da governança internacional.

Lula também atacou a concentração de poder nas mãos dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. Para ele, a estrutura criada após a Segunda Guerra Mundial já não reflete a realidade geopolítica de 2026.

O presidente vinculou a crise internacional ao custo de vida. Segundo ele, guerras elevam preços de alimentos e combustíveis e empurram a conta para os mais pobres.

Na mesma fala, Lula defendeu regras globais para as plataformas digitais e disse que a mentira ganhou espaço na disputa pública. Em linguagem direta, o recado foi claro: sem regulação, a democracia fica mais vulnerável.

O discurso em Barcelona ocorreu durante a agenda de Lula na Espanha ao lado do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez. Na sexta-feira, 17 de abril, os dois defenderam a regulação das redes sociais e assinaram atos de cooperação, incluindo um memorando sobre minerais críticos.

O texto do governo brasileiro não informa mudanças imediatas na ONU. O que há, por enquanto, é pressão política de Lula por uma reforma que depende de consenso entre as grandes potências.

O presidente resumiu a posição brasileira com uma linha que mistura diplomacia e cobrança: o mundo precisa de paz, instituições que funcionem e regras comuns para o ambiente digital.

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