3 de fevereiro de 2015
por Esmael Morais
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Greve geral depois do Carnaval

Segundo a APP-Sindicato, as escolas estão sem merenda, papel higiênico e funcionários. Além disso, ano letivo deverá começar com salas superlotadas devido ao fechamento de turmas. Caos na educação promovido pelo governo Richa, que põe em risco as conquistas do magistério, une grupos rivais na maior entidade sindical do Paraná. Greve geral deverá sair depois do Carnaval e será precedida de uma batalha de comunicação.

Segundo a APP-Sindicato, as escolas estão sem merenda, papel higiênico e funcionários. Além disso, ano letivo deverá começar com salas superlotadas devido ao fechamento de turmas. Caos na educação promovido pelo governo Richa, que põe em risco as conquistas do magistério, une grupos rivais na maior entidade sindical do Paraná. Greve geral deverá sair depois do Carnaval e será precedida de uma batalha de comunicação.

Os educadores deverão puxar o bloco grevista somente depois do Carnaval. ... 

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29 de março de 2014
por Esmael Morais
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Professores entram em greve dia 23 de abril; assista ao vídeo

Assembleia com mil educadores neste sábado (29), em Curitiba, atropelou a direção da APP-Sindicato ao aprovar greve por tempo indeterminado nas 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná a partir do dia 23 de abril; proposta da presidente da entidade, Marlei Fernandes, foi rejeitada pela base; assista ao vídeo.

Assembleia com mil educadores neste sábado (29), em Curitiba, atropelou a direção da APP-Sindicato ao aprovar greve por tempo indeterminado nas 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná a partir do dia 23 de abril; proposta da presidente da entidade, Marlei Fernandes, foi rejeitada pela base; assista ao vídeo.

Cerca de mil educadores que participaram de uma assembleia da APP-Sindicato, em Curitiba, neste sábado, dia 29 de março, aprovaram greve por tempo indeterminado nas 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná a partir de 23 de abril. ... 

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29 de março de 2014
por Esmael Morais
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Professores definem neste sábado início de greve no Paraná; acompanhe a assembleia ao vivo

Educadores decidem na manhã deste sábado (29), em Curitiba, data do início para a greve por tempo indeterminado nas 2,1 mil escolas paranaenses; movimento é contra calotes que governo Richa e Arns aplicou na categoria nos últimos 3 anos; paralisação de cem mil profissionais do magistério afetará as aulas de 2,3 milhões de alunos; assembleia de hoje poderá colocar fim à  "política do cafezinho" da APP-Sindicato; leitor deste blog soube da deflagração da greve em primeira mão; acompanhe online a transmissão da assembleia de professores e funcionários.

Educadores decidem na manhã deste sábado (29), em Curitiba, data do início para a greve por tempo indeterminado nas 2,1 mil escolas paranaenses; movimento é contra calotes que governo Richa e Arns aplicou na categoria nos últimos 3 anos; paralisação de cem mil profissionais do magistério afetará as aulas de 2,3 milhões de alunos; assembleia de hoje poderá colocar fim à  “política do cafezinho” da APP-Sindicato; leitor deste blog soube da deflagração da greve em primeira mão; acompanhe online a transmissão da assembleia de professores e funcionários.

A APP-Sindicato aprovou ontem (28), em seu Conselho Estadual, indicativo de greve dos professores e funcionários das 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná. Neste sábado (29), a partir das 9 horas, na Sociedade Morgenau, em Curitiba, uma assembleia da categoria decide a data em que o movimento será deflagrado. Será o fim da “política do cafezinho” adotado há três anos pela entidade na relação com o governo de Beto Richa (PSDB) e o vice Flávio Arns (PSDB), que acumula a Secretaria de Estado da Educação (SEED).  ... 

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28 de março de 2014
por Esmael Morais
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Vai ter greve de educadores? Professor Paixão “afrouxou o sutiã”

Este blogueiro conversou ontem pela manhã com o sindicalista Luiz Paixão, também conhecido como Professor Paixão, sobre a assembleia dos educadores que acontecerá amanhã (sábado, 29). O diretor de Comunicação da APP-Sindicato, categoricamente, afirmou que a deflagração da greve na categoria seria “inevitável” e que só havia dúvidas sobre a data para o início do movimento paredista que seriam dirimidas hoje em reunião do Conselho da APP (clique aqui para relembrar).

Pois bem, pelo Facebook, no começo da noite de ontem fui surpreendido com a marcha à  ré de Paixão. Ele voltou atrás. “Afrouxou o sutiã”, como se diz por aí.

“No entanto, em nenhum momento afirmei que a greve estaria decretada. Deixei muito evidente que a decisão, como sempre caberia a Assembleia Estadual”, anotou o diretor da APP-Sindicato, admitindo a conversa comigo, depois de cobrado internamente pelos colegas de entidade.

Professores e funcionários de escolas da rede pública do estado vão à  assembleia de amanhã, na Sociedade Morgenau, em Curitiba, sem saber ainda qual a proposta da APP-Sindicato: se continua com a “política do cafezinho” ou se propõe a greve como forma de luta pela educação.

No jogo da disputa pelo comando da APP-Sindicato, que vai à s urnas em setembro próximo, movimentam-se possíveis quatro chapas (clique aqui). Por isso são tensas as relações internas e externas dos diretores da entidade. Quem errar menos fica com o troféu, ou seja, assumirá a presidência do sindicato mais forte do Paraná do ponto de vista de mobilização e poder de fogo econômico.

A seguir, publico a íntegra da nota de esclarecimento de Professor Paixão:

Esclarecimentos sobre nota divulgada no blog do Esmael:

Greve dos professores e funcionários é inevitável!, confirma APP-Sindicato

Olá pessoal,

Hoje pela manhã atendi uma rápida ligação telefônica do blogueiro Esmael sobre a situação de fechamento de uma escola da Educação de Jovens e Adultos em Londrina. O blogueiro disse que tinha em mãos um Decreto do governo que determinava o fechamento da escola.

Indagou a mim se estava ocorrendo fechamentos de outras escolas de EJA pelo estado. Afirmei que iria confirmar a informação. Já no fim da conversa, o mesmo perguntou qual era a minha expectativa para a Assembleia da categoria que acontecerá neste sábado. Disse a ele que havia um grande descontentamento da categoria com o não atendimento do governo à  várias reivindicações importantes. E que este quadro, estava levando a categoria a discutir a definição de greve. Disse ainda que, na minha opinião, haveria um grande debate sobre o momento mais adequado para a deflagração da greve.

No entanto, em nenhum momento afirmei que a greve estaria decretada. Deixei muito evidente que a decisão, como sempre caberia a Assembleia Estadual.

Lamento, que alguns “desavisados de plantão” tentem associar ou levar esta reportagem para o campo das eleições da APP-Sindic Leia mais

27 de março de 2014
por Esmael Morais
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“Greve dos professores e funcionários é inevitável”, confirma APP-Sindicato

Este blogueiro entrevistou na manhã desta quinta-feira, 26, o diretor de comunicação da APP-Sindicato, Luiz Paixão, sobre a assembleia geral dos educadores neste sábado, dia 29, a partir das 9 horas, na Sociedade Morgenau, em Curitiba.

Professor Paixão, como é conhecido o líder sindical, confirmou que a categoria vai aprovar greve por tempo indeterminado, mas disse que ainda há um dilema sobre a data para deflagrar o movimento nas 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná.

“A greve dos professores e funcionários é inevitável porque o governo Beto Richa não nos deixou alternativa”, afirmou Paixão, que espera cerca de mil educadores de todo o estado na assembleia de sábado.

O leitor deste blog soube da disposição de os educadores paranaenses entrar em greve, em primeira mão, no dia 19 de março quando esta página relatou sobre o fracasso da “política do cafezinho” da APP-Sindicato (clique aqui para relembrar).

A última greve da educação ocorrida no Paraná foi em 2000, ainda no governo Jaime Lerner. Antes dessa houve a de 1988, no governo àlvaro Dias, hoje senador da República.

Flávio Arns deixará a SEED e pode escapar da greve

Na segunda-feira, 24, este blog também mostrou em primeira mão que o vice-governador Flávio Arns (PSDB) deixará o comando da Secretaria de Estado da Educação (SEED) para disputar as eleições de outubro. Ele tem até 5 de abril para se desincompatibilizar do cargo, caso contrário fica inelegível para concorrer à  Assembleia Legislativa ou mesmo à  reeleição de vice (clique aqui).

Diferente de 2010, quando o então candidato Beto Richa (PSDB) antecipou o nome de Arns para a Educação, visando conter boatos de que o senador àlvaro Dias assumiria a pasta, em 2014 dificilmente o governador o confirmará na vice, na chapa de reeleição, ou mesmo na SEED, caso seja reeleito.

Fato concreto é que, se a APP-Sindicato deflagrar a greve somente a partir de 7 de abril, Arns escapará incólume do desgaste que um movimento desse causa ao titular da Educação. Segundo uma fonte do blog no Palácio do Iguaçu, o vice deverá ser substituído na SEED pelo também tucano Paulo Schimidt.

Promessas não cumpridas pela dupla Arns/Richa

A própria presidenta da APP-Sindicato, Marlei Fernandes, após reunião no Palácio Iguaçu, na tarde do último dia 19, reconheceu que não houve avanço em nenhuma pauta da categoria. O comunicado da líder sindical, ao subir no caminhão de som, concomitante com um discurso do deputado Professor Lemos (PT), na Assembleia, deu a senha para o início do movimento paredista.

A pauta de reivindicações da APP-Sindicato consiste:

* Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN);
* 33% de hora-atividade;
* Reajuste real para os funcionários;
* Porte das Escolas (fechamento de turmas);
* Fim da liberação do QPPE à  disposição de secretarias;
* Falta de Instrução sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA);
* Corte do auxílio-transporte dos educadores em licença médica;
* Divulgação resultado do Concurso do Magistério;
* Efetivação da hora-aula para professores da Educação Especial;
* Agilidade nas liberações dos educadores que tiveram seus pedidos de afasta Leia mais

3 de fevereiro de 2014
por Esmael Morais
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Governo Richa dá novo aumento de 30% a comissionados e revolta educadores no PR

Em 6 de janeiro de 2014, através do decreto 9865, na surdina, o governador Beto Richa (PSDB) autorizou o pagamento da “gratificação de encargos especiais” será paga em valor fixo, de acordo com a simbologia do cargo ou função, tendo como base a tabela vigente, acrescida de trinta por cento para os cargos de simbologia DAS!, C! ou “Função”. A traquinagem só veio a público nesta segunda-feira (3), depois que uma leva de decretos foi publicada no Diário Oficial do Estado com data retroativa.

Na prática, o reajuste 30% para os ocupantes de cargos em comissão vai na contramão do discurso da austeridade e do respeito ao limite Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) — que foi a base do argumento do governador para dizer que não teria como pagar R$ 100 milhões atrasados à  valores de avanços na carreira (progressões e promoções) em atraso há vários meses, bem como a implantação de 33% da hora-atividade nas escolas.

“Em cada escola temos educadores descontentes com o calote dado pelo governo. E aí, em um toque de mágica, o governador assina um reajuste de 30% para cargos comissionados. à‰ grande a revolta entre professores e funcionários da rede pública estadual”, desabafou Professor Paixão, diretor de Comunicação da APP-Sindicato, em sua página pessoal.

Na manhã desta segunda-feira (3), Richa foi vaiado depois de pronunciamento exibido nas 2,1 mil escolas da rede pública estadual na abertura da Semana Pedagógica. Na palestra à  distância, o tucano atribuiu o calote do governo estadual nos educadores e o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, o que implica no não pagamento de R$ 100 milhões devidos à  categoria, à  falta de repasses de verbas federais (clique aqui para relembrar).

Já pela tarde de hoje, na Assembleia Legislativa, foi a vez do vice-governador e secretário Educação, Flávio Arns (PSDB) ser alvo de vaias. Ele fazia o balanço dos três anos de gestão do governo do PSDB. As estridentes manifestações contrárias das galerias, formadas por funcionários públicos, o impediu de prosseguir a leitura do discurso (clique aqui para ouvir o áudio).

Richa privilegia comissionados

Pelo histórico, o governador prefere os servidores de confiança aos de carreira do estado. Em outubro de 2011, o tucano concedeu aumento de até 128% a esses funcionários que não precisam de concurso para ingressar na máquina pública. Em contrapartida, na época, os professores tiveram apenas reajustes em duas parcelas de 2,83% (clique aqui para relembrar).

Além desse aumentão para os cargos de livre nomeação, Richa também inchou a máquina autorizando 140 novas nomeações no final de 2012 (clique aqui) e pelo menos outros 30 na Sanepar (clique aqui).

Em outubro do ano passado, depois de ultrapassar o limite da LRF, Richa anunciou extinção de dois mil cargos em comissão (clique aqui para relembrar), mas, pelo jeito, continua tudo como dante Leia mais