27 de março de 2014
por Esmael Morais
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“Greve dos professores e funcionários é inevitável”, confirma APP-Sindicato

Este blogueiro entrevistou na manhã desta quinta-feira, 26, o diretor de comunicação da APP-Sindicato, Luiz Paixão, sobre a assembleia geral dos educadores neste sábado, dia 29, a partir das 9 horas, na Sociedade Morgenau, em Curitiba.

Professor Paixão, como é conhecido o líder sindical, confirmou que a categoria vai aprovar greve por tempo indeterminado, mas disse que ainda há um dilema sobre a data para deflagrar o movimento nas 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná.

“A greve dos professores e funcionários é inevitável porque o governo Beto Richa não nos deixou alternativa”, afirmou Paixão, que espera cerca de mil educadores de todo o estado na assembleia de sábado.

O leitor deste blog soube da disposição de os educadores paranaenses entrar em greve, em primeira mão, no dia 19 de março quando esta página relatou sobre o fracasso da “política do cafezinho” da APP-Sindicato (clique aqui para relembrar).

A última greve da educação ocorrida no Paraná foi em 2000, ainda no governo Jaime Lerner. Antes dessa houve a de 1988, no governo àlvaro Dias, hoje senador da República.

Flávio Arns deixará a SEED e pode escapar da greve

Na segunda-feira, 24, este blog também mostrou em primeira mão que o vice-governador Flávio Arns (PSDB) deixará o comando da Secretaria de Estado da Educação (SEED) para disputar as eleições de outubro. Ele tem até 5 de abril para se desincompatibilizar do cargo, caso contrário fica inelegível para concorrer à  Assembleia Legislativa ou mesmo à  reeleição de vice (clique aqui).

Diferente de 2010, quando o então candidato Beto Richa (PSDB) antecipou o nome de Arns para a Educação, visando conter boatos de que o senador àlvaro Dias assumiria a pasta, em 2014 dificilmente o governador o confirmará na vice, na chapa de reeleição, ou mesmo na SEED, caso seja reeleito.

Fato concreto é que, se a APP-Sindicato deflagrar a greve somente a partir de 7 de abril, Arns escapará incólume do desgaste que um movimento desse causa ao titular da Educação. Segundo uma fonte do blog no Palácio do Iguaçu, o vice deverá ser substituído na SEED pelo também tucano Paulo Schimidt.

Promessas não cumpridas pela dupla Arns/Richa

A própria presidenta da APP-Sindicato, Marlei Fernandes, após reunião no Palácio Iguaçu, na tarde do último dia 19, reconheceu que não houve avanço em nenhuma pauta da categoria. O comunicado da líder sindical, ao subir no caminhão de som, concomitante com um discurso do deputado Professor Lemos (PT), na Assembleia, deu a senha para o início do movimento paredista.

A pauta de reivindicações da APP-Sindicato consiste:

* Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN);
* 33% de hora-atividade;
* Reajuste real para os funcionários;
* Porte das Escolas (fechamento de turmas);
* Fim da liberação do QPPE à  disposição de secretarias;
* Falta de Instrução sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA);
* Corte do auxílio-transporte dos educadores em licença médica;
* Divulgação resultado do Concurso do Magistério;
* Efetivação da hora-aula para professores da Educação Especial;
* Agilidade nas liberações dos educadores que tiveram seus pedidos de afasta Leia mais

17 de setembro de 2013
por Esmael Morais
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“Aqui não tem calote”, jura líder de Richa

Em discurso na tribuna da Assembleia, nesta terça, Ademar Traiano, líder do governo Richa, jurou de pés juntos que "aqui não tem calote"; o tucano rebateu carta da APP-Sindicato apontando greve do magistério. "A APP que me perdoe, acho que exageraram. Aqui não tem calote. Temos a dificuldade normal dentro do estado", disse o deputado do PSDB; no próximo dia 28, os educadores deverão realizar assembleia geral da categoria para definir calendário de greve; eles acusam o governo de aplicar golpe de R$ 50 milhões, depois de negociarem pagamento para dia 13 de setembro último.

Em discurso na tribuna da Assembleia, nesta terça, Ademar Traiano, líder do governo Richa, jurou de pés juntos que “aqui não tem calote”; o tucano rebateu carta da APP-Sindicato apontando greve do magistério. “A APP que me perdoe, acho que exageraram. Aqui não tem calote. Temos a dificuldade normal dentro do estado”, disse o deputado do PSDB; no próximo dia 28, os educadores deverão realizar assembleia geral da categoria para definir calendário de greve; eles acusam o governo de aplicar golpe de R$ 50 milhões, depois de negociarem pagamento para dia 13 de setembro último.

O líder do governo Beto Richa na Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, fez um discurso agora há pouco em que assumiu o calote do governo estadual aos trabalhadores da educação. ... 

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