21 de março de 2016
por Esmael Morais
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Alep em chamas: Neo-socialistas traídos pelo neotucano Stephanes Jr

Você pagou com traição/

a quem sempre lhe deu a mão”

Não chamem os deputados Alexandre Curi e Luiz Claudio Romanelli para a mesma mesa do suplente empossado Stephanes Júnior, pois pode dar samba — no pior sentido — como aquele da torcida jovem do Flamengo.

Todos ex-PMDB, os parlamentares combinaram de embarcar juntos na canoa socialista — o PSB. Entretanto, para surpresa geral da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Stephanes traiu o grupo na undécima hora ao ingressar no ninho tucano. No sábado, o “deputado do canudinho” (em alusão ao projeto dele mais famoso quando era deputado) assinou ficha no PSDB.

Romanelli e Curi estão surtados porque isso impacta na composição das comissões permanentes na Assembleia. Os dois parlamentares articulam, inclusive, a volta à  Assembleia do deputado Artagão Júnior — que foi catapultado para a Secretaria de Justiça — para tomar o cargo do “deputado do canudinho”.

Na Assembleia, hoje à tarde, Curi e Romanelli prometem batucar olhando nos olhos de Stephanes Júnior: “Você pagou com traição/ a quem sempre lhe deu a mão”; o deputado Requião, do PMDB, também pode entrar no samba.

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23 de fevereiro de 2016
por admin
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Coluna do João Arruda: Dança das cadeiras pode ser recomeço para partidos no Paraná e no Brasil

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João Arruda*

Você já deve ter lido por aí: deputados federais, estaduais e vereadores têm até o dia 19 de março para trocar de legenda sem correr o risco de perder o mandato. Há quem tema a chamada “janela da infidelidade”, criada por emenda constitucional, talvez pelo risco de diminuir seu peso político. No entanto, o período de mudança também pode oxigenar os partidos e significar um novo começo para a maioria deles.

O que me leva a pensar assim? Explico: a grande contribuição da abertura da tal janela é o estímulo ao debate partidário, mecanismo capaz de fortalecer a democracia interna. É como deveria funcionar em partido que não tem dono. No mundo perfeito, e em tese, o caminho a ser trilhado é sempre aquele que a convenção define. Nesse caso, quem não aceita a decisão da maioria deve procurar outro rumo. O problema é que nem sempre isso acontece.

É relativamente comum encontrar um parlamentar que acaba na base de apoio do governo para o qual deveria fazer oposição, uma vez que foi eleito pela coligação adversária na campanha. O principal motivo é a sobrevivência política, pois acredita-se que estar na situação facilita a liberação de verbas para atender às bases eleitorais. Não seria melhor, portanto, se mudar de vez para um partido governista ou aliado?

Por honestidade intelectual, trocar de partido talvez fosse a dec Leia mais

22 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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Marcelo Belinati flerta com o PMDB

O deputado federal Marcelo Belinati, pré-candidato a prefeito de Londrina, estuda trocar o PP pelo PMDB. Nos próximos dias, ele analisará o quadro com correligionários antes de bater o martelo.

O parlamentar deverá aproveitar a janela partidária — Emenda Constitucional 91/2016 –, que possibilita a troca de legenda até 19 de março sem que seja punido com a perda de mandato.

Belinati tem intensificado contatos com o também deputado federal João Arruda, secretário-geral do PMDB do Paraná e coordenador da bancada paranaense no Congresso Nacional.

Os dois lados confirmam que há conversas nesse sentido e dizem que “as janelas estão abertas”.

Além de Marcelo Belinati, o ex-prefeito de Maringá e ex-secretário de Estado do Planejamento, Silvio Barros II, também está de malas prontas para o PMDB.

A movimentação peemedebista visa ganhar musculatura para a volta do senador Roberto Requião ao Palácio Iguaçu, em 2018.

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20 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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Requião reafirma: “Ou os infiéis saem pela janela ou serão expulso do PMDB”

O senador Roberto Requião, ao Blog do Esmael, reafirmou neste sábado a determinação de expulsar quatro deputados estaduais — Luiz Cláudio Romanelli, Artagão Júnior, Jonas Guimarães e Alexandre Curi — caso eles são saiam espontaneamente do PMDB, utilizando a “janela da infidelidade”, até o próximo dia 19 de março.

“Ou os infiéis saem pela janela ou serão expulso do PMDB”, ordenou Requião, reiterando sua decisão tomada no último dia 12.

Há pouco mais de uma semana, o senador, que preside o partido no Paraná, enviou cópia de reportagem da revista CartaCapital cujo título era “Família, amigos e menores”, que exibia uma foto de Richa ao lado do ex-assessor Marcelo Tchello Caramori – acusado de pedofilia por promover festinhas com menores de idade.

“Apoiar um governo assim é uma indignidade”, escreveu o senador Roberto Requião em um cartão endereçado a cada aos 54 deputados estaduais da situação e oposição.

Por sua vez, o “quarteto fantástico”, cuja substância principal é tesão de argola pelo governador Beto Richa (PSDB), flertam com PSB, PTB e DEM. Os quatro deputados “tucanos” do PMDB — Curi, Guimarães, Romanelli e Artagão — fizeram pacto para migrarem para um mesmo partido.

O deputado federal João Arruda, secretário-geral do PMDB, explica que os parlamentares podem deixar a sigla nesses 30 dias de “janela” sem que sejam punidos com a perda de mandato. Entretanto, se eles forem expulsos do partido, automaticamente, perdem o cargo para os suplentes.

A bronca de Requião com os “infiéis” tem a ver com as sistemáticas votações deles com o governo Beto Richa (PSDB), inclusive em pautas contrárias aos interesses dos servidores e professores. Segundo o senador, essa banda do partido passeou no camburão do Beto e ajudou no confisco da poupança previdenciária.

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