1 de março de 2016
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Coluna do João Arruda: PMDB é porto seguro para candidatos

João Arruda*

Para quem pretende ser candidato em 2016, com a expectativa concreta de conquistar um mandato para interferir positivamente na realidade do seu município, a melhor alternativa é se filiar ao PMDB. Nenhum outro partido estão tão fortalecido no Paraná como o nosso, como prova a história recente do estado. Aos fatos:

1) O PMDB é o mais afinado com o sentimento popular em relação ao governo desastroso de Beto Richa (PSDB) e lidera a oposição. Nosso partido já denunciava, em 2014, o retrocesso que a reeleição do atual governador significaria – e foi ainda pior, com repressão a movimentos sindicais, aumento de impostos e corrupção.

2) O PMDB tem a liderança do senador Roberto Requião, um político respeitado no Congresso Nacional, apontado como franco favorito para voltar ao governo em 2018 e retomar os programas que marcaram época no Paraná, com crescimento econômico e proteção social.

3) O PMDB tem uma capilaridade cobiçada – ou sonhada – por todos os partidos, com diretórios espalhados pelas maiores e menores cidades do Paraná, condição que permite alcançar todas as regiões do estado e lançar candidatos nos 399 municípios paranaenses.

4) O PMDB tem o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Com mais espaço na mídia para fazer campanha Leia mais

23 de fevereiro de 2016
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Coluna do João Arruda: Dança das cadeiras pode ser recomeço para partidos no Paraná e no Brasil

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João Arruda*

Você já deve ter lido por aí: deputados federais, estaduais e vereadores têm até o dia 19 de março para trocar de legenda sem correr o risco de perder o mandato. Há quem tema a chamada “janela da infidelidade”, criada por emenda constitucional, talvez pelo risco de diminuir seu peso político. No entanto, o período de mudança também pode oxigenar os partidos e significar um novo começo para a maioria deles.

O que me leva a pensar assim? Explico: a grande contribuição da abertura da tal janela é o estímulo ao debate partidário, mecanismo capaz de fortalecer a democracia interna. É como deveria funcionar em partido que não tem dono. No mundo perfeito, e em tese, o caminho a ser trilhado é sempre aquele que a convenção define. Nesse caso, quem não aceita a decisão da maioria deve procurar outro rumo. O problema é que nem sempre isso acontece.

É relativamente comum encontrar um parlamentar que acaba na base de apoio do governo para o qual deveria fazer oposição, uma vez que foi eleito pela coligação adversária na campanha. O principal motivo é a sobrevivência política, pois acredita-se que estar na situação facilita a liberação de verbas para atender às bases eleitorais. Não seria Leia mais

16 de fevereiro de 2016
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Coluna do João Arruda: Os sonhos de Bernie Sanders também são nossos

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João Arruda*

A sensação do período pré-eleitoral dos Estados Unidos chama-se Bernie Sanders. Ele é um senador de 74 anos que disputa a indicação do Partido Democrata para ser candidato a presidente. Aliás, sou a favor do modelo das prévias. Elas ampliam o debate e enfraquecem a fisiologia. Na troca de ideias, as propostas são comparadas e as posições vêm à tona. Tudo fica mais às claras.

Mas eu não quero falar das prévias e, sim, das ideias de Sanders. No País onde uma educação decente custa caro, ele defende o ensino superior gratuito. “A universidade é o novo ensino médio”, diz o senador, para quem a igualdade de classes não será possível se a maior parte da população estiver sem acesso ao ensino universitário.

Sanders reforça a luta contra o racismo, um cadáver insepulto da América. Em encontros com ativistas, o pré-candidato à presidência dos EUA admite que a alta taxa de desemprego e encarceramento entre afro-americanos significa que há racismo sistêmico nos Estados Unidos, o que poderia ser combatido com a reforma da Justiça.

O senador não teme mexer no vespeiro de Wall Street, a quem acusa de conduzir o governo dos EUA. Sanders acredita que pode financiar a maioria de suas propostas com novos impostos e taxas, principalmente sobre os mais ricos, como gestores de fundos, especuladores do mercado financeiro e grandes empresários.

“Os Estados Unidos deveriam adotar o sistema universal de saúde, pago pelo governo federal”, defende Sanders. A proposta conquista corações e mentes da população mais empobrecida, uma vez que nos EUA, onde o modelo de saúde é privado, médico é para quem tem dinheiro. Ele não para por aí.

Bernie pretende dobrar o valor do salário mínimo, além de criar políticas de apoio aos imigrantes. Ele insiste: só a união de todos, juntos (“together”, em inglês, lema de sua campanha), pode transformar a realidade. Seu caráter solidário faz do senador do pequeno estado de Vermont um sopro de esperança diante da campanha preconceituosa e obscurantista do republicano Donald Trump.

A forma de Sanders fazer política merece ser observada com atenção, principalmente no Brasil. Como dizem seus correligionários, esta não é a campanha do “não dá pra fazer”, nem para diminuir os nossos sonhos. Afinal, se queremos um mundo mais Leia mais

9 de fevereiro de 2016
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Coluna do João Arruda: Corrupção no governo Beto Richa prejudica investimentos no Paraná

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João Arruda*

Até as paredes do Palácio Iguaçu sabem: fica difícil pedir dinheiro federal quando o que vem para o Paraná é roubado. Isso está acontecendo com o nosso estado, onde os escândalos que se sucedem ameaçam investimentos. Um novo ano começou, mas a suspeita de corrupção segue firme e forte no governo de Beto Richa (PSDB), agora acuado pela Operação Quadro Negro.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o ministério público federal investigam o desvio de recursos destinados à construção de escolas para a campanha de reeleição do governador Beto Richa, em 2014. A teia de corrupção, formada por políticos, autoridades e empresas, teria garfado quase R$ 20 milhões em dinheiro público. Em vez de salas de aulas, ganhamos obras inacabadas e a vergonha nacional.

O atual governador passou os últimos cinco anos reclamando que o estado não recebia verbas federais. Aí, quando elas vêm, os recursos são roubados. Isso desmoraliza o Paraná e repercute muito em Brasília, especialmente nos ministérios.

Quer outro exemplo? O governo do estado devolveu R$ 19 milhões para a União, dinheiro que deveria ser usado na construção de quatro escolas, hoje inacabadas. Você leu certo: Beto Richa devolveu recursos federais. Na verdade, foi uma manobra para tentar manter a investigação da Quadro Negro sob jurisdição estadual e evitar a Controladoria Geral da União (CGU). Isso não vai funcionar.

Depois do Carnaval, pretendo denunciar o escândalo que desviou dinheiro da educação ao Tribunal de Contas da União (TCU). Ainda vou requisitar junto à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, da qual sou membro titular, uma auditoria no Paraná. Além disso, quero convocar os delatores da Operação Quadro Negro e analisar todos os contratos do Ministério da Educação com o estado.

Com isso, deixo claro ao governador Beto Richa que ele não vai conseguir abafar o caso. Todas as informações que eu colher serão encaminhadas para o Ministério Público Federal (MPF). No que depender de mim, a investigação continua. Os responsáveis serão punidos. O Paraná não pode pagar pela má conduta de alguns poucos agentes públicos.

*João Arruda é deputado federal pelo PMDB, coordenador da bancada do Paraná no Congresso Nacional, escreve nas terças-feiras sobre “Os bastidores do poder em Brasília”. Excepcionalmente escreveu nesta segunda-feira.

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4 de janeiro de 2016
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Comentários desativados em Coluna do João Arruda: Redes sociais, JoãoTV, e a política às claras

Coluna do João Arruda: Redes sociais, JoãoTV, e a política às claras

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João Arruda*

As redes sociais se consolidaram como veículos eficientes de aproximação entre as pessoas. Isso vale, também, para políticos e eleitores. Ferramentas surgem de tempo em tempo para estreitar ainda mais esses contatos. Todos ganham. Quem tem mandato pode prestar conta do que faz diariamente. Já o eleitor pode sugerir, fiscalizar e cobrar diretamente aquele que elegeu. É uma relação que pede respeito e bom senso. Quando isso acontece, faz muito bem à democracia.

O uso adequado das redes sociais leva o político que se pauta pela seriedade a praticar transparência. É por isso que sou um entusiasta desse modelo de relacionamento com meus eleitores e simpatizantes. Tanto que resolvi criar a JoãoTV, um canal de vídeo para contato ao vivo com meus seguidores do Facebook. A estreia, mesmo com improviso, mostrou a força da ferramenta para essa aproximação sem intermediários.

A JoãoTV consiste em realizar transmissões ao vivo para todos os seguidores da minha ‘fanpage’ no Facebook. Minha ideia é apresentar um programa semanal de uma hora e, em outros momentos, entradas e inserções a partir de diferentes pontos, no Congresso Nacional, nas cidades que visito pelo interior do Paraná, eventos, solenidades, seminários, inaugurações, debates, manifestações e reuniões do meu partido.

Quero ir além da mera prestação de contas, até porque dar satisfação sobre as atividades parlamentares é um dos meus deveres como deputado. Minha ideia é explicar projetos, além de comentar e me posicionar sobre assuntos que movimentam o País, o Paraná, e os 399 municípios do nosso estado.  Quem curtir ou já curtiu a minha página será sempre avisado antes de cada transmissão e poderá participar com perguntas, comentários, sugestões e críticas.

Isso me torna ainda mais acessível aos quase 178 mil eleitores de todo o Paraná que estiveram comigo em 2014 e de todos que quiserem participar de um bom debate. Quem não estiver junto com eles, ao vivo pela JoãoTV, saberá aonde estou e o que estou fazendo. Ser votado em mais de 350 municípios e manter contato com todos é sempre um desafio.

Esse nível de relação é um avanço desses tempos em que vivemos conectados. Aliás, cabe lembrar que, quando fui presidente da comissão especial que analisou do Marco Civil da Internet, trabalhei pelo princípio de neutralidade da rede, afinal, ela deve ser igual para tod Leia mais

29 de dezembro de 2015
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Coluna do João Arruda: Em defesa dos interesses do Paraná

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João Arruda*

A atividade política exige posições claras e firmes, mas as diferenças não podem jamais ficar acima do interesse público. É o que busco como coordenador da bancada paranaense no Congresso Nacional. Ser adversário do atual governador não significa fazer oposição ao Estado. Pelo contrário.

Em 2015, a bancada levou o governo federal ao Paraná. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) montou escritório em Dois Vizinhos, no Sudoeste. O ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, foi à Fiep falar sobre a ferrovia Norte-Sul. O então ministro dos Portos, Edinho Araújo, foi ao litoral tratar da Poligonal de Paranaguá. Já Hélder Barbalho, então ministro da Pesca, incentivou a criação de tilápias no Lago de Itaipu.

Nossa atuação no Ministério da Saúde ajudou a liberar R$ 13,5 milhões para procedimentos de média e alta complexidade que estavam com pagamentos atrasados. Na condição de relator da saúde na Lei de Orçamento Anual (LOA) de 2016, consegui garantir ao Paraná 50% a mais em recursos que outros estados. Isso vai possibilitar a manutenção de unidades de saúde, aquisição de equipamentos hospitalares, além de reforma e ampliação de hospitais.

Ainda trabalhamos para reforçar a parceria entre a Sanepar e a Fundação Nacional de Saúde, com pagamento de convênios, novos acordos e mais obras de saneamento básico, principalmente nos municípios com menos de 50 mil habitantes. Por falar em parceria, as emendas da bancada paranaense na LOA foram definidas em consenso e direcionadas para grandes obras estruturantes, como a duplicação da BR 163, no sentido Cascavel–Marmelândia, além da restauração do Contorno Sul de Curitiba.

Também indicamos recursos para o Hospital Cajuru, na Capital, e o Hospital Metropolitano de Sarandi, no Noroeste, e ainda para aquisição de equipamentos destinados a universidades estaduais e federais. Nós também analisamos a questão do pedágio. Ouvimos representantes de concessionárias, do DER, do TCU e do Ministério dos Transportes, além de deputados estaduais que investigaram o pedágio no Paraná.

A bancada se encontrou com o vice-presidente da República, Michel Temer, para tratar da Estrada do Colono. Outra reunião importante foi com o então ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, sobre o programa de aeroportos regionais. Na presidência da Câmara dos Deputados, pedimos a criação de novas turmas recursais do Tribunal Regional Federal em Curitiba. Ainda fomos ao presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para discutir formas de evitar demissões na venda do HSBC ao Bradesco.

Em Curitiba, na Assembleia Legislativa, realizamos o seminário “Políticas Públicas para a Cultura e Turismo Religioso no Paraná”, um segmento em franca expansão. Para defender ainda mais os interesses da nossa região, partici Leia mais

8 de dezembro de 2015
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Coluna do João Arruda: Reviravolta na saúde traz boas notícias

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João Arruda*

Se até a semana passada a expectativa era de que 2016 fosse um ano complicado para a saúde pública, a coisa mudou. Isso se deve a muita serenidade e intensa articulação política, fundamentais para o bem-sucedido esforço parlamentar que afastou o risco de caos no SUS.

O acordo que ajudei a construir recompõe o orçamento do Ministério da Saúde de 2016: aumenta de R$ 100,2 bilhões para R$ 108 bilhões. Com as receitas do próprio ministério, o orçamento vai passar de R$ 11 bilhões.

A recomposição é fruto de um acordo. A Comissão Mista de Orçamento foi sensível e topou direcionar mais recursos à saúde. Outros R$ 4,65 bilhões vêm das emendas individuais dos parlamentares. O acordo passou pelo apoio da bancada do PMDB ao PLN 5, que alterou a meta fiscal do governo.

Outra boa notícia: na condição de relator da saúde na Lei de Orçamento Anual (LOA) de 2016, consegui garantir ao Paraná, em emendas coletivas, 50% a mais em recursos que outros estados. Isso vai possibilitar a manutenção de unidades de saúde, aquisição de equipamentos hospitalares, além de reforma e ampliação de hospitais.

Mais uma: em outubro, eu e mais 11 deputados da bancada paranaense acompanhamos o secretário de Saúde do estado a um encontro com o ministro Marcelo de Castro. Nós agendamos a audiência para que o secretário apresentasse os pleitos do governo do Paraná e o ministro foi bem atencioso, como tem sido desde que assumiu o cargo.

Deu resultado. No dia 24 de novembro, o Ministério da Saúde liberou R$ 13,5 milhões para o governo do Paraná, dinheiro que seria direcionado para pagar procedimentos de média e alta Complexidade realizados pelo Hospital Nossa Senhora do Rocio, de Campo Largo, região metropolitana de Curitiba. Este era o principal pedido apoiado pelos parlamentares do estado.

O atendimento imediato ao pedido da bancada paranaense marca uma virada nas relações do estado com o ministério. O novo ministro é mais acessível e está atento aos nossos pleitos. Ainda há pedidos a serem atendido Leia mais