23 de fevereiro de 2016
por admin
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Coluna do João Arruda: Dança das cadeiras pode ser recomeço para partidos no Paraná e no Brasil

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João Arruda*

Você já deve ter lido por aí: deputados federais, estaduais e vereadores têm até o dia 19 de março para trocar de legenda sem correr o risco de perder o mandato. Há quem tema a chamada “janela da infidelidade”, criada por emenda constitucional, talvez pelo risco de diminuir seu peso político. No entanto, o período de mudança também pode oxigenar os partidos e significar um novo começo para a maioria deles.

O que me leva a pensar assim? Explico: a grande contribuição da abertura da tal janela é o estímulo ao debate partidário, mecanismo capaz de fortalecer a democracia interna. É como deveria funcionar em partido que não tem dono. No mundo perfeito, e em tese, o caminho a ser trilhado é sempre aquele que a convenção define. Nesse caso, quem não aceita a decisão da maioria deve procurar outro rumo. O problema é que nem sempre isso acontece.

É relativamente comum encontrar um parlamentar que acaba na base de apoio do governo para o qual deveria fazer oposição, uma vez que foi eleito pela coligação adversária na campanha. O principal motivo é a sobrevivência política, pois acredita-se que estar na situação facilita a liberação de verbas para atender às bases eleitorais. Não seria melhor, portanto, se mudar de vez para um partido governista ou aliado?

Por honestidade intelectual, trocar de partido talvez fosse a dec