18 de setembro de 2013
por esmael
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No Dia D, Datafolha faz última pressão sobre o STF

do Brasil 247
No jogo abusivo de pressões exercidas sobre o Supremo Tribunal Federal, que hoje decide sobre a aceitação dos embargos na Ação Penal 470, só faltava uma pesquisa de um instituto para aferir o que a “voz das ruas” pensa sobre determinado julgamento ou determinados réus. Não falta mais. Coube ao Datafolha se prestar a esse indigno papel.

Pesquisa publicada hoje na capa da Folha, de Otávio Frias Filho, revela que 55% dos paulistanos são contra um “novo julgamento”. Já começa aí o primeiro problema, uma vez que os embargos não representam um “novo julgamento” !“ mas apenas, como já definiu Celso de Mello, um “recurso ordinário” de um processo já existente. Ou seja: do modo como foi formulada, a pergunta já induz a uma resposta equivocada.

O que surpreende no levantamento é o alto índice de paulistanos !“ 37% !“ que considera que o caso deve ser reaberto, a despeito de toda a pressão midiática exercida sobre o STF e a chamada “opinião pública”.

Na segunda pergunta do Datafolha, 79% dos paulistanos dizem ser favoráveis a prisões imediatas. O que parece óbvio numa sociedade sedenta por vinganças !“ e cuja sede é estimulada por meios de comunicação como a própria Folha.

O que diriam os pesquisados, por exemplo, se a pesquisa Datafolha indagasse: (1) jornais que apoiaram a ditadura militar de 1964, emprestando seus carros para que vítimas do regime fossem levados ao DOI-Codi, onde seriam torturados, devem ser punidos? (2) seus donos devem prestar contas à  Comissão da Verdade?

Eis aí uma sugestão para uma pesquisa Datafolha (leia aqui a que está sendo publicada nesta quarta na Folha).

Detalhe: em países civilizados, o excesso de pressão midiática sobre determinados julgamentos é argumento aceito para adiá-los, diante da percepção de que a sociedade não está pronta para acompanhar tais casos com maturidade e respeito por garantias individuais.

Ao publicar essa pesquisa no Dia D do STF, Otávio Frias Filho não foi para a porta do STF, mas, na prática, agiu como uma espécie de black bloc.

12 de setembro de 2013
por esmael
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Julgamento do mensalão empatado: 5 x 5; decisão só na semana que vem

A mídia promete pressão total no ministro, pois, se aceitos os recursos, haverá novo julgamento dos acusados; Celso Melo já admitiu, em votação anterior, a hipótese do embargo infringente. Logo, sua posição é aguardada com bastante expectativa; será que Celso Melo vai contradizer Celso Melo? Aguardemos o próximo capítulo dessa "emocionante" novela; caso os réus do mensalão sejam condenados, eles prometem recorrer à  Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A mídia promete pressão total no ministro, pois, se aceitos os recursos, haverá novo julgamento dos acusados; Celso Melo já admitiu, em votação anterior, a hipótese do embargo infringente. Logo, sua posição é aguardada com bastante expectativa; será que Celso Melo vai contradizer Celso Melo? Aguardemos o próximo capítulo dessa “emocionante” novela; caso os réus do mensalão sejam condenados, eles prometem recorrer à  Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, encerrou a sessão que julgava os embargos infringentes dos réus do mensalão, ontem, depois do empate de 5 x 5. O decano Celso Melo será o último a votar na semana que vem, quando será retomada a reunião. Ele terá a responsabilidade de desempatar a contenda. Leia mais