O Ministério das Comunicações prepara um edital para levar internet de qualidade a até 2,7 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o país. A proposta prevê investimento de R$ 100 milhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e mira unidades em mais de mil municípios, em 26 estados.
A medida deve reforçar a telessaúde, acelerar o uso de prontuário eletrônico e facilitar a integração de dados entre equipes e pacientes. Na prática, o governo aposta na conectividade para reduzir filas, evitar deslocamentos desnecessários e melhorar o atendimento em áreas onde o acesso à rede ainda é fraco ou inexistente.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, disse que o edital vai priorizar UBS sem internet. Segundo ele, a meta é garantir infraestrutura digital para médicos, enfermeiros, equipes de saúde e pacientes, com prontuários mais rápidos e atendimentos mais eficientes.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT-SP), afirmou que o governo já destinou R$ 30 milhões ao ministério para conectar 775 unidades em áreas remotas, onde a internet via satélite costuma ser a única saída. Ele disse que a nova etapa deve alcançar unidades que podem receber fibra óptica e ainda não têm acesso.
O edital também deve exigir rede Wi-Fi interna nas unidades, além da conexão principal. O governo informa que, até 2026, pretende concluir a ligação de 1.191 UBS prevista em acordo assinado no ano passado; 859 já foram conectadas e 332 ainda dependem de indicação do Ministério da Saúde.
Os números mostram avanço, mas também deixam claro o tamanho do desafio. O Censo Nacional de Unidades Básicas de Saúde aponta que 94,6% das UBS já têm internet e 87% usam prontuário eletrônico, mas a cobertura ainda não chegou de forma igual a todas as regiões.
Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.

Caderno Geral, Blog do Esmael.




