Recordes no IBC-Br e no varejo esvaziam discurso de crise total

O Banco Central e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entregaram, entre quarta (15) e quinta-feira (16), dois números que furam o discurso de terra arrasada. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,6% em fevereiro, bateu recorde da série histórica e saiu acima do que o mercado projetava. No comércio, o varejo também avançou 0,6% no mês, renovou seu maior nível histórico e mostrou o Paraná entre os destaques nacionais, com alta de 2,9%.

O dado do IBC-Br é mais incômodo para o pessoal da ladainha do colapso porque ele junta indústria, serviços, comércio e agropecuária. Em fevereiro, o indicador chegou a 110,9 pontos, superou o recorde anterior de 110,5 e marcou o quinto resultado positivo seguido. O mercado esperava alta menor, de 0,47%.

No varejo, a história é um pouco diferente. O número de 0,6% não superou as projeções captadas por parte do mercado financeiro, que apontavam avanço maior, mas o fato concreto continua forte: o setor bateu recorde da série iniciada em 2000. Em português claro, o consumo das famílias seguiu andando mesmo com o juro alto e com o noticiário carregado.

O detalhe político e econômico que interessa ao Paraná também apareceu na fotografia do IBGE. Entre as 27 unidades da Federação, 17 tiveram resultado positivo em fevereiro, e o Paraná surgiu na dianteira, com alta de 2,9%, atrás apenas de sua própria dinâmica regional e ao lado dos melhores desempenhos do país.

Os setores que puxaram o varejo ajudam a entender a chamada economia real. Subiram livros e papelaria, combustíveis, supermercados e produtos farmacêuticos. Quando supermercado e combustível crescem, o recado é simples: há circulação de renda e manutenção do consumo básico.

Isso não apaga os problemas do país. Inflação, crédito caro e aperto no orçamento das famílias continuam no radar. Mas os dados oficiais de fevereiro mostram uma economia mais resistente do que a retórica do “está tudo quebrado” tenta vender. E isso pesa no debate político, porque mexe com emprego, renda, humor social e eleição.

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