Google lança Omni Flash e amplia vídeos por IA

O Google colocou no ar o Omni Flash, novo modelo de vídeo por inteligência artificial no Flow, e passou a vender a ferramenta como um salto em consistência, edição por texto e realismo. O teste publicado pelo The Verge mostra avanço, mas também deixa claro que a tecnologia ainda erra em detalhes básicos.

Segundo a avaliação, o Omni Flash aceita vídeo de entrada e comandos de texto para gerar novas cenas, além de prometer mais conhecimento de mundo na montagem das imagens. Na prática, o modelo melhora em relação ao Veo em alguns pontos, mas ainda produz cortes estranhos, objetos que mudam de forma e personagens que perdem consistência ao longo do clipe.

O ponto mais sensível está nos deepfakes. A repórter Allison Johnson relata que conseguiu gerar vídeos convincentes o bastante para enganar até o próprio marido, com falhas pequenas demais para desmontar a cena de imediato.

Isso importa porque o problema já não é só qualidade técnica. Quando um vídeo falso parece real, a disputa passa a ser política, jurídica e jornalística: quem verifica, quem desmente e quem sofre o dano quando a mentira circula primeiro.

Há também o custo. O texto informa que a geração de vídeos consome créditos, entre 15 e 40 por clipe, e que uma rodada de edição custa 40 créditos. No plano AI Pro, de US$ 20 por mês, o usuário recebe 1.000 créditos mensais, o que transforma testes repetidos em gasto rápido.

O Google ainda não entregou uma máquina perfeita de cinema sintético, mas deu mais um passo para tornar a produção de vídeo falso mais fácil, mais barata e mais convincente.

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