Taylor Swift tenta blindar voz contra imitadores de IA

Taylor Swift pediu registro de marca para as frases “Ei, é Taylor Swift” e “Ei, é Taylor”, além de uma imagem usada na divulgação de seu álbum The Life of a Showgirl. Os pedidos foram apresentados pela TAS Rights Management e podem virar mais uma barreira contra imitadores gerados por inteligência artificial.

O ponto central é simples: direitos autorais protegem a música, mas não cobrem a voz com a mesma força. É essa brecha que artistas e advogados tentam fechar com outras ferramentas legais, enquanto deepfakes e cópias de voz se espalham com facilidade.

Segundo o advogado de propriedade intelectual Josh Gerben, marcas registradas podem ajudar a atacar imitações “confusamente semelhantes”, não só cópias idênticas. Na prática, isso amplia a chance de reação contra usos que confundam o público, inclusive em áudios e imagens fabricados por IA.

A professora Alexandra Roberts, da Northeastern University, disse ao The Verge que vê com ceticismo o uso do clipe de áudio como prova de marca. Para ela, o Escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos pode até aceitar novos exemplos, mas a disputa jurídica continua aberta.

Swift já enfrentou deepfakes sexualizados e a pressão de versões falsas de sua voz. O caso mostra como a indústria cultural corre atrás de uma lei que ainda não acompanha a velocidade da IA.

Nos Estados Unidos, o Tennessee aprovou a primeira lei voltada especificamente para imitadores de voz gerados por IA. O YouTube também passou a oferecer uma ferramenta de remoção de deepfakes, mas ela ainda se limita à cópia de rostos, não de vozes.

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