Elon Musk entrou no julgamento federal contra a OpenAI, na Califórnia, em uma disputa que coloca no centro a briga sobre missão, lucro e controle da inteligência artificial. O caso chegou ao júri com Musk de um lado e Sam Altman, Greg Brockman, Microsoft e a própria OpenAI do outro.
Musk foi um dos fundadores da empresa e investiu até US$ 38 milhões no início, segundo o texto-base do processo. Depois, rompeu com os cofundadores por divergências sobre a estrutura da companhia e sobre a ideia de aproximar a OpenAI da Tesla, empresa de sua propriedade.
Nos últimos anos, Musk abriu ao menos quatro ações contra a OpenAI, e várias acabaram arquivadas ou rejeitadas. Desta vez, o processo avançou para julgamento com júri em tribunal federal, com expectativa de depoimentos de nomes como Satya Nadella, Kevin Scott e Mira Murati.
A acusação sustenta que a OpenAI teria se afastado da missão original de desenvolver uma inteligência artificial geral voltada ao benefício da humanidade. Musk também pede que o tribunal afaste Altman e Brockman de cargos de comando e reverta a reestruturação da empresa com fins lucrativos.
O caso tem peso político e econômico porque envolve a disputa pelo rumo da inteligência artificial, setor que concentra dinheiro, influência e poder de mercado. A briga entre Musk e a OpenAI também expõe o conflito entre discurso de missão pública e a corrida por lucro no Vale do Silício.
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