1 de junho de 2015
por Esmael Morais
7 Comentários

Proposta de Richa ‘extingue piso’ e achata carreira no magistério; ouça

A mensagem de reajuste do funcionalismo estadual enviada na semana passada pelo governador Beto Richa (PSDB) à Assembleia Legislativa já foi rejeitada pelos professores e servidores, pois, segundo eles, que entram hoje no 35º dia de greve, não cumpre a lei da data-base e tenta enganar a todos jogando a reposição da inflação para o segundo semestre e o início do ano que vem.

Um dos pontos que está chamando a atenção, é a “extinção” do piso nacional dos professores, que passa a ser aplicado somente no início da tabela, não estendendo-se aos demais níveis da carreira (abaixo, leia a íntegra do projeto tucano). Essa manobra causará novamente um achatamento nos vencimentos dos professores.

O debate e o impasse voltam nesta segunda-feira (1º) ao plenário da Assembleia Legislativa com transmissão ao vivo pelo Blog Esmael, a partir das 14h30, em parceria com a TV 15.

Ouça a opinião de Marlei Fernandes, da APP-Sindicato:

Ou seja, na medida em que o piso acompanhar a inflação e os demais níveis não, como é o caso da mensagem enviada pelo governo para a Assembleia, a carreira deixa de fazer sentido, pois todos os níveis acima do piso vão perdendo poder aquisitivo, sendo achatados.

Além disso, a transferência da data-base para janeiro tem motivação estratégica. Como é período de férias dos professores e de grande parte do funcionalismo não há como promover mobilizações ou greves. O governador estará “livre” para fazer o que quiser.

Essa armadilha teria sido inserida na mensagem pelo secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, interventor nacional do PSDB nas finanças do Paraná.

O líder do governo na Assembleia, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), jura que essas cascas de bananas serão removidas do texto governamental.

Leia a íntegra do projeto do governador Beto Richa:

Link alternativo para o arquivo clique aqui.

http://www.esmaelmorais.com.br/wp-content/uploads/2015/06/mensagem_richa_database.pdf

Leia mais

16 de dezembro de 2013
por Esmael Morais
33 Comentários

Desobediência civil: Professores vão implantar 33% de hora-atividade à  revelia do governo Richa

Por unanimidade, professores e funcionários de escolas levantam o cartão vermelho para a dupla Arns e Richa durante assembleia da APP-Sindicato; em fevereiro, no início do ano letivo, educadores vão promover campanha de desobediência civil ao implantar, na marra, os 33% de hora-atividade dentro das 2,1 mil escolas da rede pública estadual; os tucanos vêm descumprindo a Lei Nacional do Piso do Magistério e aplicando sucessivos calotes na categoria, que reclama R$ 80 milhões de atrasados.

Por unanimidade, professores e funcionários de escolas levantam o cartão vermelho para a dupla Arns e Richa durante assembleia da APP-Sindicato; em fevereiro, no início do ano letivo, educadores vão promover campanha de desobediência civil ao implantar, na marra, os 33% de hora-atividade dentro das 2,1 mil escolas da rede pública estadual; os tucanos vêm descumprindo a Lei Nacional do Piso do Magistério e aplicando sucessivos calotes na categoria, que reclama R$ 80 milhões de atrasados.

A desobediência civil vai chegar à s escolas paranaenses já no primeiro dia de aula letivo de 2014, conforme calendário de lutas aprovado em assembleia da APP-Sindicato. Já que o governo Beto Richa (PSDB) não implanta os 33% da hora-atividade, de acordo com a Lei Nacional do Piso do Magistério, professores a farão valer na prática nos dias 11, 19, 27 de fevereiro e 07 de março. ... 

Leia mais