GRANDE DIA! Prisão de Fabrício Queiroz ‘quebra’ o Twitter; confira as repercussões

A prisão de Fabrício Queiroz, pivô de escândalos envolvendo a família Bolsonaro, caiu como uma bomba no meio politico e na imprensa nacional.

“Grande dia” esta entre os assunto mais comentada no Twitter na manhã desta quinta-feira (18). Lideranças da oposição, jornalistas e internautas em geral estão comentando o fato e os detalhes dessa prisão.

Manuela D’Ávila postou uma foto que fez com Caetano Veloso:

Guilherme Boulos comentou: “Grande dia para o Brasil! Menos para a família Bolsonaro e o miliciano Queiroz!”

E foi além: “Se Queiroz abrir a boca, Bolsonaro cai! #FalaQueiroz”

E, por fim, Boulos pergunta: “Por que Queiroz estava morando na casa do advogado de Flávio Bolsonaro?”

O cantor e apresentador China comentou: “Se organizar direitinho cabe a família bolsonaro inteira na cela de Queiroz.”

O jornalista Fabio Pannunzio comentou: “A filha do Queiroz, que já havia dando pistas de estar de saco cheio do banditismo da quadrilha do pai, vai surtar na cadeia. Foi fantasma de Bozo pai. Vai falar o que sabe e também o que não sabe. Imagine a pressão que a família vinha fazendo sobre o estafeta da família Bozo.”

Gleisi Hoffmann também espera que Queiroz conte o que sabe: “Queiroz estava escondido num imóvel de Frederick Wasseff, advogado da família Bolsonaro. Flavio, o senador, disse no ano passado que desconhecia o paradeiro de Queiroz! E agora? #ContaTudoQueiroz

José de Abreu lembrou da relação do ex-presidente Lula e o Sítio de Atibaia. Mais uma das curiosidades do caso:

Zeca Dirceu chamou a atenção para a cobertura das emissoras de TV Brasileiras e anotou que somente Record e SBT tratam de outros assuntos.

O jornalista André Forastieri lembrou que Queiroz estava onde todos imaginavam: escondido pelos Bolsonaro:

Queiroz foi preso na casa do advogado de Flávio Bolsonaro

A Polícia de São Paulo prendeu Fabrício Queiroz nesta manhã de quinta-feira (18), na cidade de Atibaia (SP), em imóvel pertencente ao advogado de Flavio Bolsonaro, Frederick Wassef.

Queiroz, um faz tudo da família Bolsonaro, operava o esquema das “Rachadinhas” no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, que consistia em surrupiar dinheiro de funcionários fantasmas e esquentar o dinheiro roubado em franquias de lojas de chocolate da Kopenhagem e em imóveis no Rio de Janeiro.

Frederick Wassef protegia Queiroz, que conseguiu se esconder por mais de um ano.

O ex-militar é amigo de longa data do presidente Jair Bolsonaro. Se abrir a boca, o estrago vai ser grande para o clã familiar.

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Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi preso na manhã desta quinta-feira (18) em um sítio de Atibaia, interior de São Paulo.

Após 1 ano e sete meses, as autoridades persecutórias (judiciário e polícia) conseguiram responder “Cadê o Queiroz?” ao prenderem o “Rei da Rachadinha”.

Queiroz estava em um imóvel de Frederick Wasseff, advogado de Flávio Bolsonaro, e foi levado para unidade da Polícia Civil no Centro da capital paulista, onde deverá passar por exame de corpo de delito.

Policial Militar aposentado, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada “atípica”, segundo relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf). Ele trabalhou para o filho do presidente Jair Bolsonaro antes de Flávio tomar posse como senador, no período em que ele era deputado estadual no Rio.

Os mandados de busca e apreensão e de prisão contra Queiroz foram expedidos pela justiça do Rio de Janeiro, num desdobramento da investigação que apura esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A prisão foi feita numa operação da Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo.

No Rio, a Polícia Civil faz buscas em um imóvel que consta da relação de bens do presidente Jair Bolsonaro, em Bento Ribeiro, Zona Norte da capital fluminense.

Queiroz foi assessor e motorista de Flávio Bolsonaro até outubro de 2018, quando foi exonerado. O procedimento investigatório criminal do Ministério Público Estadual do RJ que apura as irregularidades envolvendo Queiroz na Alerj chegou a ser suspenso por decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, após pedidos de Flávio Bolsonaro em 2019.

As investigações envolvem um relatório do Coaf, que apontou operações bancárias suspeitas de 74 servidores e ex-servidores da Alerj. Recursos usados para pagar funcionários na Alerj voltavam para os próprios deputados estaduais.

A movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz ocorreu, segundo as investigações, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, incluindo depósitos e saques.

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