Por Esmael Morais

Deputado petista defende na Câmara prisão de Flávio Bolsonaro e Queiroz

Publicado em 14/05/2019

Em discurso contundente em plenário nesta terça-feira (14), o deputado federal Jorge Solla (PT-BA) defendeu a prisão para Fabrício Queiroz e para o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Os dois tiveram o sigilo bancário autorizado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ontem (13). Queiroz, que foi assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio, é acusado de fazer movimentações bancárias suspeitas. “Prisão para o Queiroz, prisão para Flávio Bolsonaro e devassa desse clã”, pediu o deputado.

LEIA TAMBÉM:
Por que Temer é diferente de Lula?

Solla destacou que finalmente o Ministério Público resolveu pedir a quebra do sigilo bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro, de Fabrício Queiroz e “de toda a quadrilha que povoou as assessorias do presidente Bolsonaro, dos seus filhos e de toda a família que se locupletou durante anos do espaço público, articulando a penetração das milícias nesses espaços”.

O interessante, continuou o deputado baiano, é que agora que finalmente resolvem investigar as contas bancárias dos dois, o sigilo fiscal também é derrubado. “E a imprensa já divulga que o Ministério Público pode pedir a prisão de Queiroz. Parece piada de mau gosto. São meses que as denúncias estão aí, são meses que as provas estão aí, as contas bancárias (…)”.

Jorge Solla enfatizou ainda que o presidente, que ele chama de “Bozo”, durante 27 anos usou a Câmara, para “tirar dinheiro dos seus assessores, para se locupletar”. E complementa: “Ele [Bolsonaro] ensinou o caminho a seus filhos, botou o Queiroz para gerenciar o laranjal, e agora o Queiroz desaparece e ninguém acha, ninguém viu.”

Na avaliação do deputado, era claro que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, não ia localizar o Queiroz. “Um ministro como o Moro, que teve o desplante de, como juiz, fazer a condução coercitiva do ex-presidente [Lula] sem ele ter sido chamado para depor, ele, [Moro] agora, como ministro da Justiça é a blindagem do Queiroz”, criticou.

Para Jorge Solla, ao não comparecer para depor, Queiroz faz pouco caso do Judiciário e “se utiliza do fato de que o seu sócio está na Presidência da República”. E concluiu afirmando que “não podemos permitir que isso aconteça”.

Quebra do sigilo
A quebra de sigilo bancário de Queiroz e Flávio Bolsonaro foi autorizada para o período de janeiro de 2007 a dezembro de 2018. A decisão se estende às suas respectivas famílias e empresas, além de alcançar outros 88 ex-funcionários, seus familiares e empresas a eles relacionadas.

Entre os ex-funcionários que tiveram o sigilo quebrado pela Justiça estão Danielle Nóbrega e Raimunda Magalhães, irmã e mãe do ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega, tido pelo Ministério Público do Rio como o homem-forte do “Escritório do Crime”, organização de milicianos suspeita de envolvimento no assassinato da vereadora de Marielle Franco.

O ex-policial, hoje foragido, já chegou a ser homenageado por Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Assista:


As informações são da Liderança do PT