29 de outubro de 2015
por admin
19 Comentários

Coluna do Reinaldo de Almeida César: Não há corruptos no Paraná?

Reinaldo de Almeida César*

O Paraná é um estado maravilhoso.

É indisfarçável nosso orgulho de sermos paranaenses, mesmo nestes tempos tristes e bicudos de agressão a professores e fechamento de escolas públicas.

Ao lado dos seus belíssimos recursos naturais, do seu recorte com abundantes bacias hidrográficas e de generosos relevo e clima, o Paraná é um mosaico de diversidade étnica e cultural, o que explica, na perspectiva histórica, muito da nossa admirada organização social.

Cada região tem suas características próprias, fruto de seu processo de colonização.

Todo o norte do Paraná – em especial, Londrina – tem como traço característico abrigar gente boa, honesta, trabalhadora e, sobretudo, uma comunidade muito informada e politizada.

Não sem razão, grandes lideranças políticas e democráticas ocuparam o cenário nacional, dando os primeiros passos em Londrina, a exemplo de Olivir Gabardo, Helio Duque, Alvaro Dias, Oswaldo Macedo, Leite Chaves, José Tavares, além do sempre lembrado Richa, pai.

Na semana que passou, esta mesma sociedade londrinense, crítica e atuante, resgatou seus melhores valores cívicos e, com muito espírito crítico, fez um verdadeiro emparedamento do governo, cobrando soluções na área da segurança pública.

Nada menos que 75 entidades da sociedade civil organizada, na sequência de numerosa reunião ocorrida na Câmara de Vereadores, assinaram uma Carta Aberta onde desnudam a precariedade do governo no setor, naquela importante região.

É de bom tom, ao se receber uma missiva, respondê-la. Com a palavra, pois, o governo.

***

Já que falamos no magistério estadual, tão agredido fisicamente e que continua sendo vilipendiado de todas as formas na via moral, já com profundas cicatrizes no corpo e na alma, registro a conclusão, pela Polícia Militar, do inquérito policial militar que apurou a tragédia do 29 de abril.

Eu já havia defendido, aqui no Blog do Esmael, que nada havia de errado com o adiamento da entrega do relatório final, contrastando com a desconfiança de muitos.

Conforta-me saber, agora, que o IPM foi muito bem conduzido técnica e juridicamente.

A PM tem razão em torná-lo sigiloso, pois assim determina o Código de Processo Penal Militar.

Importa ressaltar, no entanto, que a apuração dos fatos neste