22 de Maio de 2015
por esmael
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Presença de “interventor do PSDB nacional” nas finanças do PR amplia crise no governo Richa

O impasse na data-base do funcionalismo público estadual, potencializado pela intransigência e truculência do governador Beto Richa (PSDB), está empurrando os servidores para uma greve geral sem precedentes na história do Paraná. O movimento pode paralisar por completo, a partir da semana que vem, um governo que já vinha combalido pela inoperância e incompetência dos seus comandantes.

Além dos professores e servidores da rede pública de ensino e dos professores e servidores das universidades estaduais, que já estão em greve há três semanas, o movimento só tende a crescer.

Neste sábado (23), a greve geral terá a adesão dos agentes penitenciário; a partir de segunda-feira (25) param os servidores das secretarias de Agricultura e Meio Ambiente, além dos servidores da parte administrativa das penitenciárias estaduais. Esse contingente de braços cruzados representa aproximadamente 80% do serviço público estadual.

O governador se recusa a negociar uma diferença de 3,17 pontos percentuais na reposição das perdas do ano na data-base dos servidores. Ou seja, uma margem pequena, que em situações normais de negociação trabalhista seria dirimida rapidamente. A APP-Sindicato até pediu ontem (21) ‘intervenção federal’ no imbróglio, dada a incompetência do tucanato para solucionar a crise.

Fora a data-base, o secretário da Fazenda importado, Mauro Ricardo Costa acena com a venda de ‘fatias’ da Copel e da Sanepar, antecipação de renovação de concessões de pedágio, entre outras formas de fazer caixa a qualquer custo. Tudo isso poucos dias após a aprovação do confisco da previdência dos servidores. Será que a crise financeira do Paraná é tão séria? Quem entende dos números garante que não.

Aliás, não é à toa que os servidores em greve estão apertando o cerco em torno do secretário Mauro Ricardo, da secretaria e das delegacias da Receita Estadual. Pois é a Receita/Fazenda estadual o foco das principais denúncias de corrupção do governo, bem como a origem das ordens de arrocho, calote e confisco do governo contra seus servidores.

Mas se Mauro Ricardo foi “importado” da Bahia para “resolver” os problemas de caixa no governo, por que ele não está à frente das negociações e encaminhamentos salariais e de benefícios do funcionalismo?

Há quem afirme que Mauro Ricardo foi designando pelo núcleo duro do PSDB nacional como um “interventor” no governo paranaense para fazer caixa e bancar projetos futuros dos tucanos.

O atual xerife das finanças paranaense fora indicado a dedo pelos cardeais nacionais do PSDB, entre eles o senador José Serra, ex-governador de São Paulo, e o senador mineiro Aécio Neves. Os dois parlamentares tucanos são, inclusive, os principais conselheiros de Richa nesse momento de turbulências políticas no Paraná.

Na realidade, não existiria a tal crise financeira no Estado. Os sucessivos calotes em fornecedores e servidores foram feitos de caso pensado visando passar a ideia de um Estado quebrado, precisando de socorro. Seria a prerrogativa para ampliar o saque, implementando o confisco nas aposentadorias, congelando o salário dos servidores, e tudo mais que estamos acomp