29 de julho de 2014
por Esmael Morais
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Deputado Kielse denuncia “mutreta” na duplicação da Rodovia dos Minérios

A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou há duas semanas a toque de caixa, sem muito debate, antecipação de crédito ao governo do estado de cerca de R$ 250 milhões do “lucro presumido” do Grupo Votorantim. O objetivo seria a duplicação do trecho de 30 km da Rodovia dos Minérios — a PR-092 — que liga Curitiba ao município de Rio Branco do Sul.

Além de o estado abrir mão da receita pelos próximos 30 anos, os municípios também ficarão sem os 25% do ICMS que a empresa gera aos municípios de Rio Branco do Sul, Almirante Tamandaré e Itaperuçu.

O deputado estadual Cleiton Kielse (PMDB) vê mutreta no projeto de duplicação da rodovia. Segundo ele, a obra tem como objetivo principal atender à  ampliação do forno 9 da Votorantim, que aumentará em mais de dois mil o fluxo diário de caminhões na região.

“O governo do Paraná vai usar ICMS atual, não futuro, que tira arrecadação do estado para a empresa investir nela mesmo”.

Segundo o parlamentar, a lei aprovada na Assembleia é inconstitucional porque faz todos os 399 municípios paranaenses, que têm empresas de médio porte, perderem receita de ICMS. “Tem que fazer nova licitação para essa duplicação, sem os vícios, além de realizar uma auditoria do Ministério Público e Tribunal de Contas no que já foi gasto com projetos da obra na PR-092”, disse Kielse.

O deputado denuncia que o projeto estrutural da obra era inicialmente orçado em R$ 2 milhões, mas acabou saindo por R$ 8 milhões. E que a execução da obra custaria R$ 80 milhões, mas acabará custando até R$ 250 milhões.

Acerca da obra

A obra de duplicação está prevista para começar no fim da Rua Mateus Leme, em Curitiba, e seguir até a Estrada dos Romeiros, em Itaperuçu, e o acesso ao pátio da Votorantim. Também está prevista a duplicação de três quilômetros da rodovia dentro da Capital e 19,7 quilômetros do traçado que passa por Almirante Tamandaré e Itaperuçu. A obra chegará à  entrada de Rio Branco do Sul, até o cruzamento ferroviário.

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13 de novembro de 2013
por Esmael Morais
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Marina seduz empresários e convoca ‘black blocs’ de volta à s ruas

com Brasil 247Provável candidata à  vice-presidência na chapa do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, a ex-senadora Marina Silva (PSB) tem reunido empresários a fim de articular uma dura crítica contra a gestão econômica da presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014. Influentes nomes já davam apoio à  ex-ministra de Lula durante o processo de criação de seu partido, a Rede Sustentabilidade, e agora acompanham Marina em seu novo projeto.

Nesta terça-feira, ela organizou um café da manhã, com o apoio do Itaú, reunindo um grupo de pesos pesados de diversos setores da economia: Roberto Setubal, do Itaú, Candido Bracher, do banco de atacado Itaú BBA, Abilio Diniz, presidente do conselho da BRF, Fábio Ermirio de Moraes, da Votorantim, Carlos Pires, presidente da rede de farmácias Drogasil, Waldemar Verdi, da Rodobens, Daniel Feffer, da Suzano, e Rubens Ometto, da Cosan.

Um dos maiores sinais de insatisfação do empresariado contra Dilma foi a informação, da jornalista Mônica Bergamo, de que Abilio Diniz, considerado um dos empresários mais próximos ao Planalto, teria se afastado do governo. Do outro lado, a presidente estaria atendendo a diversas demandas dos empresários. Somadas, medidas como a redução da energia e a desoneração da folha de pagamento teriam dado um gasto de R$ 110 bilhões ao governo.

Em recentes reuniões e seminários com importantes presidentes de companhias, Marina Silva tem acusado Dilma de desmontar o tripé econômico !“ superávit fiscal, câmbio flutuante e metas de inflação !“ agenda do ex-presidente FHC, algo que pode impactar nos investimentos em programas sociais. As críticas tanto de Marina quanto dos próprios empresários têm irritado a presidente, que deu declarações rebatendo o discurso da ex-senadora.

Em paralelo, Marina organiza novas manifestações no ano que vem, segundo ela, para “recolocar as coisas em seu devido lugar”. Em Londrina, no Paraná, ela disse contar com um ressurgimento dos protestos de rua para que a eleição não seja discutida apenas entre PT e PSDB. “Tenho certeza de que as mobilizações de junho vão ressurgir colocando as coisas no seu devido termo”, disse. Declaração sugere que os atos organizados em junho — e depois pelos ‘black blocos’ — tiveram exclusivamente a intenção de tirar o PT do comando.

Pedro Piccolo Contesini, membro da Comissão Executiva Nacional da Rede Sustentabilidade, partido que Marina tentava criar, foi um dos líderes dos atos de vandalismo que chocaram o país no dia 20 de junho, quando o Itamaraty foi depredado em Brasília (clique aqui para relembrar).

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