7 de agosto de 2015
por esmael
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Propaganda de austeridade de Richa desmente seu próprio governo

caixabDesde o início da semana, propagandas do governo do estado do Paraná sugerem aos paranaenses que o governo Beto Richa (PSDB) equilibrou as contas e terá dinheiro em caixa. O artifício principal seria o aumento da carga tributária do estado que, segundo o governador, favoreceu a composição dos cofres públicos que há tempos fechavam no vermelho.

Contabilizando um aumento de 89,98% no custo da energia elétrica repassada ao cidadão nos últimos 12 meses, somados ao aumento do ICMS de 12% para 18% em mais de 90 mil produtos no estado, sem esquecer dos 40% de reajuste no IPVA e os 20,5% de reajuste das taxas de água e esgoto somente neste ano, o mais caro do Brasil; o governador comemora a recomposição do caixa nas redes sociais. “O fato é que o ajuste fiscal beneficiou não apenas o Estado, mas também os municípios”, ressalta Richa em sua página no Facebook.

Com o desempenho apresentado, Beto Richa assegura um superávit de R$ 1 bilhão para 2016, o que significa, em meias palavras, dinheiro no caixa. Até aí tudo certo! O problema é que a conta não fecha quando comparados os dados de arrecadação de impostos entre janeiro e agosto de 2014 e no mesmo período em 2015.

De janeiro e agosto de 2014, o estado ultrapassou a marca dos R$ 15 bilhões em arrecadação. Hoje, a receita se mantém muito próxima, perto de R$ 14 bilhões e a conta passa a não fechar. Os dados são da Fazenda Pública, impostômetro e Governo Federal.

A constatação de que receita parecida no ano passado não asseguraram dinheiro em caixa no primeiro semestre de 2015 coloca o próprio governo em contradição. O Paraná iniciou o ano de 2015 com o caixa no vermelho e devendo mais de R$ 6 bilhões a fornecedores em todo o estado. Para “arrumar a casa” a história todo mundo conhece; “tarifaço” na luz, na água, no IPVA, no ICMS, o confisco de R$ 8 bilhões da Paraná Previdência, ato póstumo ao Massacre dos Professores, acompanhados do atraso no pagamento de salários e benefícios dos servidores. Um verdadeiro desastre, avaliaram os mais conceituados economistas do país.