23 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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Líderes vão a Cardozo exigir que FHC seja investigado pela Polícia Federal

do Brasil 247

Um grupo de parlamentares da base aliada, entre eles o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), vai ao Ministério da Justiça na tarde desta terça-feira 23 entregar uma representação que formaliza um pedido de investigação sobre as denúncias que surgiram recentemente envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O documento que será entregue ao ministro José Eduardo Cardozo pede apuração de denúncias feitas pela jornalista Mírian Dutra contra FHC, com quem teve um caso extraconjugal. Mírian foi morar no exterior após ter tido o filho Tomas, de quem FHC fez dois testes de DNA, cujos resultados deram negativo.

Em entrevista recente à imprensa, Mírian revelou que recebia uma mesada de Fernando Henrique, paga por meio de um contrato fictício de trabalho por meio da empresa Brasif, do lobista Fernando Lemos, que era cunhado de Mírian. A jornalista que foi da Globo por 35 anos contou ainda que FHC a forçou a fazer dois abortos.

Logo após as denúncias virem à tona, Cardozo admitiu a possibilidade de a Polícia Federal investigar os repasses do ex-presidente tucano ao exterior. Segundo ele, todos os aspectos que possam envolver uma situação de “eventual ocorrência de delito” no envio de dinheiro ao exterior, por parte de FHC, passarão por “estudo técnico e jurídico”.

Eventuais crimes cometidos por FHC, no entanto, podem já estar prescritos. O artigo 109 do Código Penal estabelece em 20 anos o prazo máximo de prescrição de um crime cuja pena seja superior a 12 anos. Se o acusado tem mais de 70 anos, o tempo de prescrição é reduzido à metade. FHC tem hoje 84 anos.

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22 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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Coluna da Gleisi Hoffmann: Mirian Dutra, o fio da meada

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Gleisi Hoffmann*

À parte o drama pessoal, o fato é que o relato público de Mirian Dutra sobre sua relação com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, expõe uma intrincada relação entre interesses privados sustentados por favores públicos na era tucana do poder. Por isso, como diz o ditado popular, esse é apenas o fio da meada, que se puxado com vontade, desmancha todo o novelo.

Mirian foi contratada por uma empresa instalada nas Ilhas Cayman, um paraíso fiscal, a Eurotrade. Essa empresa pertencente à Brasif, grupo que operou por muitos anos os free shops no Brasil, lojas sem impostos para produtos estrangeiros. Importante anotar que essa exploração comercial, mesmo concentrando-se em aeroportos públicos, não foi licitada.

Mirian também alega que nunca trabalhou, apenas recebia da empresa e que o pagamento era feito com dinheiro ou a pedido do ex-presidente para complementar seu salário na Rede Globo, que havia sido reduzido depois que estava no exterior. Também informa que seu filho ganhou um apartamento do ex-presidente FHC na Espanha.

O ex-presidente nega que tenha enviado dinheiro à Brasif ou que tenha pedido para ela pagar Mirian. Nega também que o filho é seu por dois exames de DNA feitos com resultados negativos. Perguntas que não querem calar: por que dar um apartamento para alguém que não era seu filho? Por que ajudar a sustentá-lo? Qual a origem dos recursos do ex-presidente para comprar um apartamento desses, uma fazenda no interior de Minas e apartamento em Paris? Sociólogo e professor universitário, nunca constou que tinha recebido grande herança de família. Por que uma empresa com negócios no Brasil e bem relacionada com o poder contrata uma jornalista que não lhe entrega serviço algum?

Mirian continua e coloca seu cunhado e a irmã no caso. Segundo ela, a irmã, Margrit Dutra Schmidt era dona da Polimídia, uma empresa de lobby em sociedade com o marido, Fernando Lemos, que cresceu nos anos 90, com a venda de serviços de gestão de crise e era chamada de “a cunhadinha do Brasil”. Funcionária pública sem nenhuma expressão, tem um patrimônio muito grande. Só o terreno dela, em Trancoso, segundo Mirian, vale mais de 1 milhão de reais. Tem c Leia mais

20 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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“FHC comprou a mídia, a reeleição e a namorada”, diz Requião

do Brasil 247

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) usou as redes sociais neste sábado, 20, para criticar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) pelo suposto esquema ilegal que utilizou para sustentar a ex-amante Mirian Dutra.

“Ele é comprador juramentado e militante, comprou a namorada, a reeleição e a mídia? O famoso quem? Diga aí! Mas vendeu o Brasil?”, escreveu Requião no Twitter.

Em entrevista à revista BrazilcomZ e à Folha de S. Paulo, a jornalista Mirian Dutra revelou que Fernando Henrique, enquanto presidente da República, utilizou empresa concessionária, a Brasif Importação e Exportação, para enviar dinheiro para o exterior, por meio de uma offshore aberta em paraíso fiscal, para Mirian, numa espécie de pensão camuflada para o filho que ele acreditava ser dele.

Sobre “ter comprado” a mídia, Requião refere-se ao fato de FHC ter se associado ao ex-editor da revista Veja Mario Sérgio Conti para fraudar uma notícia com o objetivo de mentir ao País sobre a gravidez de Mirian Dutra, afirmando que o filho que ela esperava era de um biólogo.

O senador peemedebista se referia à articulação do ex-presidente tucano por meio de compra de votos de parlamentares que garantiu à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que garantiu sua reeleição em 1998.

Como bem lembrado pela jornalista Nathalí Ma Leia mais

18 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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FHC pagou ex-amante no exterior e bancou abortos com empresa laranja

do Brasil 247

Após quebrar o silêncio de 30 anos sobre sua relação extraconjulgal com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a jornalista Mirian Dutra afirma que o tucano mandava dinheiro para ela e seu filho, Tomas Dutra, no exterior, através da empresa Brasif S.A. Exportação e Importação.

Em entrevista à colunista Mônica Bergamo, ela afirma que a transferência foi feita por meio da assinatura de um contrato fictício de trabalho, celebrado em dezembro de 2002 e com validade até dezembro de 2006.

“Eu não quero morrer amanhã e tudo isso ficar na tumba. Eu quero falar e fechar a página”, afirma.

No contrato com a Eurotrade Ltd., empresa da Brasif com sede nas Ilhas Cayman, a jornalista deveria prestar “serviços de acompanhamento e análise do mercado de vendas a varejo a viajantes”, fazendo pesquisas “tanto em lojas convencionais como em duty free shops e tax free shops” em países da Europa.

“Eu trabalhava na TV Globo e tive um corte de 40% no salário em 2002. Me pagavam US$ 4.000. Eu estava superendividada, vivia de cartões de crédito e fazendo empréstimo no banco. Me arrumaram esse contrato para pagar o restante”, afirma Mirian, que disse que “jamais pisou” em uma loja convencional ou em um duty free para trabalhar.

O acordo foi mediado pelo lobista Fernando Lemos, morto em 2012, que era casado com Margrit Dutra Schmidt, irmã de Mirian.

“Ele (FHC) me contou que depositou US$ 100 mil na conta da Brasif no exterior, para a empresa fazer o contrato e ir me pagando por mês, como um contrato normal. O dinheiro não saiu dos cofres da Brasif e sim do bolso do FHC”, diz. “Por que ninguém nunca investigou isso? Por que ninguém nunca investigou as contas que o Fernando Henrique tem aqui fora?”, questionada Miriam.

O empresário Jonas Barcellos, dono da Brasif, não nega o acerto. Mas diz não se lembrar de detalhes.

Em nota, FHC negou que tenha utilizado a empresa Brasif S.A. Exportação e Importação para enviar recursos para ajudar a jornalista. Ele admite, no entanto, manter contas no exterior, ter mandado dinheiro para Tomás e ter lhe presenteado recentemente com um apartamento de € 200 mil em Barcelona, na Espanha.

Em trechos de outra entrevista concedida à colunista Natuza Nery, Miriam relata detalhes do seu sofrimento na época: “Quando disse que estava grávida, ele disse “você pode ter este filho de quem você quiser, menos meu”. Eu falei: “não acredito que estou escutando isso de uma pessoa que está há seis anos comigo”. Ela revela ter feito outros a Leia mais