25 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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Gerdau é alvo da 6ª fase da Operação Zelotes da Polícia Federal

do Brasil 247

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (25) mais uma fase da Operação Zelotes, tendo como alvo é a empresa Gerdau (GGBR4). A siderúrgica éinvestigada por suposta compra de decisões no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).

A PF cumpre 18 mandados de busca e apreensão e 20 de condução coercitiva (quando a pessoa presta depoimento na delegacia e depois é liberada) no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e no Distrito Federal. Nenhum mandado é de prisão. Um dos mandados de condução coercitiva é para o presidente do Conselho Consultivo do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau.

Ele também é integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico, o “Conselhão”, ligado à Presidência da República.

A suspeita é que o grupo tenha tentado interferir no Carf no pagamento de multas que somariam R$ 1,5 bilhão. A PF está nos endereços da empresa cumprindo mandado de busca.

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5 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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‘Custo Beto Richa’ também espanta a Bosch, que se manda para Índia. O melhor está por vir?

O gerente de recursos humanos da Bosch Curitiba, Duilo Damaso, em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, edição desta quinta-feira (5), afirmou que um dos motivos da empresa se transferir para a Índia, no continente asiático, são os custos da produção “em especial no Paraná”.

“Mas é fato que os custos de produção no Brasil, e em especial no Paraná, sofreram acréscimos nos últimos anos muito acima do resto do mundo”, disse o gerente ao repórter Fernando Jasper. A Bosch deverá perder a produção da bomba injetora VE para os indianos.

O ‘custo Beto Richa’ há tempos já é debatido no âmbito da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), por exemplo. Esse custo é recheado com pedágio, tarifas de água e luz, ICMS, dentre outros impostos elevados pelo governador tucano.

Ainda de acordo com a reportagem da Gazeta, em setembro último, a Bosch fechou a subsidiária Metapar na capital paranaense, que fabricava peças usinadas para bombas injetoras a diesel. O encerramento custou 145 postos de trabalho.

Resta na planta da Bosch, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), cerca de 2 mil funcionários. Em 2011, eram 4,6 mil postos de trabalho.

Há exatamente um ano, o metalúrgico Nelsão de Souza, presidente da Força Sindical do Paraná, acusou o governador Beto Richa de “espantar” empresas do estado. Na época, a Gerdau anunciou que fecharia as portas depois de 43 anos de atividades. Foram sacrificados mais 400 empregos.

Os trabalhadores paranaenses perguntam a Beto Richa: “O melhor está por vir?”

Promotores do Gaeco, braço policial do Ministério Pública, desconfiam que o Paraná só é competitivo para o Nakano e Luiz Abi.

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30 de setembro de 2015
por Esmael Morais
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Beto Richa é citado em e-mails apreendidos da Lava Jato; tucano recebeu dinheiro maldito

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), recebeu R$ 580 mil para a campanha eleitoral de 2010 de empresas investigadas pela operação Lava Jato. As doações coincidem com e-mails apreendidos pela Polícia Federal na sede da construtora Odebrecht, em São Paulo, no mês de junho deste ano.

Segundo prestação de contas no Superior Tribunal Eleitoral (TSE), o tucano recebeu R$ 580 mil em doações de ao menos duas empresas que receberam e-mails da secretária de Marcelo Odebrecht, Darci Luz, a Bunge e a Gerdau.

Richa não é formalmente investigado pelo juiz Sérgio Moro, mas desde abril deste ano o Blog do Esmael vem relatando que a Lava Jato ronda o Palácio Iguaçu.

Em julho passado, o doleiro Aberto Youssef, principal delator preso pela operação Lava Jato, prestou depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR) sobre esquema que teria irrigado a campanha de reeleição do governador Beto Richa.

As investigações do Ministério Público Federal fizeram “conexão” com a Operação Publicano, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), braço policial do Ministério Público do Paraná.

O fio da meada seria o repasse de R$ 2 milhões, por auditores fiscais da Receita Estadual, à campanha tucana por meio de caixa 2. O dinheiro teria origem na cobrança de propina no órgão fazendário.

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