28 de Fevereiro de 2016
por esmael
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Elisane Fank: Concepção neoliberal da educação no lamentável governo Richa

Elisane Fank*

Discutir Gestão Democrática na escola pública pressupõe antes de mais nada conceber o que é democrático, o que é público e, para tal, a própria concepção de gestão do e no Estado. Este entendimento, ao que pareceu na Semana Pedagógica dos profissionais da educação do Paraná de 2016, passa ao largo dos gestores que estão na Secretaria de Estado da Educação e pior na própria Coordenação de Gestão Escolar da SEED.

Digo isso do lugar de onde falo: Sou pedagoga da escola pública há mais de 20 anos e na gestão do ex-governador estava à frente das formações continuadas, das saudosas Jornadas Pedagógicas e das Semanas Pedagógicas.

Lamentável o visível retrocesso a uma concepção de gestão Gerencialista, tecnicista e empresarial que, nada menos, expressa que a materialização de um governo organicamente conservador.

Os rasos materiais enviados às escolas para a Semana Pedagógica de 2016 não somente expressam a base conceitual do governo neoliberal como, na mesma esteira de concepção, subestimam de forma aviltante a categoria dos profissionais da educação.

Não pretendo aqui reafirmar o que o conjunto de professores já manifestou nos atos de repúdio vindos dos municípios e grande parte das escolas que, com razão, denunciaram a falta de organização, a terceirização do trabalho da SEED e dos NREs às escolas e a banalização do material encaminhado. O que pretendo é identificar o espaço que existe entre o dito, o pretendido e o feito por parte da SEED e, mais diretamente, a própria concepção de estado no lamentável governo Richa.

O dito: gestão democrática; o pretendido: fomentar a cultura de participação dentro das escolas e o feito: desresponsabilização do papel do Estado.

O que os gestores da SEED não se preocuparam ou não puderam se preocupar é com a base conceitual que distingue gestão democrática e gestão compartilhada.

É democrático na escola pública socializar o conhecimento produzido na história da humanidade a todos os envolvidos no processo. Quando se concebe o público entende-se que concepção de gestão passa pela concepção de estado que tem a responsabilidade de garantir direitos que, por sua vez, são públicos. A educação é direito subjetivo e inalienável. Mas isto só pode ser afirmado pela gestão de um estado quando este mesmo tem o compromisso com a formação continuada, com a socialização do conhecimento, com a valorização dos profissionais da educação e com o fomento de políticas públicas.

Não é o que ocorre neste estado e isto se ret

15 de Fevereiro de 2016
por admin
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Falta de merenda e obras suspensas vão tumultuar início do ano letivo de 2016, denuncia APP-Sindicato

O ano letivo de rede pública estadual de ensino do ano 2016 terá início dentro de duas semanas, no próximo dia 29 de fevereiro. Nos dias 22, 23 e 24 haverá a semana pedagógica, e os dias 25 e 26 estão reservados para planejamento escolar. Também no próximo dia 22, tomam posse os diretores e diretoras eleitos no ano passado.

Mas as escolas estão em pleno funcionamento desde o começo de fevereiro, por conta da reposição das aulas das duas greves dos professores e servidores ocorridas no ano passado.

O Blog do Esmael conversou com a professora Walkíria Olegário Mazeto, Secretária Educacional da APP-Sindicato, para saber como está a situação das mais de duas mil escolas estaduais para esse recomeço.

Sobre a distribuição das aulas, Walkíria afirmou que persiste o problema do fechamento de turmas por parte do governo, grande parte em escolas do campo e de formação profissional. O fechamento de turmas ocorre em cascata, sempre reduzindo o número de turmas iniciais. A secretária informou que o número de turmas fechadas é menor que nos anos anteriores, e que a APP vem recorrendo à SEED para a manutenção das turmas.

Sobre a merenda, o governo do estado publicou o edital para compra dos alimentos para 2016 somente no final da semana passada. Este atraso deverá causar falta de comida nas escolas nos primeiros meses.

Além disso, o estado reduziu ao mínimo da lei a aquisição de produtos da agricultura familiar dando preferência a compra dos grandes produtores. Essa opção, apesar de econômica, causa forte impacto nos pequenos municípios, além de prejudicar a qualidade da merenda.

Sobre a situação física das escolas a realidade é bastante preocupante. Devido aos desvios de recursos para construção e reformas de escolas estaduais, investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na operação Quadro Negro, todas as reformas e construções de escolas estaduais foram suspensas e passam por auditoria.

O resultado é dramático, pois os recursos são federais e o dinheiro têm prazo para ser utilizado. Caso contrário o dinheiro tem que ser devolvido. As obras demoram mais de um ano para serem aprovadas, pois os processos tramitam em diversos órgão federais. Ou seja, a corrupção no governo Beto Richa (PSDB) está causando um prejuízo que vai muito além do dinheiro desviado.

Professora Walkíria citou o c