15 de Fevereiro de 2017
por esmael
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A caótica volta às aulas no Paraná; assista

O deputado Tadeu Veneri (PT-PR), líder da oposição na Assembleia Legislativa, denunciou nesta quarta-feira (15) o caótico retorno às aulas na rede pública do Paraná. As escolas não tiveram condições de iniciar o ano letivo de 2017.

28 de Fevereiro de 2016
por esmael
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Paixão: De volta às aulas. Mais um ano difícil para a educação do Paraná

Professor Paixão*

Nesta segunda-feira, dia 29 de fevereiro iniciam-se as aulas nas mais de 2.100 escolas da rede pública estadual do Paraná. A expectativa para o início do ano letivo é grande, tanto para os (as) trabalhadores (as) em educação quanto para a sociedade em geral. Ainda mais, após a tragédia ocorrida no ano passado, onde de forma irresponsável o governo do Paraná, ultrapassando todas as barreiras do bom senso, colocou a educação e os educadores em uma situação vexatória. O Brasil e o mundo viu com tristeza e revolta a violência bélica, militar e psicológica, em praça pública, cometida contra os (as) educadores(as) e servidores(as) públicos(as). O dia 29 de abril não será esquecido.

Na expectativa de iniciar um ano letivo mais tranquilo e com menos tribulações voltamos para as escolas na última segunda-feira, dia 22, na chamada Semana Pedagógica, a fim de participar das atividades de formação continuada organizadas pela Secretaria Estadual de Educação, e principalmente planejar as ações para o ano letivo.

Desrespeito aos educadores – Infelizmente, a Semana Pedagógica mostrou um governo desorganizado, sem uma política educacional definida e desrespeitoso com os  educadores. O programa de formação foi recebido como uma afronta à memória e a dignidade dos (as) educadores (as) . A máxima “faça o que eu digo e não faça o que faço” nunca foi tão presente. Ao indicar como temas para os primeiros dias da formação, “a educação de direitos humanos” e “participação social”, o governo tentou apagar a forma como violentou os direitos humanos dos(as) educadores(as) e o direito da participação social da categoria em greve.  No mínimo, um pedido de desculpas deveria ser efetuado no início dos trabalhos da semana. Se não bastasse isto, em um dos vídeos apresentados pela Seed, há uma nítida promoção pessoal do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, um dos corresponsáveis pelo massacre cometido contra os (as) educadores (as) e servidores(as) públicos do Paraná.

Estamos iniciando o ano com fortes ameaças de perdas de direitos. Em nível nacional, paira sobre nós a possibilidade de mais uma reforma da previdência. Em nível estadual, o governo do Paraná sinaliza a disposição de alterar direitos do Plano de Carreira do Professor. Já neste ano, com sua política de redução de investimentos na área da educação, o governo do Paraná fechou turmas e, consequentemente, diminuiu o número de professores e funcionários. Em 2016 teremos mais salas de aula superlotadas e menos profissionais para realizar o trabalho pedagógico na escola. Teremos neste ano milhares de professores e professoras desempregados. Para além disto, nos traz revolta as denúncias de desvio dos recursos de construção de escolas. Além de crime, o desvio destes recursos é desumano. Boa parte de nossas escolas não possui infraestrutura adequada para atender bem nossos estudantes. Estes desvios precisam ser investigados, doe a quem doer.

Espero que o governo contribua para que tenhamos um bom ano letivo. Não exigimos muito. Basta que o governo cumpra a Lei: aplique na nossa tabela salarial, o valor do Piso Nacional do Professor, ( índice de 7,75% estendido também aos funcionários) pague os avanços em atraso de carreira para professores e funcionários, nomeie os aprovados em concurso público, realize novos concursos públicos, implemente o cargo de 40 horas, altere a legislação estadual em relação aos dos contratos PSSs, garanta uma política de proteção e atendimento à saúde dos(as) educadores(as), corrija o enquadramento de aposentados e, especialmente, que  não ouse ret

28 de Fevereiro de 2016
por esmael
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Elisane Fank: Concepção neoliberal da educação no lamentável governo Richa

Elisane Fank*

Discutir Gestão Democrática na escola pública pressupõe antes de mais nada conceber o que é democrático, o que é público e, para tal, a própria concepção de gestão do e no Estado. Este entendimento, ao que pareceu na Semana Pedagógica dos profissionais da educação do Paraná de 2016, passa ao largo dos gestores que estão na Secretaria de Estado da Educação e pior na própria Coordenação de Gestão Escolar da SEED.

Digo isso do lugar de onde falo: Sou pedagoga da escola pública há mais de 20 anos e na gestão do ex-governador estava à frente das formações continuadas, das saudosas Jornadas Pedagógicas e das Semanas Pedagógicas.

Lamentável o visível retrocesso a uma concepção de gestão Gerencialista, tecnicista e empresarial que, nada menos, expressa que a materialização de um governo organicamente conservador.

Os rasos materiais enviados às escolas para a Semana Pedagógica de 2016 não somente expressam a base conceitual do governo neoliberal como, na mesma esteira de concepção, subestimam de forma aviltante a categoria dos profissionais da educação.

Não pretendo aqui reafirmar o que o conjunto de professores já manifestou nos atos de repúdio vindos dos municípios e grande parte das escolas que, com razão, denunciaram a falta de organização, a terceirização do trabalho da SEED e dos NREs às escolas e a banalização do material encaminhado. O que pretendo é identificar o espaço que existe entre o dito, o pretendido e o feito por parte da SEED e, mais diretamente, a própria concepção de estado no lamentável governo Richa.

O dito: gestão democrática; o pretendido: fomentar a cultura de participação dentro das escolas e o feito: desresponsabilização do papel do Estado.

O que os gestores da SEED não se preocuparam ou não puderam se preocupar é com a base conceitual que distingue gestão democrática e gestão compartilhada.

É democrático na escola pública socializar o conhecimento produzido na história da humanidade a todos os envolvidos no processo. Quando se concebe o público entende-se que concepção de gestão passa pela concepção de estado que tem a responsabilidade de garantir direitos que, por sua vez, são públicos. A educação é direito subjetivo e inalienável. Mas isto só pode ser afirmado pela gestão de um estado quando este mesmo tem o compromisso com a formação continuada, com a socialização do conhecimento, com a valorização dos profissionais da educação e com o fomento de políticas públicas.

Não é o que ocorre neste estado e isto se retrata na base teórica ou na falta total dela nos textos e vídeos encaminhados pela SEED para que a equipe pedagógica cumpra “tarefeiramente” seu papel de repasse e de preenchimento de planilhas e tabelas repetidas ano a ano que unicamente responsabilizam a

8 de Março de 2015
por esmael
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Sob o signo da desconfiança, educadores definem fim da greve! em assembleia desta segunda-feira

Milhares de professores e funcionários de escolas da rede pública estadual voltarão amanhã à  Vila Capanema, estádio do Paraná Clube, em Curitiba, a partir das 8h30, para decidir pelo fim da greve. O movimento paredista completará um mês nesta segunda-feira (9).

O comando geral da greve da APP-Sindicato deverá encaminhar proposta pelo retorno à s aulas, haja vista que o governo do estado assinou na última sexta (6) carta-compromisso! com os educadores numa reunião mediada pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

O Blog do Esmael prospectou que o término da greve não é unanimidade entre os grevistas, mas o movimento já causa certa fadiga! na linha de frente e na base.

Há um sentimento na categoria de que é melhor encerrar na alta! e preservar o apoio de 90% dos paranaenses à s reivindicações da educação. Se precisar voltar [à  greve] é mais fácil!.

Entre os educadores prevalece o clima de desconfiança em relação ao governador Beto Richa (PSDB). Ainda permanecem na memória de professores e funcionários de escola os calotes do tucano cujos compromissos foram assumidos durante a greve de abril do ano passado.

Na época, em entrevista a uma emissora de televisão nacional, Richa debochou dos educadores ao classificar a greve de uma semana como uma grevezinha!.

à‰ importante ressaltar que nesta jornada a educação impôs derrotas estratégicas a Beto Richa. A principal delas foi jogar na lata de lixo o entulho da Comissão Geral! que lhe permitia acionar o tratoraço! na Assembleia Legislativa. A segunda foi obrigar o tucano calçar as sandálias da humildade!, pois o embate arrancou-lhe a popularidade de maneira incrível.

Também não é de somenos os recuos do governador nas demandas pontuais, tais como registra a APP-Sindicato: Decreto garante nomeação de 1015 pedagogos!; PDE: Resolução da SEED estabelece nova turma para 2o semestre!; Fundo Rotativo: Governo deposita R$ 8 milhões referente atrasados de 2014!³; e Desistência da fusão da Previdência e do Pacotaço!.