18 de dezembro de 2015
por admin
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2015, o ano que teima não terminar para os educadores do Paraná

O ano de 2015 é aquele que os trabalhadores na educação do Paraná estão torcendo para que termine logo, mas ele teima em não chegar ao fim. O objetivo dos profissionais do magistério é carregado da simplicidade de apenas virar a página para seguir em frente, após aquela “zerada” necessária que somente umas boas férias proporcionariam.

Proporcionariam, pois, infelizmente, não vai ser assim para a maioria dos educadores do estado. Para eles, 2015 ainda vai render muita dor de cabeça. O ano não quer terminar para os educadores paranaenses.

A intransigência do governador Beto Richa (PSDB), como todos nós sabemos, levou os professores e servidores da educação a realizaram duas greves no primeiro semestre de 2015. Por causa da malvadeza do tucano e desorganização da Secretaria de Estado da Educação (SEED), o ano letivo está atrasado e haverá aulas nas escolas estaduais até o dia 19 de fevereiro de 2016.

Em função disso, o mandato dos atuais diretores também vai terminar no dia 19 de fevereiro de 2016. Os novos diretores, eleitos há duas semanas, só assumem no dia 21/02 do ano vindouro.

Mas a escolha e distribuição de aulas para 2016 ainda será feita pelos atuais diretores, o que tem grande potencial para causar confusão. Nas escolas onde houve disputa, o processo pode gerar retaliações e favorecimentos; mais ou menos como uma moeda de troca pelos apoios ou votos.

Além disso, a pressão para o fechamento de turmas é forte. Muitas escolas estão recebendo dos Núcleos Regionais de Educação autorização para abrir somente um terço das turmas iniciais de ensino fundamental ou médio em relação às deste ano. Por exemplo, se uma escola tem “três” sextos anos, a orientação é que só abra “um” no ano que vem. Os alunos restantes que procurem outra escola.

Desta maneira, Beto Richa quer tocar em frente seu plano momentaneamente frustrado de fechar turmas e escolas. Menos turmas representam menos professores, menos pedagogos, menos funcionários e menos recursos para a educação.

Toda essa pressão sobre os educadores vem “coroar” a ano em que eles sofreram calotes em progressões, atraso no pagamento dos terços de férias, tentativa de retirada dos quinquênios, confisco do fundo de aposentadoria e tiveram sonegado o direito à data-base.

Isso tudo sem falar no massacre de 29 de abril, na rede de intrigas e mentiras montada pelo governador Beto Richa para denegrir a imagem dos professores, na mudança das regras para a eleição dos diretores de escola, só para citar os ataques mais sofridos.

A resistência dos professores conseguiu manter

24 de junho de 2015
por esmael
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Conselho Estadual de Educação atropela Richa e libera 6ª aula para reposição da greve

6aaulaO Conselho Estadual de Educação (CEE) fez uma reunião extraordinária nesta quarta-feira (24),em Curitiba, para tratar da reposição das aulas do período da greve na rede pública estadual de ensino. O colegiado deliberou que as escolas podem usar uma aula extra por dia (a chamada 6ª aula) para recuperar os conteúdos aos alunos. Leia mais