Movimentações das pré-candidaturas nas vésperas das convenções: PSB sai na frente

Federação Brasil Esperança (PT, PCdoB e PV) oficializa apoio ao socialista Luciano Ducci no próximo sábado (20/7), abrindo a temporada das convenções partidárias nas eleições 2024

Às vésperas das convenções partidárias que irão homologar as candidaturas para as próximas eleições municipais, o cenário político de Curitiba começa a se delinear com mais clareza. O Partido Socialista Brasileiro (PSB) foi o primeiro a agendar sua convenção, marcada para o dia 28 de julho, onde oficializará o nome do deputado federal Luciano Ducci como candidato à prefeitura. A articulação política em torno de Ducci revela uma estratégia bem definida e apoios significativos, refletindo a tranquilidade com que o socialista tem conduzido sua pré-campanha.

Luciano Ducci contará com o apoio da Federação Brasil Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, além do PDT, que indicará o deputado estadual Goura Nataraj como vice na chapa da Frente Ampla. Esta aliança fortalece consideravelmente a candidatura de Ducci, conferindo-lhe uma base sólida e ampla, com potencial para atrair um eleitorado diverso e comprometido com a mudança e a renovação política.

Enquanto isso, Ducci demonstra uma postura serena em relação às movimentações de seus adversários, especialmente aqueles ligados ao prefeito Rafael Greca e ao governador Ratinho Junior, ambos do PSD. A estratégia do socialista parece se basear na espera das definições dos outros candidatos, o que pode ser visto como uma tática inteligente para ajustar suas ações de acordo com o cenário que se formará nas próximas semanas.

Do lado do PSD, o atual vice-prefeito Eduardo Pimentel é o candidato oficial tanto do executivo municipal quanto do estadual. Pimentel, apoiado pelos palácios 29 de Março e Iguaçu, representa a continuidade da gestão atual, com foco em manter os avanços realizados nas áreas de infraestrutura, saúde e educação. A força desta candidatura está na máquina pública que possui ao seu favor, além da visibilidade e reconhecimento obtidos durante seu mandato como vice-prefeito.

Paralelamente, pairam dúvidas sobre a continuidade da pré-candidatura do deputado estadual Ney Leprevost (União). Apesar de sua posição firme junto aos próceres de seu partido, como o senador Sergio Moro, o deputado Felipe Francischini e o presidente nacional da sigla, Antônio Ueda, há incertezas quanto à viabilidade de sua candidatura. Estas dúvidas se intensificam com a proximidade das convenções, exigindo decisões estratégicas rápidas e precisas por parte de Leprevost e seus apoiadores.

Ney Leprevost revelou que pretende construir ponte entre o governador Ratinho Junior (PSD) e Moro com vistas às eleições de 2026, isto é, o pré-candidato a prefeito pelo União busca o apoio do governador para uma possível candidatura do ex-juiz da Lava Jato para o Palácio Iguaçu e, em contrapartida, Sergio Moro apoiaria as ambições de Ratinho Junior, seja presidenciais ou senatoriais.

“Quero construir uma ponte sólida entre o Moro e o Ratinho. Os projetos deles para o futuro não são conflitantes”, disse Ney Leprevost, confirmando a informação publicada em primeira mão pelo Blog do Esmael na quinta-feira (11/7).

Na próxima semana, após um período de vacância, o governador Ratinho Junior retomará sua articulação política. Durante esse período, espera-se que ele defina a tática eleitoral do grupo governista. Duas opções estão em análise: a primeira é tentar resolver a eleição no primeiro turno, o que implicaria em convencer outros pré-candidatos a desistirem da disputa em favor de Pimentel. A segunda opção seria aceitar a disputa em dois turnos, o que permitiria uma pluralidade de candidaturas, cada uma buscando consolidar seu espaço e força política.

Caso a estratégia seja a pluralidade de candidaturas, diferentes atores políticos terão a oportunidade de testar suas forças no primeiro turno, o que pode resultar em uma eleição mais competitiva e dinâmica. Neste cenário, a capacidade de mobilização e de articulação das bases eleitorais será importante para determinar quais candidatos conseguirão avançar para um possível segundo turno.

As definições das candidaturas terão impactos diretos na governabilidade e na gestão municipal. A continuidade ou mudança na prefeitura influenciará a implementação de políticas públicas e projetos em andamento. Para os eleitores, a escolha será entre a manutenção do atual modelo de gestão ou a aposta em novas propostas e lideranças.

As movimentações políticas nas vésperas das convenções partidárias são determinantes para o cenário eleitoral de Curitiba. Com o PSB saindo na frente ao oficializar Luciano Ducci, e a expectativa sobre as definições do PSD e de Ney Leprevost, o quadro eleitoral se desenha com muitas possibilidades e desafios. A estratégia de cada partido e candidato será essencial para conquistar o apoio do eleitorado e garantir uma posição favorável na disputa pelo comando da capital paranaense.

Além desses atores citados acima [Ducci, Leprevost e Pimentel], a disputa pela Prefeitura de Curitiba ainda terá os seguintes pré-candidatos: Andrea Caldas (PSOL); Beto Richa (PSDB); Luizão Goulart (Solidariedade); Maria Victoria (PP); Roberto Requião (Mobiliza); e Samuel de Mattos (PSTU).

De acordo com a Justiça Eleitoral, o prazo para as convenções partidárias deliberarem sobre coligações e candidatos começa em 20 de julho e vai até 5 de agosto.

As candidaturas homologadas devem ser registradas até 15 de agosto e no dia seguinte, 16 de agosto, começa a propaganda eleitoral que vai até 5 de outubro.

As eleições municipais de 2024 serão realizadas no dia 6 de outubro. Se for necessário, o segundo turno está agendado para 27 de outubro.

A disputa deste ano poderá ter recorde de 600 mil candidatos a prefeito e vereador no Brasil.