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O governo e a mídia deveriam ter vergonha por ‘caçar’ cotistas nas universidades

Subitamente, o governo abriu uma implacável caçada a supostos fraudadores de cota racional nas universidades públicas. Com a histeria da velha mídia, relatam a expulsão de alunos aqui e acolá, quando ambos deveriam ter vergonha da não oferta universal do ensino superior.

O direito do acesso à educação está inscrito na Constituição Federal em diversos capítulos, a começar pelo II, artigo 6º e seguintes.

A educação é um direito fundamental inalienável, condição para a dignidade humana, portanto dever do Estado.

Mídia e governo, bem como as universidades públicas, ao invés de linchar alunos, deveriam lutar pela universalização do ensino público e gratuito.

As cotas raciais são importantes para a afirmação de políticas públicas, mas elas reforçam um modelo educacional excludente e mercantilizado.

Qual o orçamento do ensino superior público brasileiro? No ano passado, o governo executou orçamento de cerca de R$ 30 bilhões no ensino superior. Para 2020, no entanto, esse valor poderá ser reduzido para R$ 20 bilhões.

E quanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, torrou com os bancos durante a pandemia do novo coronavírus? Pasme, R$ 2 trilhões somente em março. Esse valor doado aos banqueiros daria para universalizar o ensino superior gratuito para todos os brasileiros, argentinos, venezuelanos, chilenos e colombianos.

A velha mídia deveria ter vergonha de reverberar essa falsa indignação com supostos fraudadores de cotas raciais. A palavra-de-ordem da comunidade universitária é UNIVERSALIZAÇÃO do acesso e fora, Guedes!

O distinto público precisa se atentar com essa repentina campanha porque ela não é para a exceção, meia dúzia de fraudadores, mas é contra todo o sistema de cotas raciais nas universidades. O governo planeja eliminar essa política pública, pois ele já declarou isso em momentos anteriores.

Lembra do último ato de Abraham Weintraub, antes de fugir para os Estados Unidos?

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Renata Souza é escolhida como pré-candidata do PSOL à prefeitura do Rio

O Diretório Municipal do PSOL Rio de Janeiro definiu na noite desta segunda-feira (13) a deputada estadual Renata Souza como pré-candidata do partido para concorrer à Prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições municipais de 2020.

Renata Souza é jornalista e doutora em Comunicação e Cultura. Ela é nascida e criada no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. Na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a parlamentar preside a Comissão de Direitos Humanos da Casa. Ela atuou como chefe de gabinete da vereadora Marielle Franco, assassinada brutalmente em 2018 em um crime político ainda sem solução.

“A solidariedade que sempre me foi ensinada na favela deve ser lanterna no caminho que trilharemos, principalmente pós-pandemia. É preciso ousadia para recuperar a cidade e torná-la espaço de bem-estar para todas e todos”, afirmou Renata, após o anúncio da decisão tomada pelo partido.

O Diretório Municipal do PSOL diz que se dedicará agora a unificar o maior número possível de forças para combater o bolsonarismo no Rio de Janeiro e o lamentável legado deixado por Marcelo Crivella à frente da Prefeitura.

“É hora de somarmos mais forças contra o bolsonarismo e lutar bravamente pela dignidade da vida do trabalhador e da trabalhadora, o fim do extermínio recorrente da juventude negra nas favelas e periferias da cidade, o balcão de negócios em que já havia se transformado a prefeitura, ainda na gestão Paes e remodelado de forma tosca por Crivella, e o desmantelamento da Saúde, da Educação e Cultura no município”, afirmou o Diretório Municipal do PSOL em nota divulgada no Facebook.

A informação é do PSOL.