Bolsonaro e Guedes fazem de ‘baratas tontas’ prefeitos e governadores na pandemia

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Economia Paulo Guedes, o “Posto Ipiranga”, debocham na cara de 5.570 prefeitos e 27 governadores brasileiros na pandemia do novo coronavírus. Sem que haja reação a altura deles, que se acadelam olimpicamente, deixando de cumprir seu papel de defender os cidadãos.

O primeiro ato reflexo desse joguete presidencial, que faz deles [prefeitos e governadores] ‘baratas tontas’, ‘gato e sapato’, pode ser percebido no abre e fecha durante a quarentena. O avança e recua nas restrições, mais do que titubeação dos governos, significa falta de norte claro, o melhor caminho a seguir.

De que adianta abrir bares e restaurantes se os clientes, provavelmente, não aparecerão devido ao aumento de desemprego e perda do poder de compra ao longo da crise?

A depressão econômica atual, caro leitor, exige do governo federal política desenvolvimentista que não pode ser substituída pelo auxílio-emergencial de R$ 600. A medida é importante, paliativa, de pequeno alcance, portanto de impacto zero na reanimação da produção, emprego e consumo.

É aí que Bolsonaro e Guedes fazem de ‘baratas tontas’ prefeitos e governadores. Eles têm poder limitado. Não podem imprimir dinheiro novo [só o governo federal pode fazê-lo] nem estabelecer uma política econômica global para o País.

Prefeitos e governadores, pela limitação constitucional, fingem que governam, aceitam o papel de ‘baratas tontas’, e o presidente Bolsonaro e Guedes têm certeza de que fazem de bobos os entes federados.

Sob o signo do abre e fecha do comércio e serviços, nas cidades e nos estados, prefeitos e governadores concordam com o papel menor no picadeiro de Bolsonaro e Guedes.

O jornal britânico Financial Times, na edição desta sexta-feira (10), por exemplo, mostrou como “Capitão Corona” se tornou uma chacota internacional.

Os 5.570 prefeitos e os 27 governadores aceitarão, também, ser motivos de chacota entre seus eleitores?

Independente de cloroquina ou tubaína, a questão é a economia. É aí que se define se o comércio abre ou fecha, se haverá cura ou não para o vírus. Sem desenvolvimento não haverá solução para a crise atual e para o pós-pandemia.

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