Veja essa: Empresário se acorrenta em protesto contra Paulo Guedes

O k-suco começou a ferver para o ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem privilegiado os bancos aos micro e pequenos empreendedores brasileiros. Em Curitiba, em ato de desespero, o empresário Arlindo Magrão, se acorrentou em frente à Caixa Econômica Federal.

Magrão é dono do tradicional bar O Torto, na área central da capital paranaense, ponto de encontro da boemia, artistas e intelectualidade.

O Empresário protesto pela falta de liberação de linha de crédito e financiamento para capital de giro. Ele pleiteia R$ 55 mil.

Segundo Magrão, que não é banqueiro, sua atividade comercial é fundamental para o sustento de sua família e colaboradores.

Enquanto isso, em Brasília, Guedes segue alimentando com “sangue público” os vampiros do sistema financeiro.

No início da pandemia de coronavírus, em março, os bancos foram agraciados com R$ 2 trilhões com recurso do Banco Central do Brasil.

Agora, no segundo semestre, Guedes e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) planejam nosso assalto de R$ 2 trilhões ao erário para nova “transfusão” para os banqueiros.

Numa reunião ministerial de 22 de abril, cujo vídeo veio à tona em maio, Guedes explicou porque não deveria ajudar as pequenas empresas: “Ao ajudar grandes empresas, o governo vai ganhar dinheiro”.

“Nós vamos ganhar dinheiro usando recursos públicos pra salvar grandes companhias. Agora, nós vamos perder dinheiro salvando empresas pequenininhas”, disse o ministro da Economia.

A União estima arrecadar R$ 2 trilhões com a venda de ativos (patrimônio público), tais como participações em estatais e imóveis, para pagamento de juro e amortização da dívida interna, qual seja, mais um presente antecipado de Natal para o “capital vadio” –como costuma dizer o ex-senador Roberto Requião (MDB-PR).

No curso da pandemia, de março a agosto, o sistema financeiro poderá receber R$ 4 trilhões de recursos públicos.

O Orçamento da União para todo o ano de 2020 é de R$ 3,6 trilhões.

O empresário Magrão, de Curitiba, luta por algum oxigênio [R$ 55 mil] para gerar emprego e renda. Mas Paulo Guedes e Bolsonaro lhe negam esse direito. Por isso o heroico empresário se acorrentou em frente à Caixa.

Força, Magrão!

O outro lado

Por meio de nota, a Caixa jura que bateu o marco de R$ 4,24 bilhões de reais em créditos contratados pelo Programa de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). O banco diz que recebeu do Ministério da Economia um acréscimo de limite, que passa a ser de R$ 5,9 bilhões.

Pode ser, mas o dinheiro não está chegando até o pequeno empresário. É por isso que Arlindo Ventura, o Magrão, se acorrentou numa agência da Caixa em Curitiba. E é por isso que Guedes tem que cair fora, já.

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Bolsonaro faz palhaçadas e desvia a atenção enquanto Paulo Guedes rouba o Brasil

Enquanto Bolsonaro se contamina com o Coronavírus e faz propaganda da sua tão querida Cloroquina, o nome do ministro da Economia, Paulo Guedes, praticamente desapareceu da velha mídia.

Essa é a conduta adotada pelo governo Federal, de maneira involuntária ou deliberada, para seguir roubando e destruindo o país sem ser incomodado. Afinal, a velha mídia tem bastante assunto com as dezenas de milhares de mortos em função da pandemia.

Embora esse jogo de cena atraia a atenção de uma boa parcela da sociedade, há gente que está percebendo onde é que o ‘sapato aperta’ de verdade.

De maneira meio tímida, uma hashtag subiu no Twitter nesta quinta-feira (9). E tag denuncia justamente isso: #GuedesRoubaOBrasil

Vejamos algumas das postagens:

Isaías compartilhou esse trecho da reunião ministerial em que Guedes abre o jogo sobre como ele pretende “ajudar” as pequenas empresas:

Já o Daniel relembra a fala do deputado Zeca Dirceu dizendo que Guedes é “Tigrão com aposentados, TCHUTCHUCA com os banqueiros!!”

Enoch Furtando dá a letra: “Enquanto o mantra dos antipetistas PRIVATISTAS que vivem de RENDAS sem trabalhar insuflam seu ÓDIO dizendo que Lula é igual ao Bolsonaro o… #GuedesRoubaOBrasil”

Marlene Moreira ficou na dúvida de quem é pior, Bolsonaro ou Guedes?

Jackie Vallejo postou uma ilustração certeira, que tomamos emprestada para enfeitar essa postagem. Ela ainda lembrou que: “Ao ser perguntando se o Correios seria privatizado, o ministro reforçou a posição de que pretende privatizar a empresa. “Está na lista seguramente, só não vou falar quando [será a privatização]. Eu gostaria de privatizar todas as estatais”, disse o ministro.”

MPF pede afastamento do ministro do Meio Ambiente, mas Paulo Guedes pode continuar passando a “boiada” na pandemia

Os 12 procuradores que assinam a ação de improbidade administrativa contra ministro Ricardo Salles querem “fechar a porteira” no Ministério do Meio Ambiente, mas, pelo visto, pretendem deixar a escancarada a do Ministério da Economia para que Paulo Guedes “passe a boiada” em plena pandemia de coronavírus.

Numa ação que tramita na 8ª Vara da Justiça Federal de Brasília, o MPF acusa Salles de “desestruturação dolosa das estruturas de proteção ao meio ambiente”.

Os bravos procuradores do MPF citam como ponto de partida a reunião ministerial do dia 22 de abril deste ano, no Palácio do Planalto. No encontro, o ministro falou em “passar a boiada”, qual seja, aproveitar o período da pandemia do coronavírus para mudar atos e normas relacionados ao meio ambiente para, em português claro, facilitar a devastação de reservas florestais.

Os mesmos ínclitos membros do Ministério Público Federal não ficaram chocados com a “boiada passada” no último dia 24 de junho, no Senado, que obriga a privatização da água –um tema correlato com meio ambiente e economia.

Paulo Guedes, celebrado “Posto Ipiranga” do governo de Jair Bolsonaro, à luz do dia, tem anunciado que passará a “boiada das privatizações” de empresas e bens da União em plena pandemia da Covid-19. Ele planeja levantar até R$ 2 trilhões para repassar a bancos e especuladores a título de pagamento de juros e amortizações de dívida pública. Nada para o combate do vírus, que apenas é usado para abrir as porteiras.

Pelo Twitter, o presidente Jair Bolsonaro elogiou o reinício da liquidação de ativos públicos pelo ministro Paulo Guedes.

“Edifício “A Noite” será leiloado, em evento virtual que ocorrerá em agosto ou setembro. Localizado no RJ, é avaliado em cerca de R$ 90 milhões. Mais uma rodada das inúmeras ações de enxugamento dos gastos públicos e desperdício de dinheiro do pagador de impostos”, escreveu o presidente, que mesmo com suspeita de estar infectado pelo Covid-19 não diminuiu seu ímpeto lesa-patrimônio.

O Ministério Público Federal pediu o afastamento do ministro do Meio Ambiente, mas Paulo Guedes pode continuar passando a “boiada” na pandemia de coronavírus.

Caros procuradores do MPF, o cidadão médio brasileiro, na sua faculdade mental plena, seria bastante prudente e não venderia [ou compraria] um patrimônio estratégico –o bem da vida—num momento tão conturbado como este da pandemia. Fumus boni juris.