Por Esmael Morais

Um investigado na posse de Fux

Publicado em 07/02/2018

O governador Beto Richa (PSDB) estava na fila do gargarejo, ontem (6), em Brasília, na posse do ministro Luiz Fux na presidência do TSE. O tucano é investigado a partir de uma delação da Operação Quadro Negro homologada pelo magistrado no STF.

Nesta semana, o ministro determinou que a Polícia Federal ouvisse assessores e secretários estaduais sobre o desvio de R$ 20 milhões, que, segundo as investigações do MP, abasteceram a campanha do governador tucano.

Em delação premiada homologada pelo minist Fux, o dono da empreiteira Valor, Eduardo Lopes, declinou também os nomes do chefe da Casa Civil, deputado federal Valdir Rossoni (PSDB) e dos deputados Ademar Traiano (PSDB) e Plauto Miró (DEM) como operadores políticos do esquema.

Ainda de acordo com o empreiteiro Eduardo Lopes, o governador Beto Richa dava o “ok” para os desfalques na educação.

O Blog do Esmael registrou em primeira mão, no início de junho de 2015, o escândalo e a consequente queda da cúpula da Educação do Paraná na época.

Explicada a bronca na educação do Paraná, retornemos à posse no TSE.

Claro que, além de Beto Richa, deveria ter outros tantos investigados na cerimônia de Fux.

O diabo é que aliados do governador há meses se movimentam para fustigar o ministro acerca do auxílio-moradia. Fux foi quem concedeu liminar para o pagamento do benefício à magistratura.