Coluna do João Arruda: Os sonhos de Bernie Sanders também são nossos

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Em sua coluna desta terça-feira (16), o deputado federal João Arruda (PMDB) fala da surpresa na disputa presidencial nos Estados Unidos, representada pelo senador democrata Bernie Sanders. Identificado como socialista, Bernie defende o ensino superior gratuito, combate ao racismo e taxação sobre os mais ricos, como gestores de fundos, especuladores do mercado financeiro e grandes empresários. Para Arruda, o sonho de Bernie de viver numa sociedade mais justa é o sonho de todos nós! Leia, ouça, comente e compartilhe.

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João Arruda*

A sensação do período pré-eleitoral dos Estados Unidos chama-se Bernie Sanders. Ele é um senador de 74 anos que disputa a indicação do Partido Democrata para ser candidato a presidente. Aliás, sou a favor do modelo das prévias. Elas ampliam o debate e enfraquecem a fisiologia. Na troca de ideias, as propostas são comparadas e as posições vêm à tona. Tudo fica mais às claras.

Mas eu não quero falar das prévias e, sim, das ideias de Sanders. No País onde uma educação decente custa caro, ele defende o ensino superior gratuito. “A universidade é o novo ensino médio”, diz o senador, para quem a igualdade de classes não será possível se a maior parte da população estiver sem acesso ao ensino universitário.

Sanders reforça a luta contra o racismo, um cadáver insepulto da América. Em encontros com ativistas, o pré-candidato à presidência dos EUA admite que a alta taxa de desemprego e encarceramento entre afro-americanos significa que há racismo sistêmico nos Estados Unidos, o que poderia ser combatido com a reforma da Justiça.

O senador não teme mexer no vespeiro de Wall Street, a quem acusa de conduzir o governo dos EUA. Sanders acredita que pode financiar a maioria de suas propostas com novos impostos e taxas, principalmente sobre os mais ricos, como gestores de fundos, especuladores do mercado financeiro e grandes empresários.

“Os Estados Unidos deveriam adotar o sistema universal de saúde, pago pelo governo federal”, defende Sanders. A proposta conquista corações e mentes da população mais empobrecida, uma vez que nos EUA, onde o modelo de saúde é privado, médico é para quem tem dinheiro. Ele não para por aí.

Bernie pretende dobrar o valor do salário mínimo, além de criar políticas de apoio aos imigrantes. Ele insiste: só a união de todos, juntos (“together”, em inglês, lema de sua campanha), pode transformar a realidade. Seu caráter solidário faz do senador do pequeno estado de Vermont um sopro de esperança diante da campanha preconceituosa e obscurantista do republicano Donald Trump.

A forma de Sanders fazer política merece ser observada com atenção, principalmente no Brasil. Como dizem seus correligionários, esta não é a campanha do “não dá pra fazer”, nem para diminuir os nossos sonhos. Afinal, se queremos um mundo mais justo e menos desigual, todos sonhamos como Bernie.

*João Arruda é deputado federal pelo PMDB, coordenador da bancada do Paraná no Congresso Nacional, escreve nas terças-feiras sobre “Os bastidores do poder em Brasília”. Excepcionalmente escreveu nesta segunda-feira.

5 Comentários

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  1. É o Bernie (nome sugestivo, não? Parasita?) tem muito
    a aprender com Dilma, Maduro, Morales, e Cristina.
    Aí é que esses americanos vão aprender o que é
    competência e gestão por resultados.
    Afinal o país está indo tão mal… eles que aguardem!

  2. Os socialistas sempre querem aproveitar-se das benesses que o capitalismo propicia para acabar com as grandes conquistas.
    Os EUA tem o melhor sistema de saúde, a melhor educação, a melhor segurança, graças a liberdade, a propriedade privada, a defesa da vida, ao respeito a menor das minorias, o indivíduo.
    O Senador Bernie Sanders quer acabar com tudo isso e transformar os EUA talvez em uma CUBA, Venezuela, ou Republica das Bananas.
    Somente o Capitalismo de livre-mercado como o Americano propicia oportunidades para todos os Americanos e Imigrantes, com o melhor sistema de inclusão social que existe, OS EMPREGOS. Porque lá todos são livres para empreender e trabalhar sem as altas taxas de impostos para ricos e pobres, todos são tratados iguais e assim cria-se um país livre, com igualdade, fraternidade, liberdade, prosperidade e justiça social.
    O resto é falácia de esquerdistas que querem destruir familias, riquezas, implantar ditaduras proletarias, escravizar a população.

    • melhor medicina pra quem tem dinheiro, seu otario, e de mais a mais quem acaba com as famílias é o capitalismo, famílias se dividem devido a questões de herança quando são ricas, quando são pobres, mães ficam longes dos filhos por terem de trabalhar o dia inteiro, ora va se catar, riquinho parasita.

  3. O mal administrado, corrupto, falido e decadente estado do Paraná do (des) governo do PSDB e de Beto Richa, parece a sociedade francesa da segunda metade do século XVIII (1789) que possuía 03 grupos (o terceiro por ter tido o privilégio de serem a base da revolução) muito privilegiados:
    1 – “O CRISTIANISMO ELITISTA” ou Primeiro Estado, composto pelo Alto Clero, que representava 0,5% da população francesa, era identificado com a nobreza e negava reformas, e pelo Baixo Clero, identificado com o povo, e que as reclamava.
    2 – “AS ELITES CAPITALISTAS NEOLIBERAIS DA ÉPOCA” a chamada nobreza, ou Segundo Estado, composta por uma camada palaciana corrupta, depravada, desregrados sexualmente, pedófila, ou cortesã, que sobrevivia à custa do Estado, pagas por uma camada provincial, que se mantinha com as rendas dos feudos (Servidores Públicos e Trabalhadores humildes), e uma camada chamada Nobreza Togada, em que alguns Juízes corruptos que vendiam sentenças para pessoas e políticos ricos na sociedade e altos funcionários burgueses (comissionados e as oligarquias) que adquiriram os seus títulos e cargos, transmissíveis aos herdeiros.
    3 – “POVO EM GERAL E SERVIDORES PÚBLICOS” o chamado Terceiro Estado, formado pelos oprimidos e explorados pelos dois primeiros grupos (ou Estados), que eram constituído por Servidores Públicos de cargos e funções humildes, camponeses sem terra e os “sans-culottes”, uma camada heterogênea composta por artesãos, aprendizes e proletários, que tinham este nome graças às calças simples que usavam, diferentes dos tecidos caros utilizados pelos nobres. Os impostos e contribuições para o Estado corrupto, líderes religiosos cristãos corruptos e a nobreza corrupta incidiam sobre o Terceiro Estado, uma vez que os dois últimos não só tinham isenção tributária como ainda usufruíam do tesouro real por meio de pensões e cargos públicos.

  4. Renan quer acabar com a Petrobras amanhã quando a mídia estiver dando ampla cobertura para Lula no fórum

    http://oglobo.globo.com/economia/renan-quer-votar-projeto-que-muda-papel-da-petrobras-no-pre-sal-nesta-quarta-18684596