21 de outubro de 2015
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‘Bancada do Camburão’ barra fiscalização aos pedágios

pedagioA base de apoio ao governador Beto Richa (PSDB) na Assembleia, a chamada ‘Bancada do Camburão’, rejeitou nesta terça-feira, por 27 votos a 19, o ‘pedagiômetro’ proposto pelo deputado Tercílio Turini (PPS).

A proposta de Turini instituía controle em tempo real do número de veículos e do total arrecadado nas praças de pedágio das rodovias do Paraná. Segundo o deputado, o governo do estado e a população não têm nenhum controle sobre quanto as concessionárias arrecadam. O governo se contenta com os números apresentados pelas próprias concessionárias.

Para disfarçar, o líder do governo na Alep, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), apresentou outro projeto para criação de um controle do fluxo de veículos nas praças de pedágio.

Mas o projeto governista não obriga a divulgação dos dados em tempo real nem a disponibilização dos números apurados para a sociedade. Ou seja, é para fazer de conta que vão fiscalizar.

22 de setembro de 2015
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Surge frente suprapartidária contra venda da Copel e Sanepar

Um artigo maroto inserido nas entrelinhas no “pacotaço” enviado pelo governador Beto Richa (PSDB) à Assembleia Legislativa, que prevê a venda de ações da Copel e da Sanepar, fez com que deputados de diferentes partidos se reunissem esta semana com representantes de sindicatos e movimentos sociais. Eles lançaram a Frente Parlamentar em Defesa em Defesa das Empresas Públicas paranaenses.

A reunião organizada pelo deputado Requião Filho (PMDB) trouxe à tona uma série de denúncias de má gestão nas empresas, além de maquiagens nos resultados como forma de justificar suas privatizações e a necessidade de uso destes recursos para ajudar a cobrir o rombo nas contas do Estado. O dinheiro arrecadado com a venda dos ativos das estatais seriam para engordar o Caixa Único (CU) do governo do estado.

Os deputados presentes lembraram que o Secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, chegou a anunciar pela imprensa tal intenção do governo estadual no mês de maio, mas foi desmentido logo depois pelo próprio governador, após grande polêmica se formar naquele momento.

“Agora o assunto volta à pauta, escondido nas entrelinhas de um projeto que reúne 14 medidas diferentes umas das outras, num único pacote de maldades, recheado de pegadinhas. Não vamos deixar que isto aconteça e comprometer ainda mais o bolso e o patrimônio dos paranaenses”, protestou Requião Filho.

Representantes dos sindicatos e entidades presentes e anunciaram a realização de um manifesto público no próximo dia 3 de outubro, em todo estado, para mobilizar a população. Já o polêmico Projeto de Lei 662/2015 deve entrar em votação nas próximas sessões, porém já recebeu emendas e teve alguns artigos retirados.

“Eles falaram que iriam retirar este artigo referente à venda das ações das empresas públicas, mas a gente pode esperar que volte a qualquer momento. Este é um governo sem palavra e precisamos estar preparados”, acrescentou o deputado.

Estiveram presentes na reunião: o deputado federal João Arruda (PMDB); e os deputados estaduais: Requião Filho (PMDB), Tadeu Veneri (PT), Evandro Araújo (PSC), Márcio Pacheco (PPL), Tercílio Turini (PPS), Ademir Bier (PMDB), Palozi (PSC) e Nelson Luersen (PDT). Além de representantes da CUT, Fetraf-PR, Fetec-PR, Sindaen, STEE