24 de setembro de 2013
por Esmael Morais
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Pela segunda vez em menos de 24 horas, presidente do TJ-PR renuncia ao cargo

Ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, perdeu importante aliado no Paraná com a renúncia do desembargador Clayton Camargo; tribunal deverá convocar nova eleição para o próximo dia 13 de outubro; haverá novo capítulo dessa novela e desse entra-e-sai da presidência do TJ-PR?

Ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, perdeu importante aliado no Paraná com a renúncia do desembargador Clayton Camargo; tribunal deverá convocar nova eleição para o próximo dia 13 de outubro; haverá novo capítulo dessa novela e desse entra-e-sai da presidência do TJ-PR?

Em nota oficial, divulgada na noite desta terça (24), o desembargador Clayton Camargo, presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), renunciou o cargo pela segunda vez em menos de 24 horas. ... 

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23 de setembro de 2013
por Esmael Morais
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CNJ suspende aposentadoria de presidente do TJ-PR

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) suspendeu na noite desta segunda (23) pedido de aposentadoria do desembargador Clayton Camargo, presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Ele renunciou ao cargo na tarde de hoje.

Segundo reportagem de Estelita Hass Carazzai, da Folha de S. Paulo, o plenário do CNJ deve definir no próximo mês se abre um processo administrativo disciplinar contra Camargo em razão das denúncias.

Clayton Camargo, que pediu a aposentadoria na tarde de hoje, está sendo investigado pelo órgão há cerca de dois anos, sob suspeita de tráfico de influência e venda de sentenças. Os processos correm em sigilo.

Na avaliação do Ministério Público Federal, que pediu a suspensão da aposentadoria, Camargo tentava fugir de uma eventual punição do CNJ ao antecipar sua aposentadoria. O corregedor nacional de Justiça, ministro Francisco Falcão, disse que os argumentos são “razoáveis”.

Camargo, 67, é presidente do TJ-PR desde fevereiro, e ficaria no posto até o final de 2014. Com a saída, ele deixa a função de desembargador três anos antes do limite para a aposentadoria compulsória.

O desembargador nega todas as acusações que pesam contra ele no CNJ. Diz que elas não têm embasamento e as atribui a “quadrilheiros” que querem destruir sua reputação. O Ministério Público do Paraná já arquivou as mesmas denúncias contra ele.

Segundo a assessoria do desembargador, o pedido de aposentadoria foi feito por “motivos de saúde”. Há duas semanas, Camargo sofreu um infarto. Ele foi submetido a uma angioplastia e reassumiu a presidência na última sexta-feira (20). Leia mais