18 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Velha mídia que jogou contra os professores é a mesma que agora joga contra Dilma; compare as imagens

Não é novidade que a tradicional velha mídia tem lado e é contra o governo da presidenta Dilma Rousseff, assim como foi contra os governos do Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT).

Uma comparação entre duas capas recentes do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, mostra que o diário também tem dificuldades para trabalhar com a verdade factual.

A comparação compartilhada no Facebook por Augusto Ferreira mostra a capa da “Velha Senhora” no dia 26 de fevereiro, com uma foto da passeata dos professores e servidores do Paraná em greve, ocorrida no dia anterior (25), como tendo 10 mil participantes. Na matéria, o jornal credita os números à Polícia Militar, mas é evidente, pela foto, que havia muito mais gente.

É bom recordar que o jornal curitibano registrou em vários editoriais ser contra as reivindicações dos professores e servidores públicos em greve (clique aqui para relembrar).

Já a capa desta segunda-feira (17) mostra uma foto semelhante, só que da passeata contra a presidente Dilma Rousseff e o PT. Semelhante pelo enfoque, do alto, porque havia menos gente — é evidente. Mas o número divulgado pela Gazeta foi de 60 mil pessoas. Onde elas estavam?

Será que a Gazeta do Povo, cujo cacoete é o mesmo da velha mídia nacional, queria diminuir o movimento dos professores e aumentar a manifestação contra o PT? Esta é uma pergunta que fica para os leitores responderem.

Os motivos para cada qual ser favor ou contra o governo não faria a menor diferença se o que se dissemina não ocorresse por ‘meios de comunicação’ concessionados, isto é, propriedade de todos nós brasileiros. É o caso das emissoras de rádio e TV, que, Brasil afora, são propriedade do mesmo grupo que monopoliza internet, jornal impresso, etc. Funciona assim: o que um veículo escreve é reverberado pelo outro e vice-versa, até uma mentira vire verdade pela técnica da exaustiva repetição.

Acerca dessa guerra de números nos protestos de domingo, Murilo Hidalgo, presidente da Paraná Pesquisas, afirmou que os veículos de comunicação “chutam” os números sem compromisso algum com a realidade.

Para ele, as divergências entre órgãos de imprensa acerca do número de manifestantes são tão ridículas que ultrapassam o limite do absurdo.

“Não existe uma metodologia para contagem de gente. Trata-se de chute. A única corporação que tem condições de aferir com mais exatidão é a Polícia Militar”, disse o experiente Hidalgo. Entretanto, ressalva o pesquisador: esses comandos são políticos e ligados ao governante de plantão.

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