4 de novembro de 2015
por admin
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Lula vai à justiça contra capa “grotesca” da revista Veja

via Brasil 247.

O ex-presidente Lula (PT) foi à Justiça contra a revista Veja nesta terça-feira (3), após a publicação, no último fim de semana, de uma capa ofensiva que trazia o petista com roupa de presidiário. Em nota, a assessoria de imprensa do Instituto Lula definiu a capa como “uma montagem mentirosa, ofensiva e grotesca” do ex-presidente.

A capa que mostrou a perda da compostura de Veja em seu ataque sem pudor a Lula gerou polêmica. Para o cientista social Robson Sávio Reis Souza, a publicação de Veja deixou de ser fascista para virar nazista. No entendimento do jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, a revista deveria ser apreendida pela Justiça.

Leia abaixo a íntegra da nota. E acesse aqui a ação apresentada pelos advogados do ex-presidente.

Nota à Imprensa: VEJA calunia Lula mais uma vez e ex-presidente vai à Justiça

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram, nesta terça-feira (3), primeiro dia útil após o fim-de-semana, ação de reparação por danos morais contra a editora Abril, responsável pela revista Veja, no Foro Regional de Pinheiros. A edição de nº 2450 da publicação, que foi às bancas na última semana, exibe na capa uma montagem mentirosa, ofensiva e grotesca do rosto de Lula sobre corpo vestido com uniforme de presidiário estampado com nomes de envolvidos em investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

Não há nenhuma ação penal em curso no país contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao contrário do que a capa faz parecer. Já a revista Veja sofre inúmeros processos pelas mentiras publicadas contra diversos pessoas e organizações, não apenas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Recentemente, por exemplo, o senador Romário (PSB-RJ) anunciou processo contra o semanário.

“A imagem que a capa da revista VEJA pretendeu sugerir aos seus leitores e à sociedade em geral, portanto, não possui qualquer lastro na realidade fática ou jurídica. Independentemente das afirmações e críticas contidas no interior da própria revista — sempre com evidente manipulação e falta de critério jornalíst

18 de agosto de 2015
por esmael
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Velha mídia que jogou contra os professores é a mesma que agora joga contra Dilma; compare as imagens

Não é novidade que a tradicional velha mídia tem lado e é contra o governo da presidenta Dilma Rousseff, assim como foi contra os governos do Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT).

Uma comparação entre duas capas recentes do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, mostra que o diário também tem dificuldades para trabalhar com a verdade factual.

A comparação compartilhada no Facebook por Augusto Ferreira mostra a capa da “Velha Senhora” no dia 26 de fevereiro, com uma foto da passeata dos professores e servidores do Paraná em greve, ocorrida no dia anterior (25), como tendo 10 mil participantes. Na matéria, o jornal credita os números à Polícia Militar, mas é evidente, pela foto, que havia muito mais gente.

É bom recordar que o jornal curitibano registrou em vários editoriais ser contra as reivindicações dos professores e servidores públicos em greve (clique aqui para relembrar).

Já a capa desta segunda-feira (17) mostra uma foto semelhante, só que da passeata contra a presidente Dilma Rousseff e o PT. Semelhante pelo enfoque, do alto, porque havia menos gente — é evidente. Mas o número divulgado pela Gazeta foi de 60 mil pessoas. Onde elas estavam?

Será que a Gazeta do Povo, cujo cacoete é o mesmo da velha mídia nacional, queria diminuir o movimento dos professores e aumentar a manifestação contra o PT? Esta é uma pergunta que fica para os leitores responderem.

Os motivos para cada qual ser favor ou contra o governo não faria a menor diferença se o que se dissemina não ocorresse por ‘meios de comunicação’ concessionados, isto é, propriedade de todos nós brasileiros. É o caso das emissoras de rádio e TV, que, Brasil afora, são propriedade do mesmo grupo que monopoliza internet, jornal impresso, etc. Funciona assim: o que um veículo escreve é reverberado pelo outro e vice-versa, até uma mentira vire verdade pela técnica da exaustiva repetição.

Acerca dessa guerra de números nos protestos de domingo, Murilo Hidalgo, presidente da Paraná Pesquisas, afirmou que os veículos de comunicação “chutam” os números sem compromisso algum com a realidade.

Para ele, as divergências entre órgãos de imprensa acerca do número de manifestantes são tão ridículas que ultrapassam o limite do absurdo.

“Não existe uma metodologia para contagem de gente. Trata-se de chute. A única corporação que tem condições de aferir com mais exatidão é a Polícia Militar”, disse o experiente Hidalgo. Entretanto, ressalva o pesquisador: esses comandos são políticos e ligados ao governante de plantão.