
Ao tempo que o “Nota Paraná” nasce cheio de promessas de dinheiro no bolso do consumidor e sorteio de carros, o “Nota São Paulo” já anunciou que não pagará a próxima cota de reembolso. Além disso, reduziu a taxa de devolução de 30%, para 20%. A medida causou revolta dentro do Tribunal de Contas do Estado paulista e desembargadores já se manifestaram chamando o governo de Geraldo Alckimin de “caloteiro” (alguém já viu esse filme antes?).
O motivo da quebra do “Nota Paulista” é simples. O caixa do governo de São Paulo está quebrado, só na Secretaria da Fazenda, aquela que Mauro ocupou no passado, o rombo ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão. Estima-se que em corrupção, o governo de São Paulo tenha tido um prejuízo que supera a casa dos R$ 500 milhões. Sem dinheiro, passaram a não pagar o reembolso do programa “Nota Paulista” ao contribuinte e ponto final.
No Paraná a história é exatamente igual. O estado está quebrado e deve R$ 6 bilhões. Obrigou a população a pagar a conta da corrupção e das falhas do “choque de gestão do atual governo por meio de “tarifaços” e arrochos salariais aos servidores. Entre os casos de corrupção, o ícone tornou-se o da Receita Estadual, cuja quadrilha era chefiada pelo primo de Beto Richa, o lobista Luiz Abi Antoun, segundo Ministério Público, e que supera a marca dos R$ 500 milhões.
Em São Paulo, o ícone da corrupção é o Metrô.
A realidade dos dois estados é similar tanto nos desmandos existentes quanto no programa de reembolso de ICMS por emissão de Nota Fiscal, “marqueteiramente” batizado de forma e intenções iguais. Ou seja, o “Nota Paraná” é filho do mesmo pai, tem a mesma cara e o mesmo defeito de caráter: promete, mas pode não entregar.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




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