Ministro interino do GSI aponta general Heleno como possível envolvido nos atos de 8 de janeiro

O ministro interino do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Ricardo Cappelli, concedeu uma entrevista exclusiva ao Congresso em Foco neste sábado (22/4) e levantou suspeitas sobre a possível participação do general Augusto Heleno, ex-chefe do GSI durante o governo Bolsonaro, nos atos de 8 de janeiro.

Para Cappelli, as investigações em curso na Polícia Federal “muito possivelmente” indicarão a participação do militar, que está “escondido” e “não fala com ninguém”.

Apesar de líderes governistas apoiarem a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os atos, Cappelli argumenta que a CPI apenas “reafirmará a tentativa de golpe do dia 8” e que é importante “virar essa página o mais rápido possível e retomar a agenda que realmente faz o Brasil se desenvolver”, como o ajuste fiscal e a reforma tributária – disse o ministro interino.

Durante a entrevista, Cappelli elogiou o general Gonçalves Dias, que se demitiu da chefia do GSI na quarta-feira (19/4), e afirmou estar trabalhando em “absoluta harmonia” com o Ministério da Defesa e os comandos militares. Ele também discorreu sobre a importância das funções do GSI e relatou o que fez nos dois primeiros dias de interinidade.

Portanto, pela sinalização de Cappelli, a CPMI do golpe poderá mirar os militares que planejaram as tentativas de golpe em 12 de dezembro de 2022 e 8 de janeiro de 2023. Pode ser que isso melindre a extrema direita. Pode ser.

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