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Globo ataca CLT no Encontro e promove precarização do trabalho

A TV Globo usou o programa Encontro com Patrícia Poeta, na terça-feira (19), para atacar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e exaltar o trabalho autônomo como “tendência da nova geração”, reforçando seu histórico de hostilidade contra direitos trabalhistas.

A comunidade do Blog do Esmael reagiu com indignação diante dessa afronta às garantias constitucionais em plena luz do dia.

Globo e o discurso da precarização

No programa exibido com classificação etária de 10 anos e duração de 21 minutos, “especialistas” e depoimentos foram apresentados como se o trabalho com carteira assinada fosse um peso do passado.

A CLT foi retratada como “fora de moda”, enquanto histórias de pessoas que deixaram empregos formais para empreender eram exaltadas como caminho de “liberdade”.

O fio que liga Globo, bancos e Trump

Esse discurso aparentemente inofensivo de auditório tem efeitos políticos concretos: legitima a agenda do sistema financeiro e de oligarcas que pressionam o Supremo Tribunal Federal.

Parte dos bancos, em sintonia com a velha mídia, ensaia rebelião contra ministros como Flávio Dino e Alexandre de Moraes para se alinhar às sanções impostas por Donald Trump ao Brasil, estratégia já defendida pela família Bolsonaro.

Interesses cruzados da mídia corporativa

O ataque à CLT não é novidade. As Organizações Globo sempre estiveram do lado da elite econômica, com interesses cruzados em bancos, fundos de investimento e conglomerados financeiros.

Programas de variedades funcionam como vitrine suave dessa ideologia, criminalizando direitos trabalhistas e normalizando a substituição de empregos formais por ocupações precárias.

Recentemente, em “Cem Anos de Cinismo”, o Blog do Esmael recordou que, em 26 de abril de 1962, o jornal estampou em sua manchete: “Considerado desastroso para o país um 13º mês de salário”.

O blog lembrou, na ocasião, que cinco décadas depois, em 2015, a Globo voltou a se revelar como parte da oligarquia atrasada ao classificar como “avanço” o projeto de terceirização irrestrita, que fragiliza as garantias da classe trabalhadora.

Isso a Globo não mostra

Milhões de trabalhadores pejotizados e precarizados tiveram de ampliar sua jornada de trabalho de 8 para além de 12 horas, a exemplos dos motoristas de aplicativos, ganhar menos, muitas vezes, e não ter nenhuma garantia ou proteção social em caso de doença ou sinistro em sua ferramenta de trabalho.

O fim da CLT, portanto, é a volta do regime escravocrata com requintes de crueldade dos oligarcas, isto é, do sistema financeiro e da velha mídia corporativa.

Ataque ao Brasil

Por mais que a “reportagem” tenha tido uma roupagem jornalística, foi mais um claro ataque ao Estado Democrático de Direito e às leis brasileiras, isto é, contra a classe trabalhadora, que tem cerca de 40 milhões de almas.

O episódio de Patrícia Poeta confirma o alinhamento da Globo ao capital financeiro e ao bolsonarismo pró-Trump, disfarçado de entretenimento e “histórias inspiradoras”.

É mais uma tentativa de sequestrar o imaginário popular e transformar a precarização em modelo de vida.

O Blog do Esmael seguirá denunciando essa ofensiva contra os trabalhadores.

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