Bolsonaro pedeu seu último “álibi” com renúncia do presidente da Petrobras

O presidente cessante Jair Bolsonaro (PL) acabou de perder seu último [falso] “álibi” com a demissão do presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, que também renunciou ao cargo de membro do Conselho de Administração da estatal nesta desta segunda-feira (20/06).

Álibi é um termo jurídico que a defesa do réu apresenta quando pretende provar que ele não poderia ter cometido o “crime” por encontrar-se em local diverso daquele em que o crime de que o acusam foi praticado.

Bolsonaro passou os últimos anos alegando que não podia fazer nada contra os aumentos abusivos na Petrobras, porém é ele quem indica o presidente e os conselheiros da petrolífera.

Bolsonaro é quem manda na Petrobras porque ele, em nome da União, detém a maioria das ações ordinárias com direito a voto. Isso já foi mais que provado, no entanto, o presidente da República continua a brincar com a inteligência e a boa-fé dos brasileiros.

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Para reduzir o preço dos combustíveis, bastaria ao presidente Jair Bolsonaro revogar a política de paridade de preço internacional, a diabólica dolarização, que obriga os consumidores pagar pela gasolina, diesel, gás de cozinha e etanol com moeda americana enquanto eles ganham em real.

A Petrobras, em jogo combinado com o Palácio do Planalto, comunicou hoje que a nomeação de um presidente interino será examinada pelo Conselho de Administração da Petrobras a partir de agora.

No dia 23 de maio, o Ministério de Minas e Energia informou que o governo federal, como acionista controlador da Petrobras, tinha decidido pela troca do presidente da estatal.

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À época, o governo anunciou que José Mauro Coelho, “O Breve”, que assumiu o cargo no dia 14 de abril, seria substituído por Caio Mário Paes de Andrade.

– Quem acaba de renunciar é o presidente da Petrobras, não o Bolsonaro. Portanto a política de preços da Petrobras continuará exatamente a mesma – observou o ex-senador Roberto Requião, pré-candidato do PT ao governo do Paraná.