Bolsonaro manda na Petrobrás, prova Requião

► Bolsonaro manda na Petrobras porque o governo ainda tem maioria das ações ordinárias, que tem direito a voto

Apesar de suas negativas, o presidente cessante Jair Bolsonaro (PL) é quem manda na Petrobras e – por isso – quem determina os aumentos nos preços dos combustíveis. Essa explicação é do ex-senador Roberto Requião, pré-candidato ao governo do Paraná.

– 63,6% das ações da Petrobras estão em mãos privadas, boa parte na bolsa de Nova Iorque. O governo ainda tem maioria das ações ordinárias, que tem direito a voto. Portanto o governo, Bolsonaro, manda na empresa – provou Requião.

Segundo a Petrobras, a União detém 50,26% das ações ordinárias enquanto os investidores privados têm 49,74% – sendo estrangeiros 41,41% e apenas 8,33% de brasileiros.

Falsamente, Bolsonaro afirma que não tem responsabilidades com a estatal de petróleo e sua política de preço de paridade internacional [dolarização dos combustíveis]. No entanto, a sociedade brasileira vai ganhando consciência de que é ele – o inquilino do Palácio do Planalto – quem manda na Petrobras.

Após o Congresso Nacional reduzir as alíquotas do ICMS dos combustíveis, que cortará investimentos na saúde e na educação, dos estados e municípios, a Petrobras oficializou na sexta (17/06) reajuste no preço dos combustíveis. É sobre isso que recaem as responsabilidades sob os ombros de Bolsonaro.

A gasolina subiu 5,18%, enquanto o diesel foi aumentado em 14,26%, menos de 24 horas depois de Bolsonaro prometer reduzir os preços dos combustíveis com a aprovação do teto de ICMS.

O presidente Bolsonaro mantém a política de preço paritário internacional, o diabólico PPI, que vende os combutíveis em dólar enquanto os consumidores brasileiros ganham em real, porque isso beneficia especuladores e acionistas da Petrobras, qual seja, 63,6% dos acionistas são privados, a maioria estrangeiros, como explicou acima Requião.

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